
O detalhe é que, este ano, essa construção passa por um amplo arranjo político, visando a preservar o alinhamento com o PT em vários estados, em que o PSB, em alguma medida, assume um protagonismo no sentido de solucionar equações para o partido aliado.
Indagado pela coluna sobre essa mobilização, João Campos faz uma conta exata: “Em todos os estados, a gente está apoiando o presidente Lula. Em 13 estados, houve uma movimentação da direção nacional para organizar os palanques”.
Ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João define essa montagem como um “movimento de mudança ou de construção nova entre PT e PSB”. Em outras palavras, as pendências, desta vez, foram calculadas e sanadas estrategicamente de forma conjunta, visando à unidade em torno do projeto nacional de reeleição de Lula.
“Em São Paulo, por exemplo, é uma coisa nova construída entre PSB e PT lá”, detalha João Campos. Nesse caso, o PSB ocupa dois espaços na chapa com a vice, que tem Márcio França como titular, e com Simone Tebet em uma das vagas do Senado. João, inclusive, assistiu ao jogo da Seleção Brasileira contra a Escócia, no Palácio da Alvorada, ao lado de Lula, Tebet, além de Marina Silva, que integra a outra vaga para o Senado, e do próprio Fernando Haddad, que encabeça a chapa.
“No Mato Grosso, a filiação de Pedro Taques”, enumera João Campos em referência ao ex-governador que concorrerá ao Senado naquele Estado também numa construção conjunta com o PT. O outro nome do Senado, Carlos Fávaro, é ex-ministro da Agricultura do governo Lula. “Em Santa Catarina, o candidato ao Governo do Estado é do PSB”, relata o dirigente nacional. Refere-se à Gelson Merísio.
Naquele estado, reduto do bolsonarismo, o peso que o PSB exerce é o de construir solução onde o petismo enfrenta resistência, no sentido de diluí-la. Esse movimento se repete em outras unidades da federação.