Erro no sistema do TSE impede Flávio Bolsonaro de registrar candidatura à Presidência

Candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL)

senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do partido à Presidência da República, não conseguiu registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (13) após seu nome aparecer como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral. A alteração, registrada na quarta-feira (12), impede, neste momento, que o PL conclua o registro da candidatura.

Certidão emitida pelo TSE às 11h13 desta quinta-feira aponta que Flávio consta como filiado ao Missão desde quarta-feira. O documento também registra a desfiliação do senador do PL na mesma data. Até então, o sistema indicava que Flávio era filiado ao PL desde novembro de 2021.

Segundo integrantes da campanha, o jurídico investiga o que provocou a mudança nos registros. Uma das hipóteses levantadas é a de que o sistema de filiação partidária tenha sido alvo de um ataque hacker. A campanha também avalia acionar a Polícia Federal para investigar o caso.

A alteração ocorreu no dia em que Flávio havia planejado formalizar sua candidatura à Presidência. Com a mudança na filiação, porém, o PL perdeu o acesso ao procedimento necessário para concluir o registro no sistema eleitoral.

Investigação

A campanha ainda não sabe como a filiação de Flávio ao Missão foi registrada. Segundo integrantes do grupo, a alteração pode ter ocorrido por meio de uma invasão dos sistemas ou pelo uso indevido de credenciais de acesso.

No sistema da Justiça Eleitoral, a situação eleitoral de Flávio permanece como “regular”. A certidão informa, porém, que os dados de filiação são baseados nos lançamentos realizados pelos próprios partidos no sistema Filia e que as informações são inseridas sob responsabilidade das legendas.

O documento também ressalta que a certidão possui “presunção apenas relativa de veracidade”.

Prazo para registro

O prazo para partidos, federações e coligações apresentarem os registros de candidatura termina às 19h de sábado (15). A campanha de Flávio pretende solicitar a correção da filiação para que o senador volte a constar como integrante do PL e possa formalizar a candidatura.

Até o momento, a campanha trata a alteração como uma possível fraude, mas ainda não há confirmação sobre a origem da mudança nos dados eleitorais.

ELEIÇÕES: 786 candidatos mudaram a cor ou raça declarada ao TSE entre 2022 e 2026

Calçadas perto de seções eleitorais da Tijuca, no Rio, durante votação de 1º turno da eleições de 2022 — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ao menos 786 candidatos registrados para as eleições de 2026 apresentam uma autodeclaração de cor ou raça diferente daquela informada à Justiça Eleitoral em 2022. O número corresponde a 4,5% das 17.413 candidaturas registradas até o momento, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisados pelo g1 e extraídos às 19h30 de quarta-feira (12).

Os números ainda são provisórios. Partidos, federações e coligações têm até as 19h de 15 de agosto para apresentar pedidos de registro de candidatura.

A alteração mais comum identificada neste ano ocorreu entre candidatos que passaram de branca para parda, com 308 registros. Em sentido contrário, 262 pessoas que haviam se declarado pardas passaram a se identificar como brancas. Somadas, as duas mudanças representam 570 casos, equivalentes a 72,5% das alterações encontradas.

A socióloga Flávia Rios, professora da Universidade de São Paulo e pesquisadora do núcleo Afro-Cebrap, afirma que esse tipo de oscilação não é inédito nas eleições brasileiras. Segundo ela, o TSE começou a coletar informações sobre cor ou raça dos candidatos em 2014.

“Embora a gente tenha perguntas sobre cor em vários documentos brasileiros desde o Censo de 1872, a pergunta sobre cor no TSE é relativamente recente. Ela é de 2014, quando começa a ser introduzida nos formulários a chamada autodeclaração, seguindo as categorias do IBGE. Desde então, essa movimentação tem chamado a atenção, sobretudo nas eleições subsequentes. Essa oscilação não é nova. Se a gente olha para as eleições anteriores, comparativamente, também houve oscilações nessa mesma direção, de pessoas que aparecem uma hora como brancas, outra hora como pardas, ou vice-versa.”

Em 2022, levantamento do g1 identificou 2.510 candidatos que haviam alterado a autodeclaração de cor ou raça em relação à eleição anterior. Naquele pleito, o número correspondia a nove em cada cem candidaturas registradas.

Na ocasião, 938 mudanças — mais de um terço do total — foram de pessoas que haviam se declarado brancas em 2020 e passaram a se declarar pretas ou pardas em 2022.

Para Ana Cláudia Santano, doutora em Ciências Jurídicas e Políticas pela Universidade de Salamanca e coordenadora-geral da Transparência Eleitoral Brasil, a alteração da autodeclaração, isoladamente, não significa necessariamente que tenha ocorrido uma irregularidade.

“Quando a gente fala de alteração da autodeclaração, ela, por si só, não supõe nada errado, porque essa alteração pode se dar por muitas razões, dentre elas erro de preenchimento no registro de candidatura. O erro humano acontece. Também pode ser uma tomada de consciência por parte da pessoa; ou alguma decisão motivada por razões pragmáticas, para tentar aquele financiamento específico das pessoas negras”.

Outra possibilidade levantada pela pesquisadora é que algumas mudanças sejam feitas deliberadamente com o objetivo de acessar recursos destinados às candidaturas negras. Ela ressalta, entretanto, que os dados disponíveis não permitem concluir que essa tenha sido a motivação dos candidatos.

O g1 procurou o TSE para questionar se as diferenças nas autodeclarações poderiam estar relacionadas a erros cadastrais e quais procedimentos são adotados nesses casos, mas não havia recebido resposta até a publicação da reportagem.

Entre os 786 candidatos que alteraram a informação de cor ou raça, 419, ou 53,3%, passaram a se declarar pardos em 2026. Outros 275 se identificaram como brancos, 76 como pretos, nove como indígenas e sete como amarelos.

Até o momento, as autodeclarações dos candidatos que mudaram a informação estão distribuídas da seguinte maneira:

  • Parda: 419 candidatos, ou 53,3%;
  • Branca: 275, ou 34,9%;
  • Preta: 76, ou 9,6%;
  • Indígena: 9, ou 1,1%;
  • Amarela: 7, ou 0,9%.

Considerando pretos e pardos como pessoas negras, 313 candidatos passaram de uma autodeclaração branca ou amarela em 2022 para preta ou parda em 2026. No movimento contrário, 269 fizeram a transição de preta ou parda para branca ou amarela.

Também houve mudanças dentro das categorias consideradas negras. Ao todo, 182 candidatos alteraram a classificação: 108 passaram de preta para parda e 73 fizeram o caminho inverso, de parda para preta.

Segundo Rios, oscilações desse tipo já eram observadas antes da implementação das atuais políticas raciais e estão relacionadas também à maneira como os brasileiros percebem e classificam a própria cor ou raça ao longo do tempo.

“Segundo demógrafos e sociólogos, as configurações políticas e culturais do país influenciam a percepção dos indivíduos. No início do século, com as ideologias de democracia racial, de embranquecimento e a valorização de um perfil mais branco, a população tendia a ‘se clarear’: o preto se dizia pardo e o pardo se dizia branco”, explica.

Entre os candidatos que haviam se declarado pardos, 262 passaram para brancos, 73 para pretos, sete para indígenas e quatro para amarelos. Já entre os que haviam informado a cor preta, 108 passaram para parda e três para branca.

Os dados parciais das mudanças são:

  • Branca para parda: 308;
  • Parda para branca: 262;
  • Preta para parda: 109;
  • Parda para preta: 73;
  • Amarela para branca: dez;
  • Parda para indígena: sete;
  • Parda para amarela: quatro;
  • Branca para amarela: três;
  • Branca para preta: três;
  • Preta para branca: três;
  • Amarela para parda: dois;
  • Branca para indígena: dois;
  • Indígena para parda: um.

Em números absolutos, o Republicanos concentra a maior quantidade de candidatos com diferenças na informação de cor ou raça, com 75 registros. Desse total, 36 passaram de branca para parda e 21 fizeram a mudança de parda para branca.

O PL aparece em seguida, com 70 alterações, enquanto o MDB registra 62. No PL, a principal mudança foi de parda para branca, com 31 casos, seguida por branca para parda, com 30. Entre os candidatos do MDB, 26 passaram de parda para branca.

PF deflagra operação em Pernambuco que investiga suspeita de corrupção eleitoral em 2024

A Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão nos municípios de Tupanatinga e Garanhuns, no Agreste, e em Petrolina, no Sertão pernambucano durante a Operação “Voto Lacrado”, deflagrada nesta terça-feira (11), que investiga possível caso de corrupção eleitoral relacionado às eleições municipais de 2024.

De acordo com a PF, a investigação teve início após a apreensão de R$ 100 mil em espécie, acondicionados em embalagem lacrada, no interior de um veículo abordado durante o período eleitoral de 2024. No automóvel também foram encontrados materiais de propaganda eleitoral.

A investigação tem como ponto principal esclarecer a origem, circulação e destinação dos valores encontrados.

Ainda de acordo com a polícia, a referência do nome “Operação Voto Lacrado” é sobre como o dinheiro foi encontrado e o possível comprometimento indevido da liberdade de escolha do eleitor. As diligências tiveram o intuito de apreender aparelhos eletrônicos, documentos, mídias e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos que poderão caracterizar crime de corrupção eleitoral, previsto no artigo 299 do Código Eleitoral.

Marconi Santana tem candidatura a deputado estadual registrada na Justiça Eleitoral

Nome do ex-prefeito de Flores já aparece no sistema oficial da Justiça Eleitoral pelo PSD, com o número 55155

A candidatura de Marconi Santana a deputado estadual de Pernambuco já consta oficialmente no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais da Justiça Eleitoral. Filiado ao Partido Social Democrático (PSD), Marconi disputará uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco com o número 55155.

O registro marca uma nova etapa do projeto político que Marconi vem consolidando em diferentes regiões do estado. Ex-prefeito de Flores por quatro mandatos, ele chega à disputa levando uma trajetória construída na administração pública, experiência política e uma articulação que vem reunindo lideranças e apoios no Sertão, Agreste, Região Metropolitana e em outros municípios pernambucanos.

Nas últimas semanas, Marconi intensificou agendas, encontros e reuniões políticas, ampliando sua presença territorial e incorporando ao projeto vereadores, ex-vereadores, suplentes, empresários, lideranças comunitárias e representantes de diferentes setores.

No sistema da Justiça Eleitoral, o pedido aparece atualmente como “aguardando julgamento”, etapa correspondente à análise do registro apresentado.

Com o número 55155 definido e o registro protocolado, Marconi Santana entra oficialmente em uma nova fase da disputa eleitoral de 2026, levando para o cenário estadual uma trajetória política já conhecida pela experiência administrativa e pela capacidade de articulação construída ao longo dos anos.

Eleições 2026: Pedido de registro de candidatura de Lucas Ramos à reeleição para a Câmara dos Deputados é protocolado na Justiça Eleitoral

O sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCandContas), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), formalizou a solicitação do pedido de registro de candidatura do deputado federal Lucas Ramos (PSB), que disputa a renovação do seu mandato em Brasília nas Eleições 2026. Concorrendo sob o número 4011, o parlamentar firma a sua postulação para seguir representando Pernambuco na Câmara dos Deputados.

A apresentação do pedido à Justiça Eleitoral consolida uma jornada política marcada por uma representatividade abrangente no estado. Com histórico de três mandatos públicos — acumulando duas passagens pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e a firme atuação no Congresso Nacional, em Brasília, Lucas Ramos chega a mais uma campanha sustentado por uma presença forte de entregas e marcante prestígio administrativo.

Ao longo dos seus mandatos, a articulação do parlamentar ganhou tração em diversas regiões: a partir de Petrolina, no Sertão do São Francisco, atuando em todo estado, assegurando parcerias cruciais com prefeitos, vereadores, lideranças políticas e comunitárias. Mais recentemente, o grupo de apoio ao deputado se fortaleceu muito com o reforço do vereador licenciado e secretário de direitos humanos e juventude do Recife, Marco Aurélio Filho, que garantiu a ampliação do trabalho do parlamentar na capital pernambucana. A atuação de Lucas Ramos garantiu investimentos emblemáticos para o estado, a exemplo dos recursos federais viabilizados em parceria com o Governo Federal para as obras da BR-423, no Agreste, além da construção de Unidades Básicas de Saúde e também de Centros de Atenção Psicossocial em vários municípios.

Conforme consta na plataforma oficial do TSE, a solicitação encontra-se sob pedido de deferimento, na situação “aguardando julgamento”, rito habitual de análise documental pela Justiça Eleitoral antes da apreciação final do registro.

Com a numeração oficial 4011 definida e o projeto devidamente protocolado, Lucas Ramos avança para o período de campanha posicionado entre os nomes mais estruturados do PSB pernambucano, projetando a continuidade de suas ações voltadas ao desenvolvimento regional, fortalecimento da infraestrutura e expansão de serviços públicos fundamentais.

João Campos diz que aliados podem contar com ele até 2032

João Campos

O presidente nacional do PSB e candidato ao governo estadual pela Frente Popular de Pernambuco, João Campos, assegurou que estará ao lado de líderes políticos que o apoiam nas eleições de 2028, 2030 e 2032. Cumprindo agendas no Sertão, o ex-prefeito do Recife prometeu fazer uma gestão próxima dos administradores municipais.

As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Triunfo FM, durante agenda do socialista na cidade ontem.

Campos enfatizou que não pretende governar “em cima de um palanque” e prometeu não retaliar prefeitos que não o apoiarem na disputa pelo governo estadual este ano. O líder socialista sublinhou, no entanto, que aliados terão apoio dele nas três eleições próximas, incluindo duas eleições municipais.

“Esse time que está aqui sabe que vai contar comigo agora e nas eleições de 2028, 2030, 2032. Todo mundo que está aqui sabe fazer política larga, não vai fazer conta pequena. Eles sabem que a gente (estando) no governo do estado, vão me ajudar a governar. O povo de Triunfo sabe: vão ter um governador que não vai perseguir prefeito”, prometeu Campos.

Frente
Com a governadora liderando uma frente de mais de 120 prefeitos aliados, João Campos vem aglutinando o apoio de forças de oposição de diversos municípios.

Durante a entrevista, o ex-prefeito do Recife ainda respondeu sobre a aliança de grupos políticos adversários em uma mesma cidade em torno do seu projeto eleitoral no município e a sustentabilidade do palanque ao longo dos anos que sucedem a eleição, caso saia vitorioso da disputa.

Ele lembrou o pai, o ex-governador Eduardo Campos, falecido em 2024, e citou a aproximação entre ele e o também ex-governador Jarbas Vasconcelos após se enfrentarem nas urnas em 2010. “O ideal é fazer com equilíbrio e ter respeito na aliança.

O que nos une é duas coisas: Pernambuco tem que dar certo e Triunfo tem que dar certo. E a gente vai saber administrar divergências e buscar convergência. Meu papel de líder desse processo é garantir a unidade.

Quando o calo apertar para um, tem que chegar para o outro e dizer: vamos aqui juntos, pensar, fazer de outra forma. A política é isso, foi assim que eu e (o deputado federal) Pedro (Campos, PSB), meu irmão, cresceu vendo o meu pai, que ficava 24 horas por dia fazendo

Proposta
Ao falar de propostas para a cidade, João Campos prometeu criar um centro de formação voltado para o turismo, com o objetivo de permitir que seja ampliada a infraestrutura turística de Triunfo e haja geração de emprego e renda.

O candidato da Frente Popular está fazendo um novo giro pelo Sertão, após ter a candidatura oficializada em convenção realizada no último sábado (1º), no Recife. Campos passou por Belém do São Francisco, Itacuruba e Floresta, no Sertão de Itaparica, e prometeu construir o Hospital Regional de Itaparica, para atender aos municípios da região e interiorizar a saúde do estado. As promessas anunciadas por João Campos no giro ao Sertão fazem parte do plano de governo de Campos, que foi entregue na última quarta-feira (5).O documento oficial já consta na plataforma DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e foi nomeado como “Pernambuco Pronto para Fazer História: Pacto da Transformação”, e reúne 178 propostas divididas em 15 eixos estratégicos nas áreas da saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

Também constam no plano medidas de impacto social e econômico, como o projeto de zerar o IPVA para motos até 180 cilindradas e a proposta de garantir a isenção da conta da Compesa em caso de falha no rodízio.

TRE-PE inicia processo de treinamento dos mesários para as Eleições 2026

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) deu início ao processo de formação dos mesários que vão atuar nas Eleições 2026. Na primeira fase do treinamento, a corte promove a capacitação dos servidores de cartórios eleitorais que estarão em contato direto com convocados: os chamados multiplicadores. Eles são responsáveis por instruir sobre o trabalho de atendimento ao eleitor.

Na última segunda-feira (3), as capacitações foram realizadas em Recife, Vitória de Santo Antão, Carpina, Igarassu e Jaboatão dos Guararapes. Somente a capital pernambucana conta com 44 zonas eleitorais. Entre esta quinta (6) e a sexta-feira (7), serão realizadas formações simultâneas em Caruaru, Serra Talhada, Garanhuns e Petrolina, recebendo servidores de cartórios eleitorais de 13 municípios.

Nas Eleições de 2024, Pernambuco contou com 78.923 mesários, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. Para o pleito deste ano, a Justiça Eleitoral deu início à convocação em julho. Entre os critérios para ser mesário, é preciso ter mais de 18 anos e estar em dia com a Justiça Eleitoral.

TRE-PE promove Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) promove a primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, desenvolvida pela Justiça Eleitoral, entre os dias 3 e 7 de agosto. A iniciativa tem como objetivo aproximar a sociedade do processo eleitoral brasileiro, ampliando o conhecimento da população sobre o funcionamento, a segurança, a transparência e a auditabilidade da urna eletrônica.

Em Pernambuco, a programação terá início no dia 3 de agosto, com as exposições “Caminhos do Voto” e “30 anos da urna eletrônica em Pernambuco” às 9h, no hall de entrada do Tribunal, bem como comemoração dos 94 anos do Órgão. Em seguida, haverá uma palestra sobre a segurança do sistema eletrônico de votação, às 10h, no Pleno do TRE-PE. O evento é voltado especialmente para estudantes dos ensinos médio e superior, mas é aberto ao público em geral.

O público terá a oportunidade de ver como a urna funciona internamente a urna eletrônica e explicando os mecanismos que garantem sua segurança. Alunos da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Sílvio Rabelo, e Barbosa Lima no Recife, da rede pública, e Colégio Vera Cruz, da rede privada foram convidados a participar.

Na terça-feira, dia 4, será a vez dos alunos da Escola Técnica Estadual Maximiano Accioly Campos, em Engenho Velho, Jaboatão dos Guararapes. No dia 5, as ações da Semana Nacional do Sistema Nacional de Votação chegam aos EREM Guedes Alcoforado, em Olinda, e Professora Evanira de Souza Dias, Petrolina. Já no dia 6, quinta-feira, será realizada palestra na EREM Cardeal Dom Jaime Câmara, em Moreno. A semana fecha com evento no Colégio Motivo, em Boa Viagem.

Além dos alunos estudantes das instituições mencionadas, os eventos estão abertos à participação de outros estudantes interessados, que podem se inscrever para a palestra do dia 3, na sede do TRE-PE. Estudantes do ensino superior participantes receberão certificado com carga horária de duas horas, que caberá à universidade avaliar a integralização às horas complementares.

Os servidores do TRE-PE também estão convidados. As inscrições podem ser realizadas clicando aqui. A palestra também será transmitida ao vivo pelo canal do Tribunal no Youtube.

Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação

Promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação reunirá ações em todo o país para aproximar a Justiça Eleitoral da sociedade e fortalecer a confiança no sistema eletrônico de votação.

Durante a programação, a população poderá conhecer de perto as etapas do sistema eletrônico de votação, os mecanismos de segurança adotados pela Justiça Eleitoral e os procedimentos de auditoria que garantem a integridade das eleições. As ações também abordarão a evolução do sistema eletrônico de votação, a história do voto no Brasil e o enfrentamento à desinformação.

Além da programação nacional coordenada pelo TSE, os 27 tribunais regionais eleitorais desenvolverão atividades voltadas ao público de seus estados, reforçando o caráter nacional da iniciativa.

Saiba como vai funcionar a biometria nas eleições deste ano

Eleitora realiza biometria durante votação na Escola Municipal de Ensino Fundamental - EMEF Celso Leite Ribeiro Filho, em Bela Vista.

A biometria será usada mais uma vez para votar nas eleições deste ano. A tecnologia estará disponível em todas as seções eleitorais do país para evitar fraudes e garantir a lisura do pleito.

Apesar da requisição, a biometria não é obrigatória para exercer o direito ao voto. Se o título estiver regular, o eleitor pode votar mesmo sem ter realizado esse cadastro. Neste caso, será exigido o documento de identificação para acesso à urna eletrônica.

Se a urna eletrônica não reconhecer a biometria já realizada, o eleitor continua tendo o direito ao voto. A orientação é que a leitura biométrica possa ser repetida até quatro vezes. Persistindo a dificuldade, a mesa receptora vai confirmar a identidade do eleitor por outros meios de conferência do cadastro. Se as informações coincidirem, o eleitor assina o caderno de votação ou registra a impressão digital, caso não saiba assinar.

Em 2008, a Justiça Eleitoral começou a utilizar os dados da impressão digital para identificar os votantes. A medida foi adotada para aumentar a segurança das eleições e evitar que uma pessoa possa votar no lugar de outra.

Com o cruzamento de informações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda pode detectar eleitores com registros duplicados no cadastro eleitoral.

Cadastro biométrico encerrado

Já não é possível cadastrar a biometria para as eleições de 2026, porque o prazo se encerrou em maio deste ano. O TSE orienta os cidadãos a comparecerem à Justiça Eleitoral após o pleito para realizar o cadastro.

No cadastramento, são coletadas a fotografia, as digitais de todos os dedos da mão e a assinatura do eleitor. As informações são utilizadas para tornar mais seguro o processo eleitoral.

Eleições 2026: período para convenções partidárias entra na segunda semana

O período para que os partidos e federações façam as suas convenções, definindo os candidatos que estarão nas urnas em outubro, entra na segunda semana. O prazo vai até 5 de agosto. Depois disso, os escolhidos e indicados para disputar as funções de deputado (estadual e federal), senador, governador e presidente da República devem ser registrados pelas legendas na Justiça Eleitoral até 16 de agosto. E no dia seguinte, a campanha começa oficialmente.

Em Pernambuco, a primeira semana para convenções partidárias foi utilizada pelos seguintes partidos e grupos:

Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV);
Podemos;
Republicanos;
Novo;
MDB;
Unidade Popular;
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU);
Democrata.

Chapas majoritárias

Além do Republicanos, que indicou Carlos Costa a vice-governador pela Frente Popular de Pernambuco, integrando a chapa de João Campos (PSB), a UP, o PSTU e o Democrata também oficializaram suas indicações ao governo estadual. Pela Unidade Popular, entram na disputa ao Palácio do Campo das Princesas Camila Falcão e Marcelo Pessoa, com Samuel Timóteo e Gorett Bitu ao Senado.

Pelo PSTU, foram confirmados os nomes de Guilherme Fonseca e Valéria Félix como candidatos a governador e vice-governadora, com o professor José Mariano ao Senado. Já o Democrata terá Jeremias Cosco na disputa pelo governo de Pernambuco, ainda sem indicação de vice, e Gilvan Costa para senador.

Ainda quanto à disputa pela Câmara Alta, a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) indicou Humberto Costa (PT) para disputar a reeleição pela Frente Popular de Pernambuco, enquanto que o Novo lançou Carlos Sant’Anna.

Próximas convenções

A semana política em Pernambuco será marcada pelas convenções partidárias para confirmar as candidaturas de Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) ao governo estadual. No sábado (1), em evento no Clube Internacional do Recife, no bairro da Madalena, a Frente Popular de Pernambuco faz o seu evento a partir das 13h40. O grupo tem os nomes de João Campos (PSB) e Carlos Costa (Republicanos) como pré-candidatos a governador e vice. Ao Senado, a chapa é composta por Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT).

No domingo (2), é a vez do PSD confirmar os seus candidatos em evento no Parador, no Bairro do Recife, a partir das 9h. O momento é cercado pela expectativa quanto à definição da chapa ao Senado, diante da disputa entre Miguel Coelho (UB) e Eduardo da Fonte (PP). Um dia antes, ambas as legendas fazem as suas convenções na capital. Túlio Gadelha (PSD), do partido da governadora, tem a indicação a uma das vagas. Já a vice-governadora Priscila Krause (PSD) deve ser reconduzida à função.

Ainda no domingo (2), a partir das 13h, a federação PSOL/Rede oficializa as candidaturas de Ivan Moraes (PSOL) e Alice Gabino (Rede) ao Governo de Pernambuco, além do ex-deputado Paulo Rubem Santiago ao Senado. O evento ocorre na Casa Marielle Franco, no bairro do Derby, a partir das 13h.

Saiba mais sobre as convenções partidárias

O cientista político Hely Ferreira lembra que as convenções partidárias são regidas pela lei 9.504/1997 e pela resolução 23.609/2019. Antes desses eventos, qualquer postulante é considerado como pré-candidato. “Um dia após as convenções, o que foi registrado em ata é encaminhado à Justiça Eleitoral. Ela é quem homologa, de forma definitiva, a candidatura de alguém. Portanto, as convenções partidárias são importantes, mas quem decide realmente se alguém é candidato ou não é a Justiça Eleitoral”, destaca.

Diante do elemento jurídico, o advogado e cientista político Felipe Ferreira Lima detalha os parâmetros. “O juiz eleitoral ou o desembargador eleitoral vai analisar se o pré-candidato preenche as condições de elegibilidade que a lei coloca. Se ele tem a idade mínima para aquele cargo, se ele tem filiação na data certa, domicílio eleitoral, se sobre ele não paira nenhuma cláusula de inelegibilidade. É o momento de curetagem que a Justiça Eleitoral faz para aprovar a candidatura“, destaca.

Para que a Justiça Eleitoral aceite os resultados das convenções, entre candidatos e coligações, devem ser elaborados ata, com nomes, cargos e números pretendidos por cada um dos escolhidos, e lista de presença com todos os participantes. Além disso, o partido/a federação deve comprovar regularidade jurídica. No caso dos documentos, eles precisam ser enviados para a Justiça Eleitoral até o dia seguinte à convenção e publicados no site do TSE.