
Simone Marques era professora da Faculdade Novo Horizonte, citada no inquérito que investiga um desvio de emendas parlamentares que pode chegar a R$ 27 milhões. A faculdade seria uma das empresas utilizadas por um grupo criminoso para praticar os desvios.
Consta na certidão de comparecimento que Simone Marques chegou à Delegacia de Porto de Galinhas por volta das 12h40, acompanhada de um advogado, e permaneceu no local até as 13h.
Segundo o advogado de Simone, que não quis se identificar, após pegarem a certidão de comparecimento, os dois saíram de carro e voltaram para o escritório do defensor. Simone Marques foi deixada na frente do estabelecimento e voltou sozinha para casa.
Às 15h55, a Polícia Militar foi informada do assassinato de Simone. Ela morava com os pais na Rua Ana Maria Dourado, no Centro de Ipojuca.
O g1 questionou a Polícia Civil sobre a possível relação entre a investigação dos desvios de emendas parlamentares e a morte da professora, mas a corporação se limitou a dizer que o caso foi registrado como “homicídio consumado” e que abriu um inquérito “para apurar as circunstâncias do crime e identificar a autoria”.