Operação da Polícia Federal mira suspeitas de fraude e corrupção em contratos públicos

A Polícia Federal (PF) em Pernambuco, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), realizou a Operação “Mamon”, que investiga um suposto esquema envolvendo fraude em contratos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Durante a operação, estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão e duas ordens de prisão preventiva. As medidas foram autorizadas pela Justiça e fazem parte das investigações sobre possíveis irregularidades em contratos firmados por uma Organização da Sociedade Civil (OSC) com administrações públicas municipais.

Entre os contratos sob análise estão serviços relacionados à área da saúde. Segundo a Polícia Federal, foram identificados indícios de que alguns processos de contratação poderiam ter sido direcionados, além de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade da entidade investigada.

As apurações também levantaram suspeitas de que pessoas físicas e empresas teriam sido utilizadas para dificultar a identificação do destino de recursos recebidos pela organização.

De acordo com a PF, os investigadores encontraram um padrão frequente de saques em dinheiro vivo, envolvendo valores elevados retirados das contas do instituto investigado.

Também foram identificadas transações financeiras entre pessoas e empresas relacionadas ao caso, depósitos em espécie realizados de forma fracionada e transferências consideradas atípicas. Para os investigadores, essas movimentações podem ter sido utilizadas como mecanismos para dificultar o rastreamento dos recursos.

As ordens judiciais estão sendo executadas em seis cidades de três estados: Caruaru, Bonito, Palmares e Agrestina, em Pernambuco; João Pessoa, na Paraíba; e Curitiba, no Paraná.

O material recolhido durante a operação será analisado pela Polícia Federal e poderá contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros possíveis envolvidos.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados nem da organização que está no centro das apurações.

Segundo a Polícia Federal, o nome “Mamon” foi escolhido em referência a um termo de origem bíblica associado a dinheiro, riqueza e ganância. A expressão também está relacionada a comportamentos ligados à avareza e à cobiça.

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