Jogar cara e coroa não é uma chance de 50% – mas é perto

Um lançamento de moeda é um exemplo clássico em questões de matemática que envolvem probabilidade. Vamos supôr uma questão fácil, que provavelmente seria um exercício de treino da matéria: “Nicole joga uma moeda três vezes, qual a probabilidade de cair coroa nas três?”

Bom, a chance de um lançamento de moeda dar coroa é de 50% (ou ½). Como queremos que Nicole tenha três coroas, a conta é simples – basta multiplicar a probabilidade dos três casos: ½ x ½ x ½ = ⅛. Ou 12,5% de chance.

Só que, na prática, não é bem assim. As chances de cara e coroa são ligeiramente diferentes dos 50% regulamentares em um lançamento real.

Vários pesquisadores já haviam teorizado que, quando você joga uma moeda para cima, seu polegar causa uma leve instabilidade que faz a moeda, enquanto está no ar, passar mais tempo com um lado voltado para cima. Isso aumenta a probabilidade dela cair na sua mão com esse lado.

Agora foi hora de ir para a bancada do laboratório e tirar a dúvida a limpo. O trabalho envolveu 50 cientistas, que atiraram moedas de 46 países, valores e tamanhos diferentes.

O pelotão de pesquisa fez 350.757 lançamentos de moedas. Depois dessa maratona probabilística, eles chegaram a uma conclusão: em 50,8% das vezes, uma moeda vai cair do mesmo lado que ela começou. Em outras palavras, se eu jogo uma moeda com a coroa voltada para cima, é mais provável que ela aterrisse na minha mão com a coroa novamente para cima.

A equipe, contudo, encontrou grandes variações individuais. As moedas de um dos pesquisadores caíram do mesmo lado que foram lançadas em 60,1% das vezes; já outro colega observou o contrário: as moedas davam mais o lado oposto. Elas só repetiram faces em 48,7% das vezes.

Todas essas inconsistências servem para mostrar que probabilidades são muito mais complexas do que os livros didáticos dão a entender. Quanto tempo a moeda passa no ar, o peso e o balanço da moeda, a direção dos ventos, a força do dedão, o tamanho da sua unha… todas essas microvariáveis influenciam de alguma maneira o seu lançamento.

O 50/50 perfeito é uma abstração teórica. Uma moeda ideal e um lançamento ideal são convenções matemáticas para facilitar as contas. Na prática, é um processo físico complicado, em que tudo pode inclinar o resultado em pouco para as caras ou um pouco para as coroas.

Fonte: SUPERINTERESSANTE.

Mãe de bebê que nasceu com ‘pé duplicado’ faz desabafo sobre condição rara: ‘Fiquei assustada’

Bebê nasce com oito dedos no pé e causa dor intensa na região de Cuiabá. Vitória Costa de Jesus, de apenas 11 meses de idade, tem uma deformidade que causa uma ‘duplicação’ no membro, deixando-o torto. A mãe da criança, Priscila Costa de Jesus, conta que a menina não consegue andar ou ficar em pé por muito tempo devido à intensa dor.

A condição é tão rara que atinge uma a cada 2 milhões de pessoas nascidas vivas, segundo o médico pediatra Marcial Francis Galera. É extremamente importante que a criança seja submetida a uma cirurgia de amputação o mais rápido possível para reposicionar sua estrutura. A família pede ajuda nas redes sociais para custear o tratamento e a mudança para Cuiabá.

Fonte: Boa Comida

Partes da Bíblia que foram confirmadas pela Ciência; VEJA LISTA

Tem quem não acredite em nada que está escrito na Bíblia, há quem acredite cegamente no que ela diz… Independente de vínculos religiosos, cada vez mais evidências históricas e científicas são trazidas à tona. Confira cinco delas:

1- A física da Arca de Noé

Quatro alunos de física da Universidade de Leicester, na Inglaterra, decidiram investigar a possibilidade de a arca de Noé flutuar enquanto carregava um par de cada espécie animal. Para isso, no ano de 2014, os estudantes começaram a analisar de acordo com a física o passo a passo das instruções encontradas na Bíblia.

Primeiramente, o grupo converteu os cúbitos, medida utilizada na Bíblia, em centímetros, determinando que um do primeiro correspondia a 48 do segundo. Seguindo esse raciocínio, a arca teria 145 metros de comprimento, 24 metros de largura e 14 metros de altura.

Noé foi instruído a construir a arca com a “madeira de gofer” cuja densidade é parecida com a do cipreste, que foi utilizada pelos estudantes para realizar os cálculos. Com isso, eles descobriram que a arca vazia teria um peso de 1,2 milhão de quilos. Para flutuar, a densidade da embarcação teria que ser menor do que a da água.

Com base nessas pesquisas, os estudantes concluiram que a arca poderia carregar 51 milhões de quilos, ou seja, ela poderia ter carregado um casal de cada espécie animal existente na época de Noé.

2 – A pedra de Pôncio Pilatos

A pedra de Pôncio Pilatos atualmente se encontra no Museu de Israel (Foto: Wikimedia/BRBurton)

Enquanto escavava, em 1961, um teatro construído por Herodes, o Grandes, em Cesareia, em Israel, uma equipe de arqueólogos descobriu uma pedra. Ela possuia uma inscrição na lateral com os dizeres: “Pôncio Pilatos, prefeito da Judeia, a dedica”. Essa foi a primeira evidência física da existência do personagem bíblico.

3 – O Reservatório de Siloé

No livro de João na Bíblia, após curar um cego de nascença, Jesus lava os olhos deste com as águas do Reservatório de Siloé. A comunidade acadêmica acreditava que João não estava fazendo uma referência a um local de verdade, e sim usando um conceito religioso para ilustrar a passagem. No entanto, em 2005, um grupo de encanadores encontrou a reserva de água na Cidade Velha de Jerusalém. “Encontramos o Reservatório de Siloé exatamente onde João disse que ele estava”, afirma James Charlesworth, especialista no Novo Testamento.

4 – A parede do rei Salomão

Segundo o primeiro livro dos reis, no Antigo Testamento, há o relato de que o rei Salomão ordenou a construção de uma muralha em Jerusalém. Em 2010, uma parte da construção foi encontrada durante uma escavação conduzida pela Universidade Hebraica de Jerusalém. A muralha possuia 70 metros de comprimento e 6 metros de altura e, além dela, foram escavadas uma guarita de segurança e uma torre.

5 – Cidadela da Primavera

Após 20 anos escavando a Cidade de Davi, principal sítio arqueológico de Jerusalém, foi descoberta a fortaleza “Cidadela da Primavera”. “A cidadela foi construída para salvar e proteger a água da Fonte do Giom dos inimigos que queriam conquistar as cidades, bem como proteger as pessoas que queriam beber água e voltar para a cidade”, afirma Oriya Dasberg, diretor de desenvolvimento da Cidade de Davi.

Os arqueólogos acreditam que essa é a mesma estrutura conquistada pelo rei Davi em passagem de Samuel e o mesmo local onde Salomão foi ungido rei.

Fonte: Revista Galileu

Crime que deu origem à síndrome de Estocolmo completa 50 anos; entenda

“Todo mundo no chão, que comece a festa!” Com estas palavras, Jan-Erik Olsson, com uma metralhadora em punho e sob efeito de drogas, invade um banco no centro de Estocolmo em 23 de agosto de 1973.

Desse sequestro, que durou seis dias, emergiu um novo conceito: a síndrome de Estocolmo, que ganhou fama mundialmente e é descrita como a atitude positiva, ou mesmo atração, que vítimas de sequestro podem sentir por seus captores.

O assalto rapidamente ganhou destaque na mídia. “Janne” Olsson manteve quatro funcionários do banco como reféns — três mulheres e um homem — usando dois deles como escudos humanos, exibindo sua arma e ameaçando matá-los caso suas exigências não fossem atendidas.

Um grande contingente policial foi mobilizado para a área, com atiradores de elite mirando no banco.

“Frequentemente, reflito sobre aquela situação absurda em que nos encontrávamos”, relembra uma das reféns, Kristin Enmark, que na época tinha 23 anos, em um livro sobre sua experiência.

Estávamos “aterrorizados, presos entre duas ameaças mortais: de um lado a polícia, do outro, o sequestrador”, ela declara.

Ele tinha “duas demandas: 3 milhões de coroas suecas e a libertação de seu cúmplice Clark Olofsson, um dos criminosos mais perigosos do país”, ela recorda. Para acalmá-lo, o governo atendeu às exigências.

Salvador

“Quando Clark Olofsson chegou, ele assumiu o controle da situação e das negociações com a polícia, à sua maneira”, relata Bertil Ericsson, fotógrafo da AFP que estava cobrindo o evento, agora com 73 anos. Olofsson “tinha carisma, era eloquente”, ele acrescenta.

Olsson se acalmou quase imediatamente após a chegada de Olofsson, e Kristin Enmark passou a vê-lo como um salvador, como descreve em seu livro. Olofsson “prometeu que eu ficaria bem, e eu decidi acreditar nele”, conta Enmark.

Por várias vezes, a jovem defendeu seus captores: “Eu confio completamente em Clark e no assaltante. Não estou nem um pouco assustada com eles, eles não me fizeram mal. Foram muito gentis”, disse Kristin no segundo dia de cativeiro, durante uma ligação telefônica com o então primeiro-ministro sueco, Olof Palme.

Ao fim do sexto dia, a polícia agiu, perfurando o teto do banco e invadindo o local com gás lacrimogêneo. “Janne” se rendeu, e os reféns foram libertados.

Policiais usaram gás lacrimogêneo para libertar reféns e prender “Janne” Olsson, um dos sequestradoresFONTE: terrabrasilnoticias.com

Não era amor

Entre os negociadores, estava o psiquiatra Nils Bejerot, que analisou em tempo real o comportamento dos assaltantes e dos reféns. Foi ele quem cunhou o termo “síndrome de Estocolmo”, embora muitos colegas discordassem.

“Não é um diagnóstico psiquiátrico”, argumenta Christoffer Rahm, psiquiatra e pesquisador do Karolinska Institutet, autor de um artigo intitulado “Síndrome de Estocolmo: diagnóstico psiquiátrico ou mito urbano?”.

O termo “pode ser descrito como um mecanismo de defesa que ajuda a vítima a sobreviver” em uma situação de extrema pressão. “Graças a esse laço positivo, ela desenvolve uma aceitação da situação, o que por sua vez diminui seu estresse”, explica Rahm à AFP.

Para Cecilia Åse, professora de Ciência Política da Universidade de Estocolmo, o conceito tem uma “dimensão de gênero”. Essa visão foi alimentada por rumores, especialmente sobre o relacionamento entre Kristin e Clark. Embora mais tarde tivessem um caso amoroso, nada sugere que o romance tenha começado naqueles dias de agosto de 1973.

“De minha parte, não havia amor nem atração física; ele era minha chance de sobreviver e me protegia de ‘Janne'”, afirma a mulher que inspirou o personagem “Kicki” na série da NetflixClark.

As autoridades, no entanto, interpretaram as declarações de Kristin e dos outros reféns “de forma muito sexualizada, como se tivessem sido influenciadas por uma síndrome” que prejudicava o julgamento dos fatos, avalia a professora Åse. “A síndrome de Estocolmo é um conceito inventado para ocultar a falha de proteção do Estado”, disse.

E essa ausência do Estado era uma ameaça real à segurança dos sequestrados. “Representávamos uma ameaça real para os reféns”, admitiria anos depois o comissário Eric Rönnegård em um livro sobre as falhas policiais no assalto.

Em sinal de ressentimento contra as autoridades, os ex-reféns escolheram permanecer em silêncio durante o julgamento dos sequestradores.

Do ponto de vista psicológico, “desenvolver uma ligação emocional positiva com alguém ameaçador” é comum, por exemplo, em relacionamentos abusivos, aponta o pesquisador Christoffer Rahm.

A reação psicológica da vítima ajuda a aliviar o peso da vergonha e da culpa que ela pode sentir, ele conclui.

FONTE: terrabrasilnoticias.com

Você já descobriu para que serve a parte azul da borracha? Não, não é para apagar caneta; ENTENDA

Você já pegou sua borracha e se perguntou para que serve aquela parte azul misteriosa na extremidade? Ao longo dos anos, muitas pessoas acreditaram que essa parte da borracha é destinada a apagar caneta. No entanto, essa crença comum é na verdade um mito!

A verdadeira função da parte azul da borracha é algo bem diferente e pode surpreender até mesmo aqueles que se consideram especialistas em material de escritório. Vamos explorar esse pequeno enigma e descobrir qual é o verdadeiro propósito desse pedaço de borracha que tantos de nós temos em nossas mesas de estudo.

Embora a borracha azul não apague tinta de caneta como pensávamos na infância, ela possui outras funcionalidades incríveis. Descubra aqui 4 utilidades surpreendentes da parte azul das nossas borrachas:

Apagar marcas de lápis em madeira

Aqueles que trabalham com madeira sabem que a borracha azul tem sua utilidade. Ela é capaz de apagar traços de lápis em tábuas ou madeira crua, graças às partículas de pedra-pomes presentes em sua composição.

Remover marcas de lápis em paredes

Profissionais como pedreiros e pintores também tiram proveito da borracha azul. Eles a utilizam para apagar medidas e outros marcadores em paredes, devido à sua composição granulada, eficaz em superfícies de concreto ou gesso.

Eliminar marcas de lápis em papel de parede

Pintores e decoradores recorrem à borracha azul para remover dimensões ou medidas feitas com lápis em papel de parede. Contudo, é preciso ter cautela para não pressionar demais, já que a parte azul é áspera e pode danificar o material.

Apagar lápis de cera em papelão

Artistas que trabalham com artes plásticas e diversos materiais encontram na borracha azul uma excelente opção para apagar lápis de cera sem danificar o papelão. Além disso, ela remove vestígios de graxa de lápis e outros giz de cera, preservando a superfície.

Por que, então, essa parte da borracha continua sendo vendida para crianças em idade escolar se não é tão útil para elas?

A explicação é simples: os consumidores têm um apego emocional a ela. Um estudo conduzido pela marca de material escolar Maped da Haute Savoie mostrou que os pais priorizam a compra dessa borracha por ser um símbolo da época de escola e uma lembrança da própria infância. Contudo, se você precisa apenas de uma borracha comum para uso diário, é mais econômico optar por uma versão básica e evitar o desperdício. Esta abordagem prática pode poupar dinheiro e ainda manter a eficácia no apagamento, respeitando a tradição sem ceder a convenções desnecessárias.

FONTE: terrabrasilnoticias.com

Saiba como descobrir se seu CPF está vinculado a um celular pré-pago que não é seu

Com a internet, ter acesso a dados como CPF e RG de uma pessoa é fácil. Por conta disso, cibercriminosos se aproveitam para ter a linha de celular em nome de outra pessoas, ou até clonar chips de terceiros. Mas é possível saber por meio do seu CPF se existem linhas pré-pagas ativas cadastradas em seu nome.

As prestadoras Algar, Claro, Sercomtel, TIM e Vivo se uniram em uma iniciativa para que seus clientes possam, através do seu CPF, consultar se há alguma linha “estranha” vinculada à prestadora. Nesse caso, de acordo com a Anatel, o usuário pode posteriormente solicitar o cancelamento da linha.

O resultado da consulta é valido apenas para linhas pré-pagas ativas para o CPF consultado, ou seja, linhas pós-pagas não estão incluídas no serviço.

Como fazer a consulta

1. Acesse cadastropre.com.br;

2. Na página inicial, vá em “Consultar”;

3. Em seguida digite seu CPF e clique em “Consultar”;

4. Caso haja linha pré-paga ativa em alguma Prestadora para o CPF consultado, o resultado trará a relação desta(s) prestadora(s);

5. Caso não exista celular cadastrador com seu CPF irá aparecer a mensagem “Em todo território nacional, o CPF consultado não possui linha pré-paga ativa nas prestadoras participantes”;

6. As informações são atualizadas até 30 dias antes do dia da consulta.

Caso encontre alguma irregularidade, o consumidor deve entrar em contato com a prestadora de serviço correspondente e solicitar o cancelamento das linhas pré-pagas habilitadas no CPF.

O contato das prestadoras está disponível também no cadastropre.com.br: basta ir na aba “Contatos Prestadoras”. Lá o usuário pode escolher clicar no link da operadora correspondente para registrar a reclamação e pedir cancelamento da linha.

O pedido de cancelamento deverá ser atendido em até 24 horas, caso a solicitação seja executada por meio de atendente, e até 48 horas se solicitada no call center ou portal da prestadora, sem a intervenção humana,

A iniciativa é da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que começou com a primeira etapa do projeto em 2019 com atualização cadastral junto aos titulares de linhas pré-pagas ativas de todo o País. Em 2020, houve a disponibilização do Portal de Consulta de Linhas por CPF.

Fonte: Folha PE

Saiba qual remédio se tornou principal causador de falência do fígado

Disponível livremente em farmácias, sem necessidade de receita médica, o paracetamol está entre os remédios mais consumidos de todo o mundo.

Para ter ideia, algumas estimativas apontam vendas de 49 mil toneladas desse medicamento ao ano nos Estados Unidos — o que significa 298 comprimidos por americano a cada 12 meses. No Reino Unido, a média é de 70 unidades desse fármaco por pessoa durante o mesmo período.

E o mais curioso dessa história é que, apesar de ser conhecido há mais de um século, o paracetamol ainda está cercado de mistérios: o mecanismo de ação dele ainda não foi completamente desvendado pelos cientistas.

As evidências sobre a eficácia dessa medicação para diversos incômodos também variam — em alguns casos, como a dor na lombar, os efeitos do comprimido ou das gotas não são superiores aos do placebo, uma substância que não tem efeito terapêutico algum.

Uma coisa que está bem clara para os especialistas, porém, é o risco de overdose: esse medicamento é a principal causa de falência do fígado em países como EUA e Reino Unido (veja dados abaixo), o que gerou alertas de várias entidades de saúde nos últimos anos.

Por trás desse cenário, está a alta disponibilidade dos comprimidos e a falta de orientações sobre os limites de consumo, como você vai entender ao longo desta reportagem.

A BBC News Brasil entrou em contato com a Johnson & Johnson (fabricante do Tylenol, um dos remédios com paracetamol mais populares) e com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde (Acessa), mas não foram enviadas respostas até a publicação desta reportagem.

Já a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) disseram que, por diretrizes internas, não fazem comentários sobre questões envolvendo moléculas/medicamentos específicos.

O paracetamol foi sintetizado no final do século 19. Os estudos pioneiros com essa molécula foram publicados pelo químico alemão Joseph von Mering em 1893.

Mas a substância ficou restrita às pesquisas pelas seis décadas seguintes. Ela só estreou nas farmácias de Estados Unidos e Austrália a partir dos anos 1950, já com o nome comercial que a tornaria mundialmente famosa: Tylenol.

Nos EUA, aliás, esse princípio ativo é conhecido por outro nome: acetaminofeno.

No Brasil, ele está disponível desde os anos 1970.

E, mesmo passadas mais de seis décadas do lançamento, até hoje não se conhece o mecanismo de ação desse remédio — em outras palavras, como ele age no corpo para reduzir a dor ou baixar a febre.

“O mecanismo de ação do paracetamol ainda não foi completamente esclarecido”, diz o médico Philip Conaghan, professor de Medicina Musculoesquelética da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

“É provável que ele tenha algum efeito na forma como nosso corpo ‘entende’ a dor no sistema nervoso central e no cérebro, além de provavelmente agir em regiões periféricas onde há inflamação”, detalha ele.

Acredita-se que o paracetamol interfira em ações de enzimas conhecidas como ciclooxigenase, ou COX na sigla em inglês, relacionadas à sensação dolorosa e ao aumento da temperatura corporal. Alguns estudos também observaram uma ação da droga em neurotransmissores e vias cerebrais, o que traria um efeito analgésico.

Mas, até o momento, não existe um consenso entre os especialistas sobre qual ou quais os efeitos exatos desse remédio pelo corpo para que se obtenha os resultados de melhora da dor ou redução da temperatura corporal.

Como citado no início da reportagem, o paracetamol está disponível livremente nas drogarias e pode ser comprado diretamente pelo consumidor, sem necessidade de receita médica.

Ele aparece tanto com nomes comerciais — Tylenol, por exemplo — quanto em genéricos, além de ser adicionado à composição de diversos medicamentos junto de outros princípios ativos.

A Food and Drug Administration (FDA), a agência regulatória dos Estados Unidos, calcula que o paracetamol esteja na fórmula de mais de 600 produtos farmacêuticos diferentes.

No Brasil, o paracetamol sempre aparece no topo da lista de remédios isentos de prescrição mais vendidos — seja como molécula única ou conjugada com outros fármacos.

Uma lista publicada periodicamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com os 263 medicamentos isentos de prescrição mais comercializados do país revela que o paracetamol aparece em 23 das opções farmacológicas com alta popularidade.

O que dizem as evidências

Mas, afinal, com tamanho sucesso comercial, o paracetamol realmente cumpre aquilo que promete — diminuir febre e dor?

O FDA aponta em seu site oficial que o paracetamol é uma opção para o tratamento desses dois incômodos com intensidades leve a moderada.

Mas evidências disponíveis até o momento variam bastante, principalmente quando são avaliados diferentes incômodos que afligem o corpo.

O Instituto Cochrane, que se dedica a revisar as evidências disponíveis sobre diversos tratamentos, publicou vários trabalhos a respeito da eficácia do paracetamol.

A análise dos especialistas, que leva em conta os estudos publicados até aquele momento, revelou que esse medicamento não é superior ao placebo (substância sem efeito terapêutico) para tratar dores na região lombar.

Os resultados também não foram positivos para os casos de incômodos físicos relacionados ao tratamento do câncer.

Já para lidar com artrite no joelho ou no quadril, o efeito positivo foi considerado “pequeno” pelos autores dos artigos.

O paracetamol também mostrou algum benefício, mesmo que mínimo, no alívio da enxaqueca aguda e das dores pós-parto e pós-cirúrgicas.

Conaghan, que publicou alguns estudos sobre o uso desse fármaco no tratamento da osteoartrite, classifica as evidências como “pequenas” e “não muito boas”. Mas ele diz entender porque o paracetamol continua popular até os dias de hoje.

“Primeiro, há um histórico de uso, o que faz as pessoas se sentirem confortáveis em tomar esses comprimidos. Segundo, a indicação de tratamentos com o paracetamol é abrangente, e vai desde dores musculoesqueléticas até cólicas menstruais”, lista o médico.

“Terceiro, falamos de uma opção barata e amplamente disponível ao consumidor. E, em quarto lugar, não existem muitas outras opções para lidar com esses sintomas”, complementa ele.

Com resultados tão variados, a principal orientação é sempre buscar a avaliação de um profissional da saúde — principalmente se a dor não vai embora ou piora depois de dois ou três dias.

A partir da avaliação e do diagnóstico, é essencial seguir à risca o tratamento prescrito para se livrar dos incômodos.

Risco de eventos adversos

Mas e a segurança? Será que o paracetamol pode provocar efeitos colaterais mais graves?

O problema aqui está na dosagem: as agências de saúde estipulam um limite de 4 gramas (ou 4 mil miligramas) por dia para os adultos. Em crianças de 2 a 11 anos, a dose de paracetamol depende do peso corporal (são de 55 a 75 mg por quilo em um dia). Já abaixo dos 2 anos, é sempre necessário consultar o médico antes de dar o remédio.

Como os comprimidos comumente trazem 500 miligramas ou 1 grama desse princípio ativo, isso significa que um adulto não pode ultrapassar as quatro ou oito unidades (a depender da dosagem) a cada 24 horas.

Mas a história é mais complicada que parece, pois muitos remédios trazem o paracetamol na composição junto de outras substâncias — com isso, uma pessoa que está gripada ou resfriada, por exemplo, acaba ingerindo diversos fármacos para lidar com os sintomas (dor, febre, nariz entupido…) e pode ultrapassar sem querer esse limite.

O principal problema aqui acontece no fígado, responsável por metabolizar o fármaco. Cerca de 5% do remédio se transforma em quinoneimina, uma substância tóxica para o corpo.

Em pequenas quantidades (abaixo desse limite de 4 gramas de paracetamol), o fígado consegue neutralizar o perigo. Porém, quando há muita quinoneimina, o órgão entra em parafuso e deixa de funcionar como o esperado.

Isso, por sua vez, gera um quadro de falência hepática aguda, que não raro demanda internação e transplante, além de estar relacionado ao risco aumentado de morte.

Segundo a FDA, as overdoses de paracetamol foram a principal causa de falência hepática aguda nos Estados Unidos entre 1998 e 2003. Em 48% dos casos, a overdose foi acidental, pois as vítimas sequer sabiam que tinham ultrapassado o limite diário.

Um estudo de 2007 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano estima que a overdose por esse medicamento leva a 56 mil visitas ao pronto-socorro, 26 mil hospitalizações e 458 mortes por ano.

Outros levantamentos apontam que o paracetamol é a causa de falência hepática em até 45% dos casos registrados nos EUA e 60% dos episódios do tipo que ocorrem no Reino Unido. Não há levantamento semelhante para o Brasil.

Todos esses números exigiram mudanças nas regulamentações sobre o paracetamol. Desde 2011, a FDA limitou a dosagem do remédio a 325 mg por comprimido — o que reduziu as hospitalizações nos anos seguintes, segundo um estudo da Universidade do Alabama, nos EUA, publicado em 2023.

No Brasil, a Anvisa já publicou diversos alertas sobre o consumo indiscriminado do paracetamol e os efeitos disso na saúde.

“O uso do medicamento deve ser feito com cautela, sempre observando a dose máxima diária e o intervalo entre as doses, conforme as recomendações contidas na bula, para cada faixa etária”, orienta a agência em comunicado de 2021.

Efeitos na sociedade

Também é curioso notar que o paracetamol, com mais de um século de história e alguns mistérios persistentes, ainda é capaz de surpreender os cientistas.

Exemplo disso é o trabalho feito pelo psicólogo Dominik Mischkowski, da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos.

Num estudo de 2019, ele dividiu voluntários em dois grupos. O primeiro tomou paracetamol, e o segundo engoliu comprimidos sem nenhum efeito terapêutico. Depois, todos leram uma história inspiradora e tinham que reagir a ela.

Os participantes que tomaram paracetamol tinham uma habilidade reduzida de sentir empatia, ou de se colocar no lugar do personagem da história. E isso eventualmente teria implicações na forma como as pessoas interagem em diferentes contextos sociais, aponta o cientista.

“Se interfiro em determinados circuitos neurais com uma droga como o paracetamol, por exemplo, posso acabar afetando outros aspectos que chamamos de emoções sociais, ou comportamentos sociais, sobre os quais inicialmente nem pensávamos. E isso, quem sabe, pode ser uma espécie de efeito colateral social dessas drogas”, diz Mischkowski.

O próprio psicólogo pondera que os resultados, apesar de interessantes, são experimentais e não refletem a realidade, que é muito mais intrincada e cheia de variáveis do que um experimento controlado em laboratório.

“Quando as pessoas tomam remédios para dor, há muitos processos complexos envolvidos sobre os quais não entendemos. Então quero ser muito cuidadoso sobre o nosso achado, pois não sabemos ainda os detalhes sobre os efeitos do consumo [do paracetamol] na sociedade”, explica ele.

“Então, se você está com dor e precisa de tratamento, deve sempre continuar a tomar os remédios como paracetamol, porque isso é importante. A dor é uma das condições mais impactantes da atualidade”, complementa Mischkowski.

Já para Conaghan, o uso massivo de remédios para a dor, como o paracetamol, ajuda a entender como nossa sociedade se modificou nas últimas décadas.

“Suspeito que muito de nossa crença nos remédios começou após a Segunda Guerra Mundial, quando os antibióticos se mostraram tão bem sucedidos. Até então, acredito que meus avós não tinham tanta confiança assim nos comprimidos”, opina o médico.

“E as intervenções para tratar a dor podem levar um certo tempo e esforço para surtir resultado. A dor no joelho, por exemplo: nós sabemos que alongamentos musculares são muito efetivos, mas vai demorar pelo menos duas ou três semanas de exercícios diários antes de você notar qualquer benefício.”

“Então, acredito que esse imediatismo dos remédios é outra coisa que nos faz procurá-los tanto. Talvez essa crença cultural nos medicamentos e a necessidade de alívio imediato para a dor sejam algumas das razões para tamanha popularidade do paracetamol”, conclui ele.

Fonte: BBC.

Mulher recebe vibrador no lugar de iphones comprados pela internet

Uma moradora de Sete Lagoas passou por um golpe ao comprar dois iPhones 13 Pro Max pela internet e receber, em vez dos aparelhos, um vibrador. A vítima relatou que acessou o site denominado “Store Apple Imports Brasil” para efetuar a compra dos celulares, tendo realizado dois pagamentos via PIX no valor total de R$ 1.700,00. A negociação foi feita pelo WhatsApp, onde foi acordado que pagaria mais R$ 725,00 no boleto em 12 parcelas.

No dia 24 de julho de 2023, a loja enviou para a vítima, através dos Correios, um aparelho vibrador ao invés dos iPhones. Ao entrar em contato com a vendedora para relatar o ocorrido, a cliente foi ameaçada de ser processada, alegando que a mercadoria havia sido entregue corretamente.

A mulher, que agora busca resolver o problema, enfrenta a frustração e indignação por ter sido vítima desse golpe, enquanto aguarda as devidas providências das autoridades para solucionar o caso e reaver o valor pago pelos iPhones que nunca chegaram às suas mãos. A Polícia Civil já foi notificada e a investigação sobre o golpe está em andamento.

Fonte: Tecle Mídia.

Inusitado: Mulher é atingida por meteorito enquanto tomava café

Uma mulher foi atingida por um meteorito enquanto tomava café e conversava com uma amiga na varanda de sua casa em Schirmeck, naFrança. O caso aconteceu em 6 de julho, uma quinta-feira, por volta das 4 da manhã no horário local. Ela diz ter ouvido um barulho vindo do telhado antes do fragmento cair em cima dela.

À imprensa local, disse ter sentido “um choque nas costelas”. Apesar do susto, ela afirma não ter ficado ferida. No início, a mulher, que não foi identificada, pensou que se tratava de um animal ou pedaço de cimento, mas ficou intrigada pela cor do objeto. Ela então resolveu levá-lo para ser examinado por um telhadista.

Após entrar em contato com o profissional, ela foi informada que o material não era feito de cimento e parecia um meteorito. Dias depois, ela entregou o objeto ao geólogo Thierry Rebmann, que esclareceu que a rocha parecia conter uma mistura de ferro e silício, e poderia mesmo ser um. Ao todo, o fragmento encontrado possui pouco mais de 100 gramas.

— Encontrarum meteorito já é raro, mas ele cair do céu sobre si é algo quase único — afirmou Rebmann. — Há décadas não tínhamos isso em nossas regiões. Esta pedra parece uma rocha vulcânica. Atravessa a atmosfera terrestre e é torrada devido ao oxigênio e ao atrito. É o que chamamos de estrelas cadentes.

Quedas de meteoritos, conforme explicou o geólogo à imprensa local, não são incomuns. No entanto, casos de impacto em seres humanos são “extremamente raros”.

FONTE: terrabrasilnoticias.com

Por que você nunca deve pular na água para fugir de abelhas

Se você é do tipo que fica todo nervoso quando uma abelha zune por perto, saiba que não está sozinho. Essas pequenas criaturas podem ser uma grande fonte de ansiedade para muitos. Apesar de sempre dizerem que “abelhas são essenciais para o nosso ecossistema”, o medo de uma ferroada nos mantém em alerta. E para aqueles que conseguiram enfurecer todo um enxame? Bem, você pode pensar que um mergulho em uma piscina ou lago próximo é o seu passaporte para a segurança. Errado!

Nunca pule na água para fugir de abelhas

É um equívoco comum que mergulhar na água fará as abelhas desistirem de você. Claro, elas não vão praticar nado sincronizado ao seu lado, mas adivinha? Abelhas são pacientes. Elas vão flutuar acima da água, esperando pacientemente pela sua cabeça aparecer, e elas têm mais tempo de sobra do que você!

Isso significa que você está preso entre a cruz e a espada – ou corre o risco de se afogar ou sobe para respirar e de brinde recebe um ataque de abelhas.

Justin Schmidt, um renomado especialista em comportamento de insetos, falou sobre isso em entrevistas e até documentou no seu livro de 2016, “The Sting of the Wild”. Ele narra como um homem tentou evitar um ataque de abelhas submergindo-se em um lago, mas foi feito refém pelas abelhas pairando acima. Esses insetos tenazes mantiveram a vigília até o pôr do sol, quando finalmente retornaram à colmeia.

A ironia? O CO2 que exalamos, especialmente em pânico, é como uma chamada para as abelhas. Elas são atraídas pelas bolhas de ar que criamos quando estamos debaixo d’água, praticamente pintando um alvo em nossas cabeças.

Então, se você irritou uma colmeia, qual é o plano?

Primeiro, não bata ou esmague-as. As abelhas interpretam o movimento como agressão, desencadeando o modo de ataque delas. Em vez disso, tente sair da área calmamente, sem correr (ainda). Se elas lançaram o ataque, procure refúgio em um espaço fechado como um carro.

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Como último recurso, tente correr (aparentemente uma maratona!). As abelhas tendem a perder o interesse depois de cerca de 2km. Mas e se você estiver na ponta perdedora desta batalha e levar uma ferroada?

Primeiro, remova o ferrão esticando a pele e usando as unhas ou uma pinça. Limpe a área e aplique uma compressa fria. Mas, se você começar a ter sintomas graves de alergia, como dificuldade para respirar, corra para obter ajuda médica.

Para resumir, as abelhas podem ser polinizadoras e produtoras de mel cruciais, mas também são uma adversária formidável quando enfurecidas. O velho plano de fuga para a água? Nem tão infalível assim. Mantenha a calma, não esmague e mantenha seus tênis de corrida à mão. Ou melhor ainda, vamos apenas dar a essas pequenas criaturas o respeito que elas merecem!

Fonte: Blog do J. Campos