/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/D/B/KMlTACSlmNahqNcLBuQw/design-sem-nome-2026-05-20t200128.244.png)
Uma suposta receita médica com a prescrição de 3 horas de relações sexuais viralizou nas redes sociais. O documento teria sido emitido em uma unidade básica de saúde (UBS) do município de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco. Com a repercussão, a Secretaria Municipal de Saúde abriu uma investigação e informou nesta quarta-feira (20) que a receita foi confeccionada por duas estagiárias do curso técnico em enfermagem em uma “brincadeira”.
A Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha divulgou, no dia 6 de maio, uma nota oficial nas redes sociais afirmando que o documento não foi produzido pela profissional identificada no carimbo. Segundo a pasta, há indícios de uso indevido da identificação funcional por terceiros.
“Inicialmente, cumpre destacar que o referido documento não foi devidamente validado pela profissional técnica constante do carimbo aposto, não possuindo, portanto, assinatura que comprove sua autoria, responsabilidade ou concordância com o conteúdo nele exposto”, disse a nota.
Segundo a Secretaria de Saúde, “o uso do carimbo constante no documento não foi realizado pela profissional responsável”. A pasta também declarou que a servidora citada não teve “anuência ou participação” no caso.
A secretaria informou ainda que instaurou um procedimento interno para investigar a origem do material e apurar possíveis crimes, como falsidade ideológica, falsificação de documento e uso indevido de identificação profissional. Também é investigada a possibilidade de montagem ou adulteração da imagem antes da divulgação nas redes sociais.
Na noite da quinta-feira (20), a Secretaria Municipal de Saúde divulgou nas redes sociais que a receita com prescrição médica de 3 horas de relações sexuais foi elaborada por estagiárias de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município.
A secretaria informou que após tomar o conhecimento dos fatos, instaurou uma sindicância administrativa para apurar a ocorrência e concluiu que o documento foi escrito e carimbado por duas estagiárias do curso técnico de enfermagem, durante uma “brincadeira”.
Em nota enviada ao g1, o Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco informou que não recebeu denúncia formal ou comunicação oficial sobre o caso. O órgão afirmou ainda que “qualquer apuração no âmbito ético-profissional depende de elementos formais e documentalmente identificáveis”.
O conselho também declarou que, até o momento, “não foi possível confirmar a origem da imagem que circula nas redes sociais” nem identificar elementos que comprovem que o documento tenha sido emitido por profissional de enfermagem.