O dever de quem tem um microfone na mão

Subir em um palco revela também um teste de maturidade. Gente madura entende que está ali para servir ao outro, e não a si mesmo, diz colunista — Foto: Freepik (imagem feita com IA)

Um microfone pode parecer apenas um objeto neutro, um pedaço de metal, um canal entre a voz do interlocutor e o público. Mas ele pode ser muito mais do que isso. Dependendo do contexto, um microfone não apenas amplifica o som, mas também as intenções, os valores, as sombras e a imagem de quem o segura. Diante de uma plateia, um microfone na mão é um microfone na mão é um ato de poder. E como todo poder, exige responsabilidade.

O palco, como um espelho, reflete de forma aumentada a relação que o indivíduo tem com o próprio poder. Há quem use o microfone e o palco para dialogar, e há quem os use para dominar. Há quem suba para compartilhar um aprendizado, e quem suba para reafirmar a própria importância.

Costuma-se confundir boa comunicação com habilidade de falar bem. Mas comunicar-se bem não é apenas dominar técnicas de oratória, ou saber usar pausas e gestos. É, acima de tudo, ter clareza do propósito que te leva até ali. Conheço pessoas que, embora tenham uma retórica impecável, usam a palavra como arma de vaidade, como palco do próprio ego.

Essas pessoas normalmente estão tão centradas na própria fala que perdem o sentido da presença do outro. Deixam de perceber o entorno, o contexto, o efeito das suas palavras em quem as está ouvindo. E o resultado é um discurso que soa alto, mas ressoa vazio.

Problema maior do que falar demais, tropeçar nas palavras ou cometer algum deslize de expressão, é falar sem consciência do impacto. É usar o microfone para impor, não para inspirar; para expor, não para construir. Nesses casos, o talento se torna apenas vaidade e a fala vira performance vazia.

Subir em um palco revela também um teste de maturidade. Gente madura entende que está ali para servir ao outro, e não a si mesmo. Que a palavra é um instrumento de transformação, não de exibição. E que o público não é plateia do nosso ego, mas parte de uma troca simbólica que pede respeito.

Falar em público é ter nas mãos uma ferramenta poderosa de influência. É com a palavra que criamos sentido, que curamos, que inspiramos, mas também é com ela que ferimos, distorcemos, desrespeitamos.

Antes de ligar o microfone, é preciso fazer um exercício de consciência e se perguntar: por que e para quem eu falo? O que eu quero que as pessoas levem daqui? O que eu posso entregar que de fato gere algum valor para quem me ouve? O verdadeiro comunicador busca conexão, e não aplausos. Quando a palavra nasce do propósito e do respeito, ela não apenas ecoa – ela transforma.

O papel do “Baba Ovo” e a importância de um núcleo crítico nas campanhas

Em toda campanha eleitoral, o “baba ovo” — aquele apoiador fervoroso que elogia o candidato em todos os momentos, independentemente das circunstâncias — é uma figura inevitável. Seu entusiasmo e lealdade podem ser essenciais para manter a moral alta e criar uma atmosfera positiva ao redor do candidato. No entanto, se a campanha se limitar apenas a esse tipo de apoio, corre o risco de se tornar uma bolha de autocomplacência, na qual críticas construtivas e ajustes necessários são ignorados.

É justamente aqui que entra a importância de um núcleo crítico dentro da campanha. Esse grupo de pessoas, composto por assessores, estrategistas e aliados de confiança, tem a função de fornecer feedback honesto e construtivo, apontando erros, avaliando estratégias e sugerindo mudanças quando necessário. O núcleo crítico não é inimigo do candidato; pelo contrário, é um dos maiores aliados na busca pelo sucesso eleitoral.

Enquanto o “baba ovo” mantém o moral elevado e ajuda a consolidar uma base fiel de apoiadores, o núcleo crítico garante que a campanha permaneça ágil e adaptável, respondendo de maneira eficaz aos desafios e mudando de rumo quando necessário. Sem esse equilíbrio, o candidato corre o risco de perder o contato com a realidade e de não perceber as mudanças no cenário eleitoral até que seja tarde demais.

Portanto, enquanto o apoio entusiástico é necessário e bem-vindo, é igualmente essencial que os candidatos cultivem e escutem vozes críticas dentro de sua equipe. Somente assim poderão construir uma campanha forte, resiliente e preparada para enfrentar os desafios inevitáveis que surgem ao longo de uma disputa eleitoral. A combinação de entusiasmo e crítica construtiva é o que mantém a campanha no caminho certo, evitando que o candidato se perca em meio a elogios vazios e promessas ilusórias.

Com aborto, STF pode reafirmar sua luta pela igualdade de gênero

O Supremo Tribunal Federal começou o julgamento da ação que questiona a constitucionalidade da criminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez. A ministra Rosa Weber proferiu voto a favor da descriminalização e, agora, os outros ministros deverão opinar.

Nas últimas duas décadas, o STF assumiu a liderança na defesa de direitos fundamentais no Brasil. Diante de poderosa oposição, a corte protegeu grupos vulneráveis, tomando decisões sobre uniões homoafetivas, ações afirmativas e direitos de sobreviventes de violência doméstica, entre tantas outras. Mas a descriminalização do aborto é um desafio de outra ordem, que aguarda resolução há anos.

O julgamento da ação foi retomado em um momento de expansão da chamada “onda verde” na América Latina. O movimento, caracterizado pelo uso de bandanas verdes por parte de defensoras e defensores dos direitos reprodutivos, se intensificou após mudanças legislativas e decisões judiciais que descriminalizaram o aborto na Argentina, na Colômbia e no México. Uma decisão favorável do STF será um ponto de virada para todo o continente e reafirmará a liderança da corte na luta pela igualdade de gênero.

Como reconheceram os tribunais da Colômbia e do México, a criminalização do aborto na América Latina reflete padrões históricos de discriminação de gênero. A atual proibição do aborto no Brasil carrega em seu DNA o estereótipo de que o papel último das mulheres é a reprodução, o que é incompatível com a vida democrática atual.

De acordo com a Constituição brasileira, mulheres têm o direito de participar da vida pública da nação. No entanto, a concretização da cidadania plena só ocorrerá quando mulheres puderem controlar suas decisões reprodutivas. É por essa razão que o voto da ministra Rosa Weber situa a descriminalização do aborto na ampla e consolidada jurisprudência do STF que resguarda a igualdade de gênero.

Além de ser necessária para o alcance da igualdade, a descriminalização do aborto serve o propósito de proteger a vida. A experiência de países onde o aborto não é criminalizado mostra que a descriminalização leva à redução das taxas da prática do aborto. Tal como reconheceram os tribunais da Colômbia e do México, há muitas formas de proteger a vida fetal além do direito penal. O Brasil poderia, por exemplo melhorar o acesso à contracepção e apoiar mulheres que desejam ter filhos, oferecendo serviços sociais necessários.

Além disso, a descriminalização é essencial para a proteção da vida e da saúde de mulheres —especialmente das mais vulneráveis. Procedimentos clandestinos acarretam complicações de saúde, hospitalização e morte —o que pode ser evitado com o oferecimento de procedimentos seguros e acessíveis. Em um lugar seriamente comprometido com a vida, a criminalização deve ser uma estratégia de último recurso, não a primeira.

A descriminalização do aborto não expressa a aprovação da prática do aborto. Ao dar esse passo, o Brasil não estaria abandonando seu compromisso com a vida fetal, mas, sim, renunciando ao uso da força bruta para obrigar as mulheres a tornarem-se mães. A dignidade não exige menos do que isso.

A descriminalização do aborto seria um marco nos esforços notáveis do STF na sustentação dos valores democráticos. Representaria também a solidificação da liderança da América Latina em questões de gênero. Mas, mais do que isso, teria um impacto sem igual na vida de milhões de mulheres e pessoas que engravidam e na de suas famílias.

Fonte: Folha de São Paulo

Pesquisa revela que 73% dos brasileiros não quer shows de sertanejos nas festas de São João

Em uma pesquisa recente realizada no Programa do Ratinho, transmitido pelo SBT nacional, foi constatado que 73% da população brasileira não deseja a presença de shows de artistas sertanejos durante as tradicionais Festas de São João. Os resultados da pesquisa refletem a opinião de milhares de telespectadores e revelam uma preferência pelo gênero tradicional desta festa que é o forró.

O estudo apontou um crescente interesse da população pelos ritmos regionais e tradicionais nordestinos, que ganhou destaque nas discussões sobre as festividades juninas. Esse interesse culminou na elaboração de um projeto de lei chamado Lei Luiz Gonzaga, de autoria do Deputado Federal Fernando Rodolfo, representante de Pernambuco.

A Lei Luiz Gonzaga, PL 3083/2023 propõe uma regulamentação na destinação de recursos públicos para a cultura popular. Segundo o projeto, 80% dos recursos serão direcionados a artistas, bandas e outros segmentos da cultura popular relacionados ao gênero forró visando a valorização gênero, que em 2021 foi declarado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

. Essa medida visa valorizar e promover as tradições culturais regionais, fortalecendo o cenário artístico e preservando a identidade brasileira nas Festas de São João.

Os 20% restantes dos recursos serão destinados a outros ritmos musicais, como sertanejo, axé, arrocha, entre outros. A proposta busca garantir uma diversidade musical nas festividades, contemplando diferentes gostos e estilos presentes na sociedade brasileira.

A iniciativa tem recebido apoio de diversos setores da sociedade, especialmente de grupos ligados à cultura nordestina. Defensores do forró enxergam nessa regulamentação uma oportunidade de resgate e valorização das tradições, além de impulsionar a economia local durante as Festas de São João.

No entanto, a pesquisa que revelou a desaprovação dos shows sertanejos nas festividades pode gerar debates acalorados sobre a preferência musical do público. Enquanto alguns argumentam que a tradição e a cultura local devem ser preservadas, outros defendem a inclusão de diferentes gêneros musicais, refletindo a diversidade cultural brasileira.

A Lei Luiz Gonzaga foi aprovada pelo Plenário da Câmara dos Deputados no mês de junho, com 278 votos a favor, 88 contra e quatro abstenções. O projeto é de autoria do cantor Armandinho, da banda Fulô de Mandacaru, de Caruaru e apresentado pelo deputado pernambucano Fernando Rodolfo (PL).

Fonte: Blog do J. Campos

Empresários que subestimam o poder da propaganda estão perdendo oportunidades de negócio

Infelizmente, ainda existem muitos empresários que acreditam que a propaganda em sites, blogs de notícias ou redes sociais diversas é uma despesa a mais para seus bolsos, em vez de um investimento para seus negócios. Essa mentalidade pode ser prejudicial para a empresa, já que a publicidade é uma das principais formas de atrair novos clientes e aumentar as vendas.

A propaganda em sites, blogs ou redes sociais é uma forma eficiente de atingir um público-alvo específico, já que é possível segmentar o anúncio para ser exibido apenas para pessoas que tenham interesse no produto ou serviço oferecido pela empresa. Além disso, os anúncios em sites costumam ter um preço mais acessível do que em outras mídias, como televisão e rádio.

É importante lembrar que, atualmente, a maioria dos consumidores realiza pesquisas na internet antes de realizar uma compra. Se a empresa não estiver presente na internet, ela pode perder a oportunidade de atrair novos clientes e aumentar as vendas. Investir em publicidade em sites é uma maneira de estar presente na internet e chamar a atenção do público.

Em resumo, a propaganda em sites é um investimento importante para qualquer empresa que deseja aumentar as vendas e atrair novos clientes. Empresários que entendem essa importância e investem em publicidade em sites têm mais chances de obter sucesso em seus negócios.

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Por Alysson Tiago

Saúde emocional dos adolescentes exige atenção

Existem diversas pesquisas que indicam que a saúde mental dos adolescentes está se deteriorando em paralelo com a evolução tecnológica. Uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), constatou que a depressão e a ansiedade são as principais causas de doenças e incapacidades entre jovens de 10 a 19 anos e a cada 11 minutos 1 adolescente tira a própria vida ao redor do mundo. 

Especialistas acreditam que a evolução tecnológica e a utilização inadequada de dispositivos eletrônicos no período de desenvolvimento do cérebro é um dos principais fatores responsáveis por essa tendência alarmante. Além disso, as redes sociais podem contribuir para o aumento da pressão social, do isolamento e da exposição a conteúdos inapropriados para a idade, segundo relatório da Royal Society for Public Health que mediu o impacto das redes sociais na saúde mental e no bem-estar dos jovens.

Atentas a este fator e a necessidade do resgate das habilidades de vida na fase da adolescência, que é justamente a estruturação da base da vida adulta, as empreendedoras brasileiras Amanda Calvo (cofundadora e CEO), Daniela Mazzei (cofundadora e CFO) e Gabriela Mazzei (cofundadora e CKO) fundaram a empresa “Empoderamento Adolescente”. 

“O que sentimos no nosso dia a dia com os adolescentes é que existe uma carga muito grande de informações para processarem e, ao mesmo tempo, muitas habilidades fundamentais foram se atrofiando por conta do uso excessivo de tecnologia”, conta Amanda. “Para ter uma ideia, o que eles mais pedem para ensinarmos é como fazer amizades e como lidar com a frustração fora das telas, uma vez que no mundo virtual eles podem “fingir ser como quiserem” e é muito mais fácil desligar tudo quando as coisas não saem conforme esperado”. 

A iniciativa promove saúde emocional, desenvolvimento pessoal e de habilidades de vida como resiliência, raciocínio  crítico, autoconfiança, gestão emocional, comunicação, resolução de problemas, empatia, gerenciamento  de conflitos, criatividade, autoconhecimento e responsabilidade pessoal, além de oferecer suporte especializado no que tange à questão da saúde mental dos adolescentes. 

Calvo destaca que, por meio da “Empoderamento Adolescente”, os jovens podem adquirir conhecimentos e ferramentas para serem emocionalmente saudáveis, enfrentarem os desafios da vida e se tornarem agentes ativos de transformação de si mesmos e da sociedade.  

“No Brasil, as recentes ondas de violência nas escolas evidenciam a necessidade de preparação para o enfrentamento de crises, e isso vai além do reforço da segurança física”, afirma Calvo. “Isso porque o pânico que tem se espalhado nas unidades de ensino trazem à tona a importância do adolescente desenvolver habilidades relacionadas ao manejo do estresse, gerenciamento de emoções, resiliência, comunicação, autocontrole e autoconfiança. Do contrário, certamente enfrentaremos índices ainda mais altos de fobia social, ansiedade e depressão, que acabam comprometendo a qualidade de vida desse jovem e da sua família”, diz ela.

Para ela, o avanço acelerado da tecnologia, os eventos como a pandemia de Covid-19 e os episódios de violência nas escolas alertam para a necessidade de redobrar a atenção com a saúde emocional dos jovens. A CEO da Empoderamento Adolescente destaca dados preocupantes sobre a deterioração da saúde mental logo na fase da adolescência:

  • Recentemente, metade dos adolescentes e jovens brasileiros sentiu necessidade de pedir ajuda sobre saúde mental, segundo dados da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância);
  • Em média, 50% dos entrevistados desconhecem serviços ou profissionais dedicados a apoiar adolescentes;
  • 5,5MM sofrem com algum transtorno de saúde mental no Brasil, e no mundo todo somam 166MM com idade entre 10 e 19 anos;
  • Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que a depressão é a principal causa de incapacidade entre adolescentes em todo o mundo.
  • Cerca de 80% dos brasileiros de 15 a 29 anos vivenciaram recentemente algum problema de saúde mental, segundo dados inéditos de pesquisa Datafolha publicados pela Folha de S.Paulo;
  • Dentre os adolescentes e jovens entrevistados pelo Datafolha, mais da metade (51%) considera sua saúde mental como regular, ruim ou péssima;
  • A maioria dos respondentes sofreu com pensamentos negativos (66%), dificuldade de concentração (58%), crise de ansiedade (53%), transtornos alimentares (20%), pensamentos suicidas (13%) ou automutilação (6%). 

Iniciativa visa empoderar os adolescentes

Calvo explica que empoderar não significa “dar poder aos jovens” para que sejam superiores a alguém. Empoderar é fornecer meios e recursos necessários para que eles desenvolvam responsabilidade pessoal, ou seja, reconheçam que são responsáveis pelo que fazem e pelas escolhas que tomam em suas vidas, sejam elas boas ou ruins. “Ter responsabilidade pessoal é assumir o comando de suas vidas e de suas escolhas em vez de se vitimizar, colocar a culpa em outras pessoas ou circunstâncias externas”. 

“O objetivo é fazer com que o adolescente seja questionador, responsável e confiante, conquistando o seu espaço com respeito consigo mesmo e com os outros”, complementa.

Fonte: Portal Toca News

Discurso de ódio nas redes inflama violência nas escolas

A panela de pressão que se tornou a violência escolar explodiu, em um massacre na creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Na quarta-feira (5), quatro crianças foram mortas e cinco ficaram feridas. Segundo a polícia, Luiz Henrique Lima, de 25 anos, pulou o muro da creche e atacou as crianças com uma machadinha. As vítimas foram atingidas na cabeça: Bernardo Cunha Machado, de cinco anos, Bernardo Pabst da Cunha, quatro, Larissa Maia Toldo, sete, e Enzo Marchesin Barbosa, quatro. O autor se entregou e foi encaminhado à Polícia Civil. Ele tem passagem por porte de drogas e lesão corporal. “Só sobrou a mochila do meu filho”, disse o pai de uma das crianças, que não se identificou, a caminho do Instituto Médico Legal. “Agradeço a Deus todos os momentos que vivi com o meu filho. A partir de hoje a memória dele vai ser honrada no meu coração”, afirmou o jornalista Bruno Bride, pai de Bernardo Cunha. Ao irem para a creche pela manhã, os dois deram pulos “imitando um coelhinho” por causa da Páscoa.

O desespero de funcionários que se trancaram com bebês para salvar vidas, pais que buscaram seus filhos feridos e educadores atônitos diante da monstruosidade repercutiu nos telejornais internacionais, e mobilizou autoridades. “Não há dor maior que a de uma família que perde seus filhos ou netos, ainda mais em um ato de violência contra crianças inocentes e indefesas”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Para qualquer ser humano que tenha o sentimento cristão, uma tragédia como essa é inaceitável, um comportamento, um ato absurdo de ódio e covardia como esse.” Um relatório com diagnóstico desse tipo de violência nas escolas e possíveis soluções foi elaborado na transição do governo Lula em dezembro de 2022. De acordo com o documento, no Brasil – desde a primeira década dos anos 2000 – foram 16 ataques em escolas, dos quais quatro aconteceram no segundo semestre do ano passado.

Fonte: Revista Isto É

Afinal, tem problema deixar o celular carregando a noite toda?

A situação descrita a seguir é completamente normal para a maioria das pessoas que possui um smartphone: usamos o aparelho o dia todo e sua carga chega ao fim do dia quase “morrendo”. Para garantir que no dia seguinte tenhamos o dispositivo ao nosso lado ainda “vivo”, é comum deixarmos ele conectado ao carregador a noite toda para “abastecer suas energias”.

Mas você já parou para pensar no quanto a pratica de deixar o smartphone plugado na tomada consome de energia? E, considerando que a maioria dos aparelhos demora uma média de duas horas para carregar completamente, não seria um desperdício mantê-lo conectado? Para nossa sorte, David MacKay, professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra, estudou sobre o assunto e presenteou-nos com a respostas definitivas sobre o assunto.

O que precisa ser respondido:

Além de estudar o reflexo nas finanças da prática de deixar o smartphone plugado a noite toda, David MacKay também procurou a resposta de o quanto pode ser prejudicial para o bolso deixar o próprio carregador conectado. Afinal, nem todos tiram da tomada o dispositivo após o celular alcançar os 100% de carga.

Outra preocupação de muitos usuários e que também foi respondida por MacKay é o impacto do tempo conectado na bateria do smartphone. Afinal, não são raros os casos envolvendo aparelhos que simplesmente explodiram quando estavam plugados na tomada carregando.

“É como ajudar o Titanic com uma colher de chá”

Sem rodeios, o professor foi bastante claro em sua conclusão sobre o carregador conectado na parede (sem o smartphone): “Desligar obsessivamente o carregador é como socorrer o Titanic com uma colher de chá. Desligue-o, mas, por favor, tenha ciência de quão pequeno esse gesto é”.

Quando o aparelho está conectado e se mantém assim a noite toda, a situação muda um pouco de figura. O consumo aumenta, mas não o suficiente para causar preocupações. Caso ele fique conectado depois de atingir os 100% de carga – situação em que ele consome aproximadamente 2,4 W –, o montante gasto ao final de um ano não deve ultrapassar US$ 5,3 (aproximadamente R$ 14). Porém, multiplique isso pela quantidade de pessoas em uma casa e já podemos ter um valor considerável.

Pode explodir?

A respeito da possibilidade de o aparelho explodir quando conectado à tomada, MacKay é igualmente categórico em afirmar que a chance é muito pequena. Os aparelhos e carregadores modernos cortam boa parte da energia que corre entre os dispositivos depois que a carga está completa. Isso acaba evitando sobrecargas e outros problemas que podem prejudicar ambos.

E como já sabemos, o “efeito memória” nas baterias de íon de lítio (componente que integra as baterias de hoje) já não existe mais. Porém, todos os componentes (carregadores e baterias) têm um ciclo de vida que pode ser decrescido se deixarmos ambos conectados. No entanto, esse tempo, geralmente, é maior do que o período no qual o aparelho vai permanecer com a pessoa.

Salvando o dia:

Apesar do baixo impacto de deixar o smartphone conectado a noite toda, ainda podemos afirmar que essa não é a solução ideal que concilia sustentabilidade e comodidade. No entanto, um aspecto que está chegando aos poucos nos dispositivos mais recentes pode representar a “salvação” para esses casos.

O carregamento rápido, recurso que já integra boa parte dos aparelhos recém-lançados, promete acabar com as longas horas de carregamento dos smartphones. Com a promessa de levar a carga de 0 a 50% em poucos minutos, a funcionalidade parece ser a opção para abandonarmos de uma vez por todas a prática de mantermos o celular conectado a noite toda.

Fonte: TecMundo.

QUANTO VALE UMA VIDA? A faceta final do machismo no Brasil

Feminicídio é uma palavra nova para uma prática antiga, uma vez que mulheres morrem de formas trágicas todos os dias no Brasil: são espancadas, estranguladas, agredidas brutalmente até o momento em que perdem a vida. A palavra feminicídio passou a ser usada para designar um crime no Brasil a partir de 2015, pois existe nele uma particularidade. Nestes dias estamos vivenciando uma triste realidade, a qual ficamos a mercê do machismo que impera em nossa sociedade. Mas a grande pergunta que não quer calar: Quanto Vale uma Vida? Será que quem pratica esse tipo de violência não sabe o valor da vida? Casos de feminicídio foram registrados em Afogados da Ingazeira o ex-marido Ivan Souza, inconformado com o fim do relacionamento,  veio de Manaíra,  Paraíba, onde residia, para executar a esposa, tentar suicídio e ainda atentar contra um sobrinho de Luana que tentou defendê-la., Em Pombos, também na sexta,  um homem matou a mulher asfixiada e o próprio filho, de três anos,Em Juazeiro do Norte, o caso teve repercussão nacional.  A presidente da Câmara, Yanny Brena (PL), 26 anos, e o namorado dela, Rickson Pinto, 27 anos, foram encontrados mortos na residência onde moravam, no interior do Ceará.

Um terço dos homicídios de mulheres no mundo – 35% – são cometidos por seus companheiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, enquanto 5% dos assassinatos de homens são cometidos por suas parceiras. Mas será que as leis no Brasil funcionam de verdade para quem comete crime de feminicídio ?

POR FIM…

Depois da Lei Maria da Penha, passou a haver maior discussão sobre a violência doméstica e a violência contra a mulher no país. Mas, quanto ao feminicídio, a discussão ainda é muito pequena e está restrita a grupos feministas e pessoas que já têm consciência do problema. Considerando que a violência contra a mulher é uma das causas que leva ao feminicídio, combatê-la pode evitar casos de feminicídio.

Por quanto tempo estaremos a assistir tais coisas, até quando ? Deus é o autor da vida, ninguém tem o poder de tirar a vida de ninguém. Os órgãos que cuidam para a efetivação das leis nesse país precisam ser mais eficazes e ágil na investigação e punição dos acusados. No caso de Afogados da Ingazeira, nem mesmo a medida protetiva livrou a mulher da maldade do ex esposo. Todo mundo tem o direito de ir e vir, porque querer resumir os dias de vida de pessoas inocentes? Qauntas famílias agoram não estão chorando por esses tristes acontecimentos. Fica aqui o nosso registro e apelo as autoridades para uma atenção maior para esses casos que nos entristecem e também nos chocam com tamanha violência.

Por Alysson Tiago