Prefeitura de Belo Jardim abre seleção simplificada com 155 vagas; salários chegam a R$ 2,5 mil

Prefeitura de Belo Jardim abre seleção simplificada com 155 vagas — Foto: Reprodução/Prefeitura de Belo Jardim

A prefeitura de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, está com inscrições abertas para o Processo Seletivo Simplificado da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo. Ao todo, são oferecidas 155 vagas imediatas para cargos de nível fundamental e médio. Os salários variam de R$ 1.518 a R$ 2.500, com jornada de trabalho de 44 horas semanais.

As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de novembro, exclusivamente pela internet, através deste link. A taxa de inscrição custa R$ 50 para cargos de nível fundamental e R$ 60 para os de nível médio. O edital está disponível no portal oficial do município.

Para solicitar isenção da taxa de inscrição, é necessário que o candidato esteja inscrito no CadÚnico e comprove que a renda familiar per capita é de até meio salário mínimo.

Cargos disponíveis

Entre as funções oferecidas estão agente administrativo, agente de limpeza pública, ajudante de pedreiro, operador de máquinas pesadas, pedreiro, técnico em edificações, motorista de caminhão de lixo, fiscal de limpeza pública, vigilante e assentador de pavimento em paralelepípedo. Há vagas de ampla concorrência e também reservadas para pessoas com deficiência.

Os candidatos devem comprovar experiência mínima de seis meses na área de atuação e, em alguns cargos, possuir carteira nacional de habilitação (CNH) compatível e certificações específicas.

Seleção e resultado

O processo seletivo será conduzido pela empresa Informs Consultoria e ocorrerá por meio de entrevista, avaliação curricular e prova prática, conforme o cargo pretendido.

O resultado final está previsto para o dia 18 de dezembro, e o processo terá validade de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período.

Estado do Nordeste terá concurso histórico com 11.220 vagas e salários de até R$36 mil

O maior concurso público da história do estado de Alagoas ocorrerá em Maceió e disponibilizará 11.220 vagas em 20 órgãos estaduais com salários que variam de q R$ 2,5 mil a R$ 36 mil.

As informações constam da reportagem de o portal Uol. O certame foi divulgado no Museu Palácio Floriano Peixoto, localizado na capital alagoana, pelo governador de Alagoas, Alagoas, Paulo Dantas, na última terça-feira (28/10).

O concurso vai contratar servidores para carreiras diversas além de 2.700 militares temporários administrativos e 1.000 militares da reserva para atuar na segurança patrimonial. Segundo a matéria, o impacto anual na folha de pagamento será de R$ 700 milhões.

Confira a seguir os órgãos e vagas disponíveis:

Procurador do Estado – PGE (Procuradoria-Geral do Estado): 20 vagas (10 imediatas e 10 para cadastro de reserva)

Gestor público – Seplag: 30 vagas

Agente e escrivão – PCAL (Polícia Civil de Alagoas): 300 vagas

Assessor técnico rodoviário – DER: 20 vagas

Analista e assistente de trânsito – Detran: 100 vagas

Analista de regulação – Arsal: 30 vagas

Analista previdenciário – Alagoas Previdência: 40 vagas

Seduc (professores): 1.042 vagas

Praças e oficiais – PMAL: 1.060 vagas

Praças e oficiais – CBMAL: 344 vagas

Analista administrativo – Uneal: 82 vagas

Professor – Uncisal: 86 vagas

Gestor especializado – Fapeal: 20 vagas

Analista de controle interno – CGE: 10 vagas

Especialista e assistente em saúde – Sesau (Saúde): 3.500 vagas

Analista educacional – Seduc (administrativo): 400 vagas

Analista ambiental – IMA: 24 vagas

Auditor fiscal – Sefaz: 50 vagas

Extensionista rural – Emater: 40 vagas

Fiscal agropecuário – Adeal: 40 vagas

Analista e fiscal de defesa do consumidor – Procon: 30 vagas

Os interessados em participar do concurso devem acompanhar atualizações no Diário Oficial do Estado.

Fonte: UOL

Edital do TCU para Auditor Federal é publicado com salários de R$ 26,1 mil

Sede do Tribunal de Contas da União (TCU)

O Diário Oficial da União (DOU) publicou nesta sexta-feira (24) o edital do concurso do Tribunal de Contas da União (TCU) para o cargo de Auditor Federal de Controle Externo. São oferecidas 20 vagas, com salários iniciais de R$ 26.196,87 e jornada de trabalho de 40 horas semanais.

O concurso será organizado pela Cebraspe. As inscrições estarão abertas entre 30 de outubro e 10 de dezembro, mediante pagamento de taxa de R$ 120,00. Para concorrer, é necessário possuir diploma de nível superior em qualquer área, devidamente registrado e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

Sobre as provas objetivas do certame. os testes estão previstos para o dia 22 de fevereiro de 2026, com duração de 5 horas, aplicadas no turno da manhã. A prova discursiva, marcada para o turno da tarde, terá duração de 4h30 e valerá 60 pontos.O último concurso mais recente para o cargo de Auditor no TCU foi realizado em 2021, organizado pela banca FGV, e atraiu quase 20 mil inscritos para disputar as 20 vagas disponíveis. O edital anterior foi publicado em 29 de outubro de 2021, com resultado final homologado em 14 de novembro de 2022, e teve validade prorrogada até 2026. Na ocasião, o certame também contou com três etapas: prova objetiva, prova discursiva e um programa de formação, todas de caráter eliminatório, como esse ano.

IBGE anuncia novo processo seletivo com 9.580 vagas temporárias

IBGE anuncia novo processo seletivo para temporários

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou o lançamento de um Processo Seletivo Simplificado com 9.580 vagas temporárias para reforçar a capacidade operacional na instituição. A Fundação Getulio Vargas (FGV) foi oficialmente contratada como banca organizadora.

“O PSS para temporários é fundamental para o funcionamento das pesquisas estatísticas e geográficas do país. Ele permite a contratação de profissionais que atuam na coleta de dados atualizados e de alcance nacional”, disse o presidente do IBGE,  Marcio Pochmann. E completou: “Para os participantes, representa uma oportunidade de qualificação profissional e experiência técnica. Em síntese, o processo reforça o papel do IBGE como instituição estratégica para o desenvolvimento nacional, ampliando sua capacidade operacional e fortalecendo o Sistema Estatístico e Geográfico Brasileiro.”

O próximo processo seletivo simplificado ofertará 8.480 vagas para a função de Agente de Pesquisas e Mapeamento (APM) e 1.100 vagas para a função de Supervisor de Coleta e Qualidade (SCQ). Já a publicação dos editais está prevista para novembro de 2025, com provas em janeiro de 2026 e divulgação do resultado final em março do mesmo ano.

Petrolina lança edital para concurso com 1.194 vagas na área de Educação

Prefeitura de Petrolina lança edital para área da Educação/DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE PETROLINA

Lançado o edital do concurso público da Prefeitura de Petrolina, no Sertão do estado, para 1.194 vagas na área de Educação, com os salários variando entre R$ 1.681,45 e R$ 3.969,99. As inscrições deverão ser feitas pelo site do Instituto de Apoio à Fundação Universidade de Pernambuco (IAUPE), responsável pela organização do certame.

O cargo de professor de educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental é o que oferece maior número de vagas: 766. As outras oportunidades estão divididas entre as funções de secretário escolar, psicólogo escolar e assistente social.

Conforme o edital, professores de disciplinas específicas de Educação Física, Arte, Ciências, Matemática, Geografia, História, Língua Portuguesa, Inglês e Espanhol também serão selecionados no concurso.

Para acessar o edital e mais detalhes do certame, acesse o site do IAUPE.

Alepe aprova cotas raciais em concursos públicos de Pernambuco

Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, nesta terça-feira (15), em segunda votação, o projeto de lei que institui a reserva de vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas em concursos públicos estaduais. A proposta, de autoria conjunta das deputadas Rosa Amorim (PT), Dani Portela (PSOL) e do deputado João Paulo Costa (PCdoB), segue agora para sanção da governadora Raquel Lyra (PSD).

Aprovado com 36 votos favoráveis e apenas uma abstenção, do deputado Renato Antunes (PL), o projeto é uma resposta à ausência de cotas no edital do Concurso Unificado de Pernambuco (CPU), que atualmente está com inscrições suspensas.

O texto aprovado reserva 25% das vagas para pessoas pretas e pardas, 3% para indígenas e 2% para quilombolas, seguindo diretrizes da nova legislação federal sobre cotas raciais no serviço público, que ampliou o percentual mínimo para até 30%.

A deputada Dani Portela ressaltou o impacto da medida.

“Pretos e pardos são maioria da população, mas minoria absoluta nas vagas públicas. A cada edital sem cotas, o Estado aprofunda a exclusão e reforça as desigualdades.”

Com a aprovação final do PL, a expectativa é de que as inscrições para o Concurso Unificado, atualmente suspensas, sejam reabertas em breve, agora com as novas regras de reserva de vagas. Como a governadora Raquel Lyra está em missão internacional na China e na Dinamarca, a sanção deve ser feita pela vice-governadora em exercício, Priscila Krause (PSD).

A deputada Dani Portela, uma das autoras e a primeira a protocolar a proposta, destacou que o tema é uma das pautas centrais de sua trajetória política.

“Esse foi um dos meus primeiros projetos como deputada e já havia sido apresentado por mim também quando era vereadora. Como uma das poucas parlamentares negras desta Casa, essa sempre foi uma prioridade. Depois que protocolei, outros deputados apresentaram matérias semelhantes, e a Assembleia, unificou os textos em um projeto único, de coautoria com Rosa Amorim (PT) e João Paulo Costa”, explicou.

A medida aprovada na casa adequa a legislação estadual à nova política nacional de cotas, sancionada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ampliou o percentual de reserva no serviço público federal.

Segundo Portela, a proposta enfrentou resistência ao longo de sua tramitação. O projeto foi aprovado em primeira discussão no ano de 2023, mas recebeu uma emenda de impedimento  apresentada pelo deputado Renato Antunes (PL). Isso fez com que o texto retornasse à estaca zero e passasse novamente por todas as comissões, o que adiou a votação por mais de um ano.

Durante esse período, o tema voltou à pauta pública após o lançamento do edital do CPU sem previsão de cotas raciais, o que gerou críticas e manifestações de movimentos sociais. Após o edital, a governadora Raquel Lyra apresentou um novo projeto com conteúdo semelhante, o que permitiu a retomada da discussão e a atualização do texto estadual conforme a nova lei federal. A Alepe, no entanto, rejeitou o projeto do Executivo e pautou as matérias que já tramitavam na casa.

Cotas raciais voltam ao centro do debate em Pernambuco após falha em edital do concurso unificado

Após a repercussão negativa do edital do CPU-PE, a Alepe aprovou, o projeto de lei que institui cotas raciais nos concursos e seleções simplificadas do Estado

A ausência de cotas raciais no edital do primeiro Concurso Público Unificado (CPU) de Pernambuco reacendeu o debate sobre inclusão e representatividade no serviço público estadual.

Inspirado no modelo do Concurso Nacional Unificado (CNU), o certame previa 460 vagas para cargos de níveis médio e superior e atraiu mais de 8.500 inscritos em apenas 24 horas.

No entanto, um dia após o lançamento, o governo suspendeu as inscrições “para adequar o certame às diretrizes que serão instituídas por meio de projeto de lei”, segundo nota oficial.

A decisão, porém, não partiu espontaneamente do Executivo. A suspensão foi resultado direto da pressão popular e da mobilização parlamentar, que há meses cobravam a adoção das cotas raciais em concursos estaduais.

“Eu vi a suspensão de forma muito positiva, porque a inclusão das cotas era extremamente necessária. Nós estamos trabalhando com muita agilidade na Alepe para que o andamento impacte o mínimo possível e o edital seja publicado prevendo as cotas num tempo recorde”, afirmou a deputada estadual Rosa Amorim (PT). 

A secretaria de Administração do Estado (Sad-PE) informou que ainda não há previsão para republicação do edital.

O episódio expôs a demora do Estado em regulamentar uma política consolidada em nível nacional desde 2014, quando a Lei nº 12.990 estabeleceu reserva de 20% das vagas em concursos públicos federais para candidatos negros.

Em 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que prorroga essa política por mais 30 anos, ampliando o percentual mínimo de reserva para 30% e incluindo indígenas e quilombolas entre os beneficiários.

Com a prorrogação, o Brasil reafirmou seu compromisso com as ações afirmativas, mas, em Pernambuco, a ausência da norma estadual revelou um atraso institucional e político.

Alepe aprova política de cotas raciais após repercussão

Após a repercussão negativa do edital do CPU-PE, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, na terça-feira (15), o projeto de lei que institui cotas raciais nos concursos e seleções simplificadas do Estado.

A proposta, que segue para sanção da vice-governadora em exercício, Priscila Krause (PSD), estabelece 25% das vagas para pessoas pretas e pardas, 3% para indígenas e 2% para quilombolas, alinhando Pernambuco às novas diretrizes federais.

A iniciativa unificou três propostas já em tramitação: o PL nº 464/2023, de Dani Portela (PSOL); o PL nº 680/2023, de Rosa Amorim (PT); e o projeto de João Paulo Costa (PCdoB).

“Na verdade, o projeto que a Alepe vota hoje é um substitutivo ao nosso. Isso significa que as matérias sobre essa mesma temática — de minha autoria, de Dani Portela e de João Paulo Costa — foram reunidas em um único texto”, explicou Rosa.

Ela também ressaltou que o movimento social foi determinante.

“A cobrança em torno das cotas se baseou no Estatuto da Igualdade Racial, que aprovamos em 2023, depois de uma articulação intensa do nosso mandato. Faltava um dispositivo que garantisse as ações afirmativas nos processos seletivos do Estado, e agora nós temos essa conquista”, afirmou.

“Nós temos 65% da população de Pernambuco que se autodeclara negra, e essa diversidade precisa ser refletida no serviço público. Ter essa lei aprovada, seguida de um concurso unificado, é um ótimo começo, mas ainda há muito a avançar”, acrescentou.

Especialistas apontam falhas estruturais e riscos jurídicos

advogado Ygor Werner, especialista em direito administrativo, avalia que o adiamento do edital “não configura retrocesso, mas correção de rota”. Ele afirma que a suspensão evita que o certame prossiga sob “vício de legalidade e de legitimidade social”, o que reduz o risco de anulações futuras.

“O adiamento, quando motivado para adequar o certame a comandos constitucionais de igualdade material e a parâmetros normativos de ação afirmativa, é uma medida prudente. Do ponto de vista jurídico, esse ‘custo de transição’ é preferível a um concurso vulnerável a impugnações por ausência de reserva mínima de vagas para grupos historicamente sub-representados”, afirmou.

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Ygor Werner, Advogado – Cortesia

 

Werner observa ainda que a ausência de uma lei estadual específica gera insegurança jurídica e amplia a litigiosidade.

“Onde a lei falta, sobra disputa judicial. A solução responsável é exatamente a que Pernambuco encaminhou: suspender as inscrições e enviar à Alepe um projeto que positivará a reserva de vagas”, disse.

Para ele, é necessário um pacote de governança normativa, com regulamentação detalhada, critérios claros e ampla divulgação.

“O equilíbrio entre eficiência e igualdade se alcança com planejamento e regras transparentes. Isso reduz contestações e fortalece a confiança nas instituições públicas”, concluiu.

Desigualdade histórica e reparação social

A política de cotas raciais no serviço público foi resultado de um longo processo de mobilização. Desde a proposta pioneira do deputado Abdias do Nascimento, em 1983, a reserva de vagas para negros e negras foi incorporada gradualmente ao ordenamento jurídico brasileiro.

Em 2001, a Conferência de Durban, na África do Sul, impulsionou o debate global sobre racismo estrutural. Dois anos depois, o governo federal criou a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), e, em 2010, foi sancionado o Estatuto da Igualdade Racial.

A partir de 2014, com a Lei nº 12.990, o sistema de cotas passou a valer para o funcionalismo público federal — agora renovado e ampliado até 2054.

O professor Edmilson Santos dos Santos, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), afirmou que as cotas são “instrumentos de reconstrução do pacto democrático”. Para ele, a nova legislação federal corrige distorções e amplia a abrangência das ações afirmativas.

“A ampliação corrige desigualdades que não se limitam à população negra urbana. O desafio é garantir a integração entre órgãos, a transparência dos dados e o acompanhamento permanente da política, evitando repetir o ciclo de ineficácia que marcou o período entre 2014 e 2024”, pontuou.

Ele criticou a falta de planejamento dos estados. “A ausência de uma lei estadual permanente de cotas raciais implica a reprodução do padrão histórico de sub-representação negra e indígena no serviço público pernambucano. Sem cotas, o Estado renuncia a um poderoso instrumento de democratização da burocracia”.

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Prof. Dr. Edmilson Santos dos Santos, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Petrolina) – Cortesia

 

Cotas raciais como garantia de acesso e justiça

Entre os concurseiros cotistas, a publicação do edital sem cotas foi recebida com indignação e sentimento de exclusão.

A professora Jennifer Silva, foi aprovada no concurso para professor da rede municipal de São Lourenço da Mata — um certame que também não previa cotas raciais inicialmente, mas incluiu a política após pressão popular. Ela foi uma das beneficiadas pela reserva de vagas.

“As cotas raciais são essenciais para o ingresso de pessoas pretas e pardas no serviço público. A população negra historicamente teve seus direitos negados — acesso à educação, ao trabalho digno, à moradia — e ainda hoje sofre com a falta de políticas públicas efetivas. A política de cotas tenta amenizar essas mazelas e viabiliza uma possibilidade real de acesso a uma educação e a um emprego de qualidade”, afirmou.

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Jennifer Silva, professora de História do Ensino Fundamental – Anos Finais – Cortesia

 

Ao saber que o CPU-PE havia sido lançado sem cotas, Jennifer diz ter sentido “indignação”.

“Percebemos que as políticas de cotas não estão sendo aplicadas. Os gestores, por, em sua maioria, serem pessoas brancas, não têm a sensibilidade política de garantir esse direito. A não ser quando há uma reação da sociedade civil frente ao não cumprimento dos direitos básicos”, comenta.

Para ela, a política muda a perspectiva de quem estuda para concursos.

“É um estímulo. Saber que os concursos garantem cotas raciais dá esperança e força para acessar espaços que sempre nos foram negados.”

Jennifer espera que a nova legislação estadual vá além do discurso e inspire também os municípios.

“Espero que seja pensada por pessoas negras e aplicada nas instâncias municipais. Quando o Estado se compromete a aplicar políticas públicas efetivas, isso gera estímulo para que outros lugares também passem a aplicar. Mais que uma conveniência eleitoral, precisa ser a garantia de um direito”.

A força da cobrança popular

O caso do CPU-PE revelou que a efetividade das políticas afirmativas depende da vigilância constante da sociedade civil.

Embora a aprovação da lei estadual represente um avanço, especialistas e militantes alertam que a implementação prática e o acompanhamento dos resultados são etapas fundamentais para consolidar a inclusão racial no serviço público.

Para a deputada Rosa Amorim, o próximo passo é transformar o texto legal em resultados concretos. Ela enfatiza que a força da sociedade civil será decisiva para fiscalizar e garantir a aplicação da norma.

“Com a aprovação e sanção da lei, passamos a ter uma base legal para cobrar do Estado que ao menos 30% das vagas sejam destinadas a cotistas”, afirmou.

O episódio demonstra que a democratização do serviço público é também uma disputa política e simbólica. Pernambuco deu um passo importante, ainda que tardio, e a reação à ausência das cotas no concurso unificado reafirma que a pressão popular continua sendo a principal força de transformação social no país.

Governo de Pernambuco envia Projeto de Lei para Alepe com criação de cotas raciais e suspende temporariamente inscrições do concurso unificado

O Governo de Pernambuco encaminhou, na tarde desta sexta-feira (10), à Assembleia Legislativa do Estado (Alepe) um Projeto de Lei (PL) que altera a Lei nº 18.202, de 12 de junho de 2023, que institui o Estatuto da Igualdade Racial do Estado de Pernambuco. A proposta visa assegurar, no total, aos pretos e pardos, indígenas e quilombolas a reserva de 30% das vagas oferecidas nos concursos públicos e nos processos seletivos simplificados para o provimento de cargos efetivos, de empregos públicos e de funções públicas decorrentes de contratos por tempo determinado no Poder Executivo do Estado de Pernambuco. Em paralelo, a gestão estadual suspendeu temporariamente as inscrições do Concurso Público Unificado de Pernambuco (CPU-PE).

“Estamos encaminhando esse Projeto de Lei para a Assembleia Legislativa que vai garantir cotas raciais em concursos públicos e, com isso, mais inclusão. Contamos com o apoio da Assembleia para tramitar o texto com a maior urgência possível, a fim de que possamos, no mesmo edital, retomar a inclusão das cotas raciais e realizar o concurso ainda durante o mês de dezembro. Esse é um marco na modernização da nossa gestão e na valorização dos servidores que fazem a diferença na vida dos pernambucanos”, disse a governadora Raquel Lyra.

Segundo o texto enviado à Alepe, 25% das vagas serão destinadas para pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% quilombolas. Para concorrer às vagas reservadas pela lei, os candidatos deverão se autodeclarar, no ato da inscrição, pretos ou pardos, indígenas e quilombolas.

Para a secretária de Administração, Ana Maraíza, a proposta visa aumentar ainda mais a inclusão da população pernambucana no primeiro concurso unificado do Estado. “O objetivo é que o PL incremente a inserção de pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas no Poder Executivo Estadual em uma ação que contribuirá para tornar a administração pública mais eficiente e fortalecida”, afirmou a titular da pasta.

Concurso Unificado – Para a efetivação das políticas de promoção da igualdade racial, o Governo do Estado suspenderá, temporariamente, as inscrições do Concurso Público Unificado de Pernambuco (CPU-PE), com o objetivo de adequar o certame às diretrizes que serão instituídas por meio do Projeto de Lei, garantindo sua conformidade com os princípios constitucionais da isonomia e da inclusão social. Em momento oportuno, será divulgada a nova data de inscrição, bem como a nova data da realização das provas. Os candidatos que já se inscreveram não serão prejudicados, pois continuam com a participação no certame garantida.

Governo do Estado lança edital do Concurso Público Unificado de Pernambuco (CPU-PE)

O certame é uma iniciativa inédita no Estado e oferta 460 vagas em cargos de níveis Médio e Superior

Com o objetivo de ampliar o acesso aos cargos públicos, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração (SAD), publica nesta quinta-feira (9), no Diário Oficial do Estado (DOE), o edital do Concurso Público Unificado de Pernambuco (CPU-PE). Serão ofertadas 460 vagas para nove órgãos, em cargos ou especialidades de níveis Médio e Superior. As provas serão realizadas nos dias 14 e 21 de dezembro de 2025, em 10 municípios. As inscrições podem ser realizadas a partir de amanhã, até o dia 7 de novembro, pelo site da Fundação Carlos Chagas, organizadora do certame: www.concursosfcc.com.br.

“O edital do primeiro concurso público unificado de Pernambuco será publicado no Diário Oficial de amanhã. São 460 vagas distribuídas por nove órgãos do Estado, e o mais interessante é que um candidato vai poder, em apenas um certame, concorrer a até três cargos distintos. Essa será uma excelente oportunidade para todos os que desejam fazer parte da equipe que está mudando Pernambuco”, destacou a governadora Raquel Lyra.

De acordo com a secretária de Administração, Ana Maraíza, o Concurso Público Unificado de Pernambuco representa um marco na modernização da gestão pública estadual, promovendo amplo acesso à participação da população no certame em todas as regiões do Estado. “Ao publicar esse edital, o Governo de Pernambuco tem o objetivo de atrair profissionais de excelência para integrar o quadro de servidores do Estado, contribuindo para o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos à população”, pontuou a titular da pasta.

Os cargos do CPU-PE são distribuídos em três blocos, sendo eles: formação específica de nível superior; qualquer área de formação de nível superior; e formação de nível médio. Cada grupo terá seu dia e turno exclusivo para realização das provas, possibilitando que o candidato possa concorrer para até três cargos, um de cada bloco.

As cidades do Estado onde ocorrerão as provas são: Afogados da Ingazeira, Araripina, Arcoverde, Carpina, Caruaru, Floresta, Palmares, Petrolina, Recife e Salgueiro, podendo o candidato escolher onde fará a prova. Mais detalhes do certame podem ser conferidos no Diário Oficial do Estado (DOE) e no site www.concursosfcc.com.br.

Concurso Caixa Econômica 2025: novo edital é confirmado pelo presidente do banco

Prédio da Caixa Econômica Federal

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, confirmou na segunda-feira (22) o lançamento de um novo concurso. O anúncio ocorreu durante a cerimônia de celebração dos 59 anos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em Brasília.

De acordo com Carlos Vieira, o edital do concurso Caixa está em fase final de elaboração e deve contemplar cargos estratégicos, como engenheiros e arquitetos, além de outras funções. A expectativa é que ele atenda à crescente demanda por mão de obra especializada em áreas técnicas e estruturais do banco.

Informações não oficiais sugerem que a publicação do edital pode ocorrer ainda na primeira quinzena de outubro.

Para contextualizar, o último certame, organizado pela Cesgranrio, foi prorrogado até agosto de 2026. Ele ofereceu 4.000 vagas de nível médio e 50 de nível superior, com salários atrativos que variavam entre R$ 3.762,00 e R$ 14.915,00, além de benefícios.