Saúde
Vídeo de médico fumando vape durante procedimento cirúrgico viraliza; veja imagens
Um vídeo que viralizou nos últimos dias na rede social TikTok mostra imagens de um médico fumando um vape, como são popularmente conhecidos os cigarros eletrônicos, durante um procedimento de transplante capilar. A publicação acumula mais de 5 milhões de visualizações na plataforma.
No vídeo é possível observar o médico com a máscara abaixada conversando com outros profissionais enquanto faz o uso do dispositivo. Ao seu lado, uma outra funcionária continua a realizar o procedimento no paciente.
Na publicação, o perfil responsável pela postagem alega que o caso teria ocorrido na clínica Dr. Marcio Ravagnani, do médico de mesmo nome, localizada em Alphaville, bairro nobre da cidade de Santana de Parnaíba, em São Paulo.
Em nota, os advogados do médico responsável pela clínica afirmam que o vídeo foi gravado há dois anos e que, na época, as publicações “tiveram as medidas jurídicas necessárias tomadas”.
“Oportunamente, ficará esclarecida e comprovada toda a realidade dos fatos, incluindo quem estava no local, quem realizou a gravação, onde a gravação foi realizada, a verdadeira intenção por trás das postagens e quem era o profissional médico responsável pelo bloco cirúrgico no momento da gravação”, diz o documento.
Segundo os autores das publicações que viralizaram no TikTok, o nome do médico que aparece no vídeo seria Hugo, e não Marcio, dono da clínica. A lei federal 9294/96 proíbe o uso de cigarros e produtos semelhantes, derivados do tabaco, em locais coletivos fechados. Além disso, a legislação reforça que, em relação a hospitais, não é permitido o fumo seja no estacionamento, área verde, corredores e outras dependências.
Fonte: O Globo
Em 2024, número de mulheres médicas será maior que o de homens pela primeira vez no Brasil, diz pesquisa inédita
A sexta edição da Demografia Médica no Brasil 2023, pela primeira vez produzida em parceria entre a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Faculdade de Medicina da USP, mostra que o número de médicos especialistas no país cresceu cerca de 85% em uma década — em 2012 eram 68,2 mil registros médicos. Ao longo do ano passado, o número chegou a 495.716. O levantamento foi divulgado na manhã desta quarta-feira na sede da AMB, na capital paulista.
Em janeiro de 2023 o país contava com 562.229 médicos inscritos nos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), o que corresponde a uma taxa nacional de 2,6 médicos por 1.000 habitantes. No mesmo período, o total de registros médicos chegava a 618.593. Um mesmo médico pode ter título ou ter concluído Residência Médica em mais de uma especialidade e, por isso, o número de títulos em especialidades é maior que o número de indivíduos especialistas.
O documento afirma que até 2035, com a expansão da abertura de cursos e vagas de medicina, o Brasil terá mais de 1 milhão de médicos e que em apenas um ano, as mulheres já serão a maioria entre os médicos do país.
— É fundamental para o planejamento do sistema de saúde tomar conhecimento do número, do perfil e da distribuição dos médicos e médicas no Brasil, das mudanças na graduação de Medicina, na Residência Médica e na oferta de especialistas, assim como acompanhar as transformações no mercado de trabalho médico — afirma Eloisa Bonfá, diretora da Faculdade de Medicina da USP.
Dentre as 55 especialidades médicas reconhecidas pela Comissão Mista de Especialidades, composta por representantes da Comissão Nacional de Residência Médica, Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira, apenas oito representam mais da metade (55,6%) do total de registro de especialistas. São elas: Clínica Médica, com 56.979 médicos, Pediatria (48.654), Cirurgia Geral (41.547), Ginecologia e Obstetrícia (37.327), Anestesiologia (29.358), Ortopedia e Traumatologia (20.972), Medicina do Trabalho (20.804) e Cardiologia (20.324).
As mulheres predominam em 19 especialidades contra 36 dos homens. A dermatologia é a de longe com maior número — 8.236 médicas, o que representa 77,9% dos dermatologistas do país. Pediatria (75,6%), Alergia e Imunologia e Endocrinologia e Metabologia, ambas com 72,1%, completam o ranking.
Segundo a Demografia Médica, o fenômeno da “feminização” da profissão já vinha sendo observado desde 2009 entre os recém-graduados, mas ainda havia, no total da profissão, 59,5% de homens e 40,5% de mulheres. Em 2022 a proporção foi de 51,4% de médicos e 48,6% de médicas. Para 2024 a projeção é de que 50,2% do total de médicos no país sejam mulheres.
Entre 2010 e 2022 o número de mulheres médicas quase dobrou, passando de 133 mil para 260 mil, aumentando para 48,6% de médicas contra 51,4% de médicos. A projeção é que em 2024, ou seja, daqui um ano, as mulheres ultrapassem os homens e se tornem maioria na classe médica com 50,2% do total de profissionais no país, e em 2035 a expectativa é que a porcentagem aumente para 56%.
- Apesar do crescimento em relação a quantidade, as mulheres ainda ganham menos em relação aos homens. De acordo com dados obtidos por meio de declarações junto à Receita Federal referente ao ano-base de 2020, as médicas brasileiras declaram rendimento médio anual 36,3% inferior que os profissionais do sexo masculino.
1 milhão de médicos
A expansão e abertura de cursos de medicina ainda levará o país ao patamar de 1 milhão de médicos até 2035, segundo estimativas do documento. Em 2022, por exemplo, o Brasil contava com 389 escolas médicas que, juntas, ofereciam 41.805 vagas de graduação — desse total, 23 mil novas vagas foram abertas de 2013 em diante.
Entre 2010 e 2020 o número de alunos cursando o primeiro ano de escolas médicas passou de 16.818 para 40.881, o que representa crescimento de 143% no período — a maior expansão do ensino médico da história do país.
Para realizar a projeção futura, os pesquisadores analisaram dois cenários distintos e possíveis. Em um deles de um eventual “congelamento” na abertura de cursos de graduação e vagas de medicina entre 2023 e 2029 e outro com a manutenção dos efeitos da legislação vigente cuja criação de vagas é regulada e não seria interrompida.
Nas duas analises, a conclusão é que em 2035 o número total de profissionais da medicina no Brasil ultrapasse um milhão. Segundo o estudo, além de mais numeroso, esse grupo será mais feminino e jovem, porém ainda haverá uma má distribuição entre as regiões e estados do país.
Fonte: Revista Época
Pressão alta pode acelerar osteoporose; entenda
Além de aumentar o risco de problemas no coração e nos rins, a hipertensão também pode acelerar o envelhecimento ósseo. De acordo com estudo apresentado na conferência Hypertension Scientific Sessions 2022 da American Heart Association, a qualidade óssea de camundongos jovens com pressão alta foi semelhante à de camundongos mais velhos, sem a condição.
— Isso é um sinal de alerta, porque as perdas e danos ósseos facilitam as quedas e fraturas. Ao entender como a hipertensão contribui para a osteoporose, podemos reduzir o risco de osteoporose e proteger melhor as pessoas de fraturas por fragilidade e uma qualidade de vida inferior— diz o médico Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).
No estudo, os pesquisadores compararam camundongos jovens com hipertensão induzida a camundongos mais velhos sem a condição para avaliar a possível relação da pressão alta com o envelhecimento ósseo. A idade dos animais jovens era equivalente a humanos de cerca de 20 a 30 anos, já para os mais velhos, a idade era equivalente a humanos de 47 a 56 anos.
Fonte: Revista Època
VACINA BCG: cobertura da vacina BCG em BEBÊS tem QUEDA BRUSCA; taxa foi a menor em uma década
A vacina BCG protege contra tuberculose, principalmente as formas graves, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar (espalhada pelo corpo).
A vacina BCG é indicada de rotina a partir do nascimento até 4 anos de idade.
Infelizmente, o Brasil registrou uma das mais baixas coberturas da vacina BCG em bebês de 0 a 1 ano: 79,5% em 2021.
Em 2022, a cobertura teve uma leve alta: 82%, mas esse percentual ainda é preliminar.
Para se ter uma ideia da gravidade da situação, o percentual era de 100% de bebês imunizados em 2011.
Os dados são do Observa Infância, que reúne pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Centro Universitário Arthur de Sá Earp Neto (Unifase).
O cálculo considera as doses aplicadas em crianças menores de 1 ano, idade em que a vacina deve ser aplicada, e o número de nascidos vivos naquele mesmo ano.
Fonte: Cinthya Leite
Cuidado dos pais na volta às aulas, alimentação saudável é desafio e exige criatividade na hora de fazer a lancheira. No Saúde e Bem-Estar, o nutricionista Dereck Oak dá dicas para garantir um cardápio nutritivo e não perecível
OUÇA AS DICAS DO NUTRICIONISTA PARA O BLOG DO ALYSSON TIAGO
ACS e ACE realizam curso de Formação Técnica em todo o Brasil
Começou desde o mês de Janeiro de 2023, promovido pelo Ministério da Saúde em parceira com o CONASEMS ( Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), em parceira com UFRGS ( Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o curso de formação técnica: “Saúde com Agente”. O Programa tem investimento de mais de R$ 388 milhões e foi criado em atenção as leis que ampliaram as atribuições dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias, objetivando oferecer qualificação técnica para 200 mil agentes de saúde em todo o Brasil.
A formação é no formato semipresencial, com carga horária de 1.275 horas e duração mínima de 10 meses. A iniciativa visa melhorar os indicadores de saúde, a qualidade e a resolutividade dos serviços da Atenção Primária aos brasileiros. Também reforça a valorização dos Agentes, que desempenham papel relevante como educadores para a cidadania na Saúde, por meio de maior atuação na prevenção e no cuidado das pessoas.
Em Afogados da Ingazeira-PE, o curso segue com a aulas presenciais com as orientações das preceptoras, acontencendo semanalmente os encontros. Mas o único problema que eu vejo é o local para essas aulas presenciais, que até agora não teve definação para um local fixo e mais confortável para os Agentes Comunitários de saúde e de Endemias poderem desfrutar melhor deste curso. São locais incertos e com muito calor, ja que, vivemos numa região de clima seco e quente. mas a vontade de aprender nos torna suficientemente capazes de superar essas dificuldades e levar em frente o curso. Realmente a classe desses profissionais de saúde está de parabéns, pois já conquistamos várias vitórias. Mais uma que em breve contabilizaremos é a PEC 18/2022 que tramita no Congresso Nacional que trata sobre os 3 salários mínimos para todos os ACS eACE que tenham a formação técnica a qual estamos fazendo neste momento.
Por Alysson Tiago

Os 4 melhores hábitos alimentares para quem quer viver mais, de acordo com Harvard
Pesquisadores da universidade classificaram os principais cardápios com base em eficácia para a longevidade. Veja quais são
Pesquisadores da Universidade de Harvard estão interessados em saber quais padrões alimentares podem aumentar a longevidade. Para tanto, classificaram quatro das principais dietas com base em sua eficácia na redução do risco de morte precoce.
Foram elas: o índice de Alimentação Saudável, desenvolvido pelo governo dos Estados Unidos como orientação padrão do país, o Índice Alternativo de Alimentação Saudável, desenvolvida pela universidade, a dieta mediterrânea e a dieta vegana.
Os resultados são baseados em uma pesquisa realizada com mais de 100 mil homens e mulheres acompanhados por 36 anos. Os participantes foram convidados a preencher um questionário dietético, que apontava se eles estavam seguindo padrões alimentares saudáveis.
Eles também foram pontuados usando o Índice de Alimentação Saudável dos Estados Unidos e o Índice Alternativo de Alimentação Saudável, que dão notas com base na frequência com que uma pessoa come alimentos saudáveis e não saudáveis. Cada participante tinha uma pontuação específica.
Então, a partir do controle de fatores externos, como histórico familiar, tabagismo e consumo de álcool, eles determinaram o risco de mortalidade por todas as causas a cada ano que uma pessoa sofre com base na dieta.
“Estes padrões alimentares se destinam a fornecer conselhos, baseados na ciência, que promovem a boa saúde e reduzem as principais doenças crônicas”, explicou Frank Hu, um dos autores do estudo e nutricionista na Universidade de Harvard.
O Surto de Coceira no Grande Recife.
O mistério do surto de coceira que tomou o Grande Recife nas últimas semanas, segundo dermatologistas, está resolvido. De acordo com uma dupla de médicos que estudou o caso, mariposas do gênero Hylesia são as responsáveis pelos problemas de pele.
A Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde do Recife, porém, não descarta outros motivos para as lesões na pele relatadas principalmente no tronco e nos braços, acompanhadas de coceira.
Cláudia Ferraz, membro de força-tarefa criada pela administração municipal para investigar os episódios, e Vidal Haddad Junior são os dermatologistas responsáveis pelo estudo para determinar as causas do problema, dizem que as culpadas são as mariposas do gênero Hylesia.
Segundo os especialistas, esses insetos, que estão em período de reprodução, são atraídos por focos de luz e, por isso, costumam entrar nas casas. Quando se debatem contra lâmpadas, liberam cerdas corporais minúsculas que penetram na pele humana, o que gera a intensa coceira.
De acordo com Haddad Junior, a demora em definir a razão da coceira foi por causa da falta de comunicação. “Houve um pouco de demora no diagnóstico, criou-se o pânico, vieram hipóteses absurdas. Na verdade, era uma coisa simples.”
Entre os motivos “absurdos”, a escabiose (sarna humana) foi logo descartada pelos médicos. “O tipo de transmissão é outro, a distribuição e aspecto das lesões cutâneas eram distintos e nenhum ácaro foi achado em muitas amostras de exame direto e exames histopatológicos”, diz nota da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Alergia ou picadas de insetos também estavam entre as hipóteses.
Em novembro, um artigo produzido por pesquisadores da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) apontou como possível causa o uso indiscriminado de ivermectina. O medicamento é usado em tratamento de sarna e piolho e também faz parte do chamado “kit Covid”, conjunto de remédios sem eficácia comprovada no combate à Covid-19.
Para Marcella Abath, secretária executiva de Vigilância em Saúde do Recife, não é possível descartar outras hipóteses, mas a que envolve a mariposa é a mais forte até agora. “São todos os casos? Provavelmente não. Certamente tem relatos que são de outras questões, como acontece no dia a dia.”
De acordo com a prefeitura, os trabalhos de campo, monitoramento e investigação devem ser finalizados até o fim da semana. A equipe de trabalho conta com dermatologistas, infectologista e epidemiologista.
A proximidade com a mata chamou a atenção desde o começo, com grande parte dos casos ocorrendo a cerca de 250 metros da mata atlântica. Tanto é que mais da metade dos 235 relatos registrados no Recife se concentram em Dois Irmãos e Guabiraba, bairros vizinhos à região.
Os primeiros casos em Pernambuco surgiram no início de outubro, mas se intensificaram na virada do mês. Em menos de uma semana, no fim de novembro, as notificações pularam de 185 para 427, de acordo com informações divulgadas por prefeituras. Na capital, 49 bairros registraram relatos.
Haddad Junior lembra que surtos semelhantes já foram notificados nos últimos anos em outras localidades, como em Jundiaí, São Vicente e Ubatuba, cidades paulistas. “O animal é pequeno, cinzento, e não chama a atenção. Mariposa dentro de casa de vez em quando todo mundo tem. Então demorou para as pessoas associarem.”
São poucas as mariposas que geram esse problema, ele destaca. No caso do gênero Hylesia, “elas se debatem contra a luz e os pelos do abdômen se soltam e ficam no ar, na cama, na mesa”, explica o médico.
De acordo com o médico, o surto deve ter passado. “A mariposa não deve estar mais lá. Pode ser que nunca mais aconteça lá, mas pode ser que aconteça outro [episódio]. É completamente aleatório.” Ele ainda recomenda que as pessoas procurem profissionais da saúde e evitem se automedicar.
A prefeitura também aconselha que portas e janelas sejam mantidas fechadas para evitar que o inseto entre em casa. Outra recomendação é que os moradores passem pano em casa, em vez de varrer, para que as cerdas da mariposa não sejam espalhadas.
Abath também indica que não se deixe roupa no varal e que se controle a luz artificial, já que é um ponto que atrai o animal.