Polícia de Raquel tenta retomar operação ilegal para espionar e investigar adversários

Passados seis meses, novos casos de arapongagem do governo Raquel Teixeira Lyra podem vir à tona, novamente. A resposta sobre o emblemático caso da arapongagem, à pergunta feita pelo UOL/Folha de S.Paulo para a governadora, por esses dias, só mostrou o quanto o tema incomoda. Revelado com exclusividade aqui, pelo Jornal O Poder, o caso trouxe à tona o uso sem precedente da polícia com objetivo de vigiar adversários, parlamentares da oposicão e até pessoas da sociedade. Configurando um impensavel abuso de autoridade. Comprovado por prints de um grupo de WhatsApp, com a presença da alta cúpula da inteligência da polícia. No caso concreto constatado, a polícia perseguia um auxiliar do prefeito João Campos sem nenhum Boletim de Ocorrência ou registro formal.

Repercussão nacional

O caso chocou a imprensa nacional. Articulistas como Natuza Nery, Reinaldo Azevedo e Otávio Guedes chegaram a mencionar que a Secretaria de Defesa Social estaria abusando da inteligência dos pernambucanos ao afirmar que só estavam ali para investigar, mesmo sem qualquer autorização judicial. Seis meses depois do caso, com a Polícia Federal investigando, ainda fica a dúvida sobre quem deu a ordem para a ‘arapongagem’, incluindo o uso de rastreadores, que foram alvo de reportagem nacional no Domingo Espetacular, da Rede Record.

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O que se comenta

Nos bastidores da Secretaria de Defesa Social, segundo informações confiáveis obtidas por O Poder, é que, depois do esfriamento do caso, as máquinas da espionagem estariam novamente ligadas. Segundo uma parede com ouvidos afiados, um alto membro da corporação disse alto e bom som: “Como não houve ainda a punição da PF, vamos voltar com tudo”.

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Fato

Apenas um dia depois da entrevista da Governadora Raquel Teixeira Lyra, uma investigação que envolvia contratos com as prefeituras de Caruaru, Altinho e até com o próprio Governo de Pernambuco, tem apenas a Prefeitura do Recife como alvo da Polícia Civil, que voltou supostamente a ser acionada para ações com objetivos políticos. O movimento, às vésperas da eleição, parece indicar que a polícia pode não ter dono, mas que o passado lembra os indícios reais de ingerência. Os corredores policiais já falam que novas investidas estariam sendo cogitadas, sempre buscando atacar adversários políticos da Governadora, que tem experiência de delegada da Polícia Federal e parece ter incorporado as piores práticas do muito minoritário lado podre da PF.

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