Ministro da Agricultura teme alta dos combustíveis com guerra na Faixa de Gaza

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do BrasilCarlos Fávaro, afirmou que a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza pode elevar o preço dos combustíveis tanto no Brasil quanto no mundo. De acordo com ele, a alta nos combustíveis pode impactar o campo e prejudicar a produção de alimentos. No entanto, Fávaro ressalta que “isso é menos relevante quando se fala de vidas”. “Em termos econômico, não podemos falar o que é oportunidades, o que afeta ou não a guerra. O preço dos combustíveis pode subir um pouco com este conflito. Isso impacta no campo, na produção de alimentos, mas isso é menos relevante quando se fala de vidas. Acredito que o Brasil terá um papel fundamental para buscar a pacificação e termos instabilidade no mundo”, frisou durante entrevista após participação em evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O ministro também mostrou preocupação com o agronegócio. Fávaro comentou que o cuidado inicial do Brasil passa pelas questões humanitárias que envolvem desde os ataques de 7 de outubro. Mas, no campo de vista econômico, Israel se transformou um parceiro importante na questão de fertilizantes após o ataque da Rússia em relação à Ucrânia. “O Brasil já superou a crise de fornecimento de cloreto de potássio na guerra da Ucrânia com estratégia e dedicação. Temos alternativas de compras com o Canadá e com a China. Neste momento, os produtores para a safra de verão estão com as suas compras realizadas. Então temos um período de três a quatro meses para a safra de inverno”, completou o ministro.

Fonte: Jovem Pan

Educação financeira na infância forma geração menos endividada

Eles ainda não se desligaram dos brinquedos, mas já despertam para o desenvolvimento de um perfil consciente, aprendendo que o dinheiro não nasce em árvores. É assim que crianças e adolescentes vêm sendo inseridos na educação financeira, resultando em mudanças de hábitos e comportamento. A ideia é motivar desde cedo a garotada a poupar, interferindo no seu próprio futuro, além de conseguir derrubar o fantasma do endividamento, apontado como um grave problema da sociedade.

Apenas 39% dos pais têm o costume de dar mesada para os filhos, segundo pesquisa, divulgada nesta semana, pela Serasa. Conforme o apontamento, o valor médio é de até R$ 100, abrangendo 74% dos entrevistados. A compra do lanche ou guloseimas segue como o principal destino dos valores. Desta forma, apenas três, entre cada dez responsáveis, afirmam fazer qualquer tipo de reserva ou fundo de investimento para os pequenos.

Conforme especialistas, com a noção de custos em mente, as crianças, podem ter seus objetivos concluídos a curto, médio e longo prazos, levando isto para toda a vida. Neste embarque, terão mais chances de crescer e ter bons hábitos com relação ao uso dos recursos, sabendo realizar um planejamento. Medidas simples, apontam, podem ser implantadas a partir dos cinco anos, utilizando recursos visuais e lúdicos.

“Uma forma prática de demonstrar o valor do dinheiro é dar um cofrinho, de preferência transparente, onde a criança guarde o que ganha e possa ver o crescimento das cédulas e moedas no dia a dia”, explica o economista Werson Kaval. Segundo ele, é necessário estimulá-la a sonhar, mas sem tirar os pés do chão, sabendo que é preciso esforço e cooperação para alcançar seus objetivos. “Ao contrário do que muita gente pensa, nem tudo se resume a cálculos, sendo na verdade lições práticas e humanas, com exemplos que acontecem dentro e fora de casa”, complementa.

A proposta é de contribuir para a criação de uma nova geração de pessoas, mais independentes financeiramente, que saibam utilizar o dinheiro de maneira saudável, sem traumas. O testemunho disso já começa a surgir no cotidiano do pequeno Arthur Luiz, de nove anos, morador do bairro da Várzea. “É muito bom poder comprar com o meu próprio dinheiro, mas sei que não posso acabar com tudo de uma só vez”, revela. Na visão da mãe, Fernanda Santos, os ensinamentos formarão uma geração mais consciente. “Esta base não existia no passado e hoje faz falta a nós, adultos”, opina.

Disciplina vem compondo o conteúdo escolar, mas ainda de forma tímida (Divulgação)
Disciplina vem compondo o conteúdo escolar, mas ainda de forma tímida (Divulgação)

No Recife, algumas escolas da rede pública municipal já contam com disciplinas eletivas de educação financeira, envolvendo estudantes do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental. O trabalho é atrelado ao chamado protagonismo juvenil, com a criação de clubes de produção. Entre os exemplos estão unidades de ensino dos bairros da Iputinga, Ibura e Mangabeira, onde os alunos economizam dinheiro, adquirem materiais e fabricam bijuterias, vendidas na própria comunidade.

“Quando pensamos em educação, é preciso enxergá-la de maneira integral, capaz de formar os cidadãos do amanhã. Isto inclui o entendimento de que o dinheiro é necessário, mas é preciso administrá-lo da maneira correta”, explica Neuza Pontes, gerente geral de Educação Integral. O reforço é de que é essencial que os pequenos desenvolvam um comportamento positivo em relação ao dinheiro, auxiliando o ingresso na vida adulta com mais tranquilidade.

A educadora financeira, Gabriela Paris, da Sicredi Expansão, afirma que a educação financeira deve tornar-se uma pauta fixa das famílias, estando relacionada a diversos aspectos da vida. “O dinheiro precisa ser conquistado e todo o seu destino deve ser bem avaliado, desde os primeiros passos do amadurecimento. Não é algo para pensar apenas no sentido imediato, mas sempre com um olhar nas provisões de futuro”, explica.

Conforme orienta, os pais podem abrir uma conta bancária para as crianças e, assim, iniciar as reservas que poderão acompanhá-las durante o processo de crescimento. “O uso do cartão de débito também é um passo inicial, além de também mais atual, nesta geração, para que elas possam aprender a movimentar o próprio dinheiro. O primeiro passo é servir de exemplo. Afinal, as crianças tendem a imitar comportamentos e padrões dos adultos.”, reforça.

– AMBIENTE LÚDICO
É brincando que as crianças desenvolvem a coordenação motora e outras habilidades como, por exemplo, o raciocínio lógico. Neste caminho, o uso de atividades lúdicas para falar de finanças é visto como a ferramenta mais eficaz e produtiva. Em Pernambuco, o programa Cooperação na Ponta do Lápis, do Sicredi, utiliza gibis especiais da Turma da Mônica dentro das agências, assim como em capacitações externas em escolas e outros locais. O trabalho também produziu uma série de vídeos para falar sobre o assunto com os pequenos.

As ações são projetadas para ensiná-las a lidar com o dinheiro de forma consciente e responsável. Entre os principais eixos do aprendizado estão a lógica, o comportamento e o controle das emoções. “Essa transmissão de informações vai ocorrendo de forma leve e sem pressão, por meio de conversas, brincadeiras e contação de histórias. As crianças vão aprendendo a seu tempo, de maneira envolvente e tranquila”, ressalta Gabriela Paris.

Fonte: DP

Para especialistas, aposentados devem ficar atentos ao contratarem empréstimos consignados

O teto de juros do empréstimo consignado dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) diminuiu de 1,91% ao mês para 1,84%. A decisão foi aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), por 14 votos a 1, na última quarta-feira (11). Na modalidade de cartão de crédito, a taxa passou de 2,83% para 2,73% ao mês. O teto é o valor máximo de juros que pode ser aplicado

As medidas, propostas pelo próprio governo, entram em vigor cinco dias após a instrução normativa ser publicada no Diário Oficial da União. A publicação está prevista para a próxima segunda-feira (16)

Com o novo teto, alguns bancos oficiais terão de reduzir as taxas para o consignado do INSS. Segundo os dados mais recentes do Banco Central, o Banco da Amazônia cobra 1,9% ao mês e o Banco do Brasil, 1,86%. Entre os bancos federais, apenas a Caixa cobra mais baixo que o futuro teto, com taxa de 1,74% ao mês.

Momento de cautela
De acordo com João Varella, advogado especialista em direito previdenciário, é necessário que os aposentados fiquem atentos a taxa de juros ofertada. Além disso, diante da concorrência entre os bancos, é possível negociar a taxa com cada instituição

“Apesar de ter baixado os juros para os empréstimos consignados, os aposentados, pensionistas e demais beneficiários precisam ter atenção na hora de contratar, pesando a necessidade, o montante de juros e o prazo”, afirma. 

Varella alerta que é hora de ter cautela. “A medida ainda não está valendo, os beneficiários precisam esperar os bancos implementarem as medidas, para contratar juros mais baixos”, reitera o advogado.

Segundo o economista e professor universitário, Paulo Alencar, os aposentados, quando contratarem o empréstimo, sempre devem ficar atentos e respeitar o limite da sua aposentadoria para não comprometer muito o orçamento

“Só contratar para casos urgentes ou extremamente necessários. De forma geral, não vale a pena pegar empréstimo. Eu sei que é mais complicado as pessoas reservarem um pouco da sua renda, pouparem alguma coisa, mas o empréstimo é a última alternativa e esse é o empréstimo mais barato que se tem para aposentados”, destaca. 

Ele pontua, também, que deve-se evitar pegar um empréstimo para pagar outra dívida ou outro empréstimo, e o ideal é realizar uma negociação junto ao credor. 

Taxa Selic 
De acordo com o Ministério da Previdência, as novas taxas acompanham o corte na taxa Selic pelo Comitê da Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). O único voto contrário às reduções foi do representante do setor financeiro. O colegiado tem representantes do governo, dos trabalhadores, aposentadores e empregadores (comércio, indústria e setor financeiro).

Os bancos propuseram congelar os juros atuais até o fim deste mês, quando ocorre a próxima reunião do Copom, mas foram voto vencido. A Selic chegou a 12,75% ao ano, após dois cortes seguidos, no início de agosto e em meados de setembro. O plano do ministro da Previdência, Carlos Lupi, é reduzir os juros do consignado no compasso da Selic.

Antes mesmo do início da trajetória de queda na Selic, o CNPS aprovou a proposta de Lupi e reduziu o teto de juros de 2,14% para 1,70% ao mês. Os bancos reagiram e suspenderam a linha. Depois da intervenção de outras áreas de governo, a taxa ficou em 1,97%. Após o primeiro corte na Selic, o CNPS cortou novamente o teto para 1,91%, patamar atual.

Impactos negativos 
O setor financeiro alega que os custos de captação subiram por causa da volatilidade do mercado. Pela proposta dos bancos, o teto deve ser vinculado aos juros futuros. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a medida terá impactos negativos, com redução da oferta dessa modalidade de crédito, uma das mais baratas do mercado.

Fonte: Folha PE

Teto dos juros do consignado do INSS cai para 1,84% ao mês

Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou, nesta quarta em reunião extraordinária, a redução do teto de juros do empréstimo consignado dos aposentados do INSS de 1,91% ao mês para 1,84% ao mês. Na modalidade de cartão de crédito, a taxa passou de 2,83% para 2,73% ao mês.

Segundo o Ministério da Previdência, a novas taxas acompanham o corte na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). O único voto contrário às reduções foi do representante do setor financeiro.

O colegiado tem representantes do governo, dos trabalhadores, aposentadores e empregadores (comércio, indústria e setor financeiro).

Os bancos propuseram congelar os juros atuais até o fim deste mês, quando ocorre a próxima reunião do Copom. Mas foram voto vencido.

A Selic chegou a 12,75% ao ano, após dois cortes seguidos, no início de agosto e em meados de setembro. O plano do ministro da Previdência, Carlos Lupi, é reduzir os juros do consignado no compasso da Selic.

Antes mesmo do início da trajetória de queda na Selic, o CNPS aprovou proposta de Lupi e reduziu o teto de juros 2,14% para 1,70% ao mês, os bancos reagiram e suspenderam a linha. Depois da intervenção de outras áreas de governo, a taxa ficou em 1,97%.

Após o primeiro corte na Selic, o CNPS cortou novamente o teto para 1,91%, patamar atual.

O setor financeiro, alega que os custos de captação subiram por causa da volatilidade do mercado. Pela proposta dos bancos, o teto deve ser vinculado aos juros futuros. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a medida terá impactos negativos, com redução da oferta dessa modalidade de crédito, uma das mais baratas do mercado.

Fonte: Folha PE

Justiça de Minas Gerais determina suspensão de estornos para clientes da 123milhas

OTribunal de Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão de estornos de passagens e pacotes adquiridos por meio do cartão de crédito para consumidores da 123milhas. A decisão ocorreu na terça-feira, 10, tem caráter temporário e imediato e foi tomada pela juíza da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, Cláudia Helena Batista, que cuida do processo de recuperação judicial das empresas ligadas ao grupo.

A suspensão vale para pedidos feitos por falhas nas prestação de serviços antes da recuperação judicial. Os valores eventualmente bloqueados terão de ser liberados para a companhia.

A juíza afirmou que a prática do estorno, conhecida como chargeback, “revela-se indevida, pois vulneraria o princípio da paridade entre os credores”.

Recuperação judicial

Em agosto, a Justiça de Minas Gerais aceitou o pedido de recuperação judicial da 123 Milhas, mas ele foi suspenso provisoriamente, após o Banco do Brasil entrar com um recurso.

O banco alegou que a empresa não apresentou todos os documentos exigidos para viabilizar o processamento da recuperação judicial.

Também em setembro, a Justiça estendeu a recuperação judicial da 123milhas a Maxmilhas e a Lance Hotéis, outras empresas do grupo econômico. Juntas, as empresas devem mais de R$ 2,5 bilhões a credores.

Fonte: Economia Ao Minuto

Pix bate recorde e supera 160 milhões de transações em um dia

Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na sexta-feira (6). Pela primeira vez, a modalidade superou a marca de 160 milhões de transações em 24 horas.

Somente no último dia 6, foram feitas 163 milhões de transferências via Pix para usuários finais. A alta demanda não comprometeu o funcionamento do sistema. Segundo o BC, os sistemas funcionaram com estabilidade ao longo de todo o dia.

O recorde anterior tinha sido registrado em 6 de setembro, com 152,7 milhões de transações num único dia.

Criado em novembro de 2020, o Pix acumulava, no fim de agosto, 153,36 milhões de usuários, conforme as estatísticas mensais mais recentes. Desse total, 140,65 milhões eram de pessoas físicas; e 12,71 milhões de pessoas jurídicas.

Em agosto, o sistema superou a marca de R$ 1,53 trilhão movimentados por mês.

Fonte: Folha PE

Nova fase do Desenrola Brasil, para renegociar dívidas, é iniciada

O Desenrola Brasil, programa do Governo Federal para renegociação de dívidas, abre a plataforma oficial do programa nesta segunda-feira. Esta fase da ação é destinada às pessoas com dívidas bancárias e não bancárias que tenham uma renda mensal de até dois salários mínimos ou que estejam inscritas no Cadastro Único. 

Para ter acesso à plataforma, é necessário ter um cadastro no gov.br com níveis de certificação prata ou ouro, além de estar com todos os dados cadastrais atualizados. 

Dívidas de até R$ 5 mil podem ser renegociadas à vista ou parceladas em até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês. Além disso, indivíduos com dívidas entre R$ 5 mil e R$ 20 mil também podem fazer novos acordos de pagamentos com a instituição. 

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o programa pode alcançar cerca de 32 milhões de CPFs. 

Fonte: Portal CBN Recife

Solução de Tebet é aumentar impostos: “melhor que cortar gastos”; VEJA VÍDEO

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse nesta 4ª feira (4.out.2023) que há dificuldades em cortar gastos e que é “mais fácil aumentar a arrecadação”. Ela afirmou ainda que o Orçamento é “engessado”.

A declaração foi dada durante audiência pública para debater o PPA (Plano Plurianual) de 2024-2027, que traz metas para o Orçamento a médio prazo. Ao falar sobre o tema, Tebet mencionou a tramitação da Câmara do PL (Projeto de Lei) das offshores (PL 4.173, de 2023).

https://twitter.com/i/status/1709944749912973451

De acordo com estimativa no Orçamento de 2024, o governo espera obter R$ 7 bilhões só com a taxação. O relator do texto, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), no entanto, incluiu mudanças sobre fundos de investimentos que são da medida provisória 1.184, de 2023.

A peça orçamentária traz uma projeção de arrecadação de R$ 13,3 bilhões com os fundos exclusivos. Na 3ª feira (3.out), o congressista apresentou o relatório preliminar do PL das offshores.

Simone Tebet disse que houve “cortes equivocados” em autarquias, como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A ministra declarou que o Brasil “arrecada muito imposto e arrecada mal”.

“Eu falando, faço um mea-culpa porque fiquei 8 anos no Senado e a gente aprova medidas sem saber se será eficiente”, disse.

Na sua visão, o PPA tem a “expectativa de mudar a realidade” do orçamento nacional.“Tão grave quanto arrecadar muito é que o Brasil gasta muito. Os governos de modo geral, Estados, municípios, governo federal, gastam mal porque não tem diretriz, não tem um planejamento”, acrescentou.

REVISÃO EM PROGRAMAS SOCIAIS

Conforme a ministra, foram criados grupos de trabalho para revisar gastos. Disse que o Bolsa Família é um “gasto necessário”, mas que é necessário identificar possíveis fraudes.

“É preciso avaliar nesse CadÚnico se quem está recebendo, merece. Não é, por exemplo, um trabalhador que tem 3, 4 salários mínimos, não é parente de vereador, não é porque conhece o prefeito”, declarou.

Simone Tebet afirmou que há um GT no Ministério do Desenvolvimento Social avaliando cadastros de famílias unipessoais e que esse número se aproxima de 3 milhões.

Também citou “possíveis fraudes e erros no BPC [Benefício de Prestação Continuada] e de quem não tem direito à aposentadoria”.

Tebet disse que 8% dos recursos reservados para a Previdência (R$ 935,2 bilhões) poderiam ser provenientes de “erros ou fraudes”. Grande parte do Orçamento da Previdência Social é destinado ao pagamento de aposentadorias e benefícios.

Segundo ela, o pente-fino faz parte do objetivo do governo em reduzir o deficit primário: “Nós estamos tentando ao máximo fechar em 1,1%, 1,2% negativo. Reduzir pela metade esse ano para cumprir a meta do fiscal zero ano que vem com a banda de 0,25% negativo. Isso é uma forma de indiretamente garantir qualidade do gasto”.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Márcio Macêdo, também participou da sessão. “A ideia e o que nós fizemos foi para que nós pudéssemos ter uma escuta a mais ampla possível no país”, disse sobre o PPA.

Macêdo enfatizou que a plataforma Brasil Participativo, que permitiu a interação da sociedade com o Plano Plurianual, teve mais de 4 milhões de acessos.

Fonte: Poder 360

Presidente sanciona lei do Desenrola Brasil, que oferece à população renegociação de dívidas com descontos

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, nesta terça-feira (3/10), a Lei nº 14.690, de 3 de outubro, do Desenrola Brasil, programa que havia sido instituído pela MP nº 1176/20-23. Este é um marco para a continuidade do programa, que busca oferecer condições para fomentar a renegociação de dívidas. Na próxima segunda-feira (9/10) será aberta uma Plataforma para renegociação de dívidas negativadas bancárias e não bancárias  — como conta de luz, água, varejo, educação, entre outras  —  de pessoas que ganham até dois salários mínimos ou que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Essa etapa do programa vai até o próximo dia 31/12.

Nesse momento, as dívidas com valor atualizado até R$ 5 mil poderão ser renegociadas à vista ou parceladas em até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês. Esse valor também terá a prioridade da garantia do governo Fundo de Garantia de Operações – FGO, que soma R$ 8 bilhões. Esse grupo de beneficiados poderá renegociar suas dívidas até o valor de R$ 5 mil. Já as dívidas entre R$ 5 e R$ 20 mil poderão ser pagas, nessa fase do programa, na Plataforma, à vista, com o desconto oferecido pelo credor.

Para ingressar na Plataforma e poder renegociar as dívidas é preciso fazer antes o cadastro no GOV.BR em contas prata ou ouro. O processo é fácil. É só acessar a página da plataforma e seguir as coordenadas.

Leilão

Para obter bons descontos para a renegociação de dívidas, o governo realizou um leilão que contou com a participação de 654 empresas com dívidas a receber e alcançou R$ 126 bilhões em descontos ofertados, sendo R$ 59 bilhões para dívidas até R$ 5 mil e R$ 68 bilhões para dívidas entre R$ 5 mil e R$ 20 mil. A média do total de desconto foi de 83%. O lote com maior valor de desconto médio (96%) foi referente a dívidas em cartão de crédito.

O volume financeiro que poderá ser renegociado, após descontos, é de RS 25 bilhões, sendo R$ 13 bilhões para dívidas até RS 5 mil e R$ 12 bilhões para dívidas com valor entre R$ 5 mil e R$ 20 mil. Já o número de contratos de dívidas negociadas pode chegar a 60 milhões – 51 milhões para dívidas até R$ 5 mil e 9 milhões para dívidas acima de RS 5 mil.

Primeira Etapa do Desenrola Brasil

A primeira etapa do Desenrola Brasil teve início em 17/06 deste ano e contemplou dois públicos de beneficiários:

1)    Pessoas com dívidas até R$ 100. As instituições financeiras realizaram a desnegativação de 10 milhões de registros de dívidas de até R$ 100. Esse número diz respeito às dívidas negativadas e não às pessoas. (Dados MF)

2)     Faixa 2: dívidas bancárias negativadas de clientes que têm renda mensal até R$ 20 mil. Nos meses de julho, agosto e setembro do Desenrola Brasil foram registrados R$ 15,8 bilhões em volume financeiro negociados exclusivamente pela Faixa 2, no qual os débitos bancários são negociados diretamente com a instituição financeira em condições especiais. Entre 17 de julho e 29 de setembro, o número de contratos de dívidas negociados chegou a 2,22 milhões, beneficiando cerca de 1,73 milhão de clientes bancários. A adesão ao programa irá até 31/12 deste ano. (Dados Febraban)

O Programa

O Desenrola Brasil é um programa emergencial elaborado pelo governo federal, por meio da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, para combater a crise de inadimplência que se abateu sobre o país com a pandemia e num cenário em que as taxas de juros mudaram radicalmente de patamar.

O objetivo da iniciativa é ajudar as pessoas que se endividaram nesse contexto. Atualmente, o Brasil tem cerca de 70 milhões de negativados. Poderão ser renegociadas as dívidas negativadas nos bureaus de crédito de 2019 até 31/12/2022. A adesão ao programa por credores, beneficiários e bancos é totalmente voluntária.

Fonte: Portal Toca News

Setor elétrico: PE, BA e SE terão investimentos de R$ 3,8 bi

O setor elétrico do Nordeste vai receber investimentos de R$ 3,8 bilhões em linhas de transmissão que vão beneficiar os estados de Pernambuco, Bahia e Sergipe e garantir mais segurança energética para a região e o país. O anúncio dos novos projetos acontece após o apagão, em agosto, que desconectou os estados nordestinos e do Norte das redes do Sul e Sudeste.

Ao todo, 25 estados foram afetados. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que só divulgou semana passada o relatório final do incidente, o desligamento da linha de transmissão Quixadá-Fortaleza II (CE) foi o “evento zero” da pane. Na sequência, equipamentos de usinas eólicas e solares também tiveram falhas, o que levou a um efeito dominó, com a desativação de várias linhas.

Setor elétrico: Aneel assina contratos um mês e meio depois do apagão

Um mês e meio depois do apagão, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está assinando os contratos com as empresas vencedoras do 1º leilão de transmissão de energia elétrica do ano, realizado em junho.

Setor elétrico: novas linhas vão evitar apagões

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, esses novos contratos irão garantir o escoamento de energia de fontes eólica e solar no Nordeste e, com isso, evitar a ocorrência de panes.

Setor elétrico: dos 9 lotes leiloados, 5 são no Nordeste

Dos nove lotes leiloados – que englobam 33 empreendimentos e vão receber investimentos de R$ 15,7 bilhões – cinco são no Nordeste, incluindo o maior desses contratos: uma linha de transmissão entre a Bahia e Minas Gerais, com 1.116 quilômetros, e que vai receber aportes de R$ 3,16 bilhões da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP).

Os baianos serão beneficiados por mais três lotes. Uma linha de 1.614 km, também até Minas Gerais, terá investimentos de R$ 347,8 milhões da Rialma Administraçāo e Participações. Outro projeto, interligando Bahia, Minas e Espírito Santo, está orçado em R$ 249,3 milhões, tendo como concessionária o Consórcio Engie Brasil.

Confira os investimentos no setor elétrico em Sergipe e Pernambuco

O lote da Celeo Redes Brasil (714 km) interliga Sergipe e Bahia e tem budget de R$ 99,8 milhões. Pernambuco, por sua vez, terá uma linha de transmissão (38 km), da Rialma, com orçamento de R$ 19,5 milhões.

Saiba os números totais desses contratos no setor elétrico

O pacote contratado pela Aneel, além dos estados nordestinos, Minas e Espírito Santo, contempla também o Rio de Janeiro e São Paulo. O prazo de conclusão das obras é de 36 a 66 meses.

As seis concessionárias vencedoras – entre elas Eletrobras Furnas – ficarão responsáveis pela construção, operação e manutenção de 6.184 quilômetros de linhas de transmissão e 400 megavolt-amperes (MVA) em capacidade de transformação de subestações. A Aneel estima que a implantação e funcionamento desses projetos vão gerar criados 29.300 empregos.

O próximo leilão de transmissão da Aneel está marcado para 15 de dezembro, com previsão de atrair R$ 21,7 bilhões em investimentos na construção e manutenção de 4.475 km de sistemas. A agência também já está analisando projetos dessa área para um leilão no próximo ano.

Setor elétrico demanda R$ 55,7 bi em novos projetos de transmissão para garantir segurança à expansão da geração eólica e solar no Nordeste

Setor elétrico demanda R$ 55,7 bi em novos projetos de transmissão para garantir segurança à expansão da geração eólica e solar no Nordeste/Foto: ABEEólica – Parque Aracati – CE

ONS estima demanda de R$ 60,7 bilhões em investimentos na transmissão

Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo do ONS estima uma demanda de R$ 60,7 bilhões em obras para transmissão de energia, no Brasil, de 2023 a 2027, valor 254% superior ao previsto no período anterior (R$ 23,9 bilhões, entre 2022/2026).

Os aportes previstos na nova edição do plano – tanto em implantação de novas linhas, como em expansão e modernização das já existentes – são necessários para garantir o crescimento do sistema elétrico nacional.

Ao todo, de acordo com o estudo, o país precisa de 16 mil km de novas linhas de transmissão e 34 mil megavolt-ampères (MVA) de acréscimo de capacidade de transformação em subestações novas e também nas que já estão em funcionamento.

Do valor total indicado no plano, R$ 55,7 bilhões (92%) são referentes a novas obras, exigidas pela ampliação da geração eólica e solar, principalmente no Nordeste e também em Minas Gerais. Esse incremento de carga exige infraestrutura para o escoamento dos excedentes energéticos aos demais subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O ONS ressalta que cinco estados – três deles no Nordeste – concentram 80% da demanda total de investimentos em transmissão: Bahia (R$ 13,6 bilhões), Minas Gerais (R$ 13,1 bilhões), Maranhão (R$ 10,3 bilhões), Goiás (R$ 8,5 bilhões) e Piauí (R$ 4 bilhões).

A execução do plano pelas concessionárias que têm contratos antigos, pelas que venceram o primeiro leilão da Aneel em 2023 e pelas que vierem a vencer os futuros certames na área de transmissão vão representar um aumento de 10% na extensão das linhas de transmissão e de 9% na potência nominal instalada em transformadores.

CONFIRA OS LOTES DOS CONTRATOS ASSINADOS PELA ANEEL NO SETOR ELÉTRICO DO NE

1 – BA/MG

Linha de transmissão de 1.116 km

Concessionária: Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP)

Investimento: R$ 3,16 bi

2 – BA/MG

Linha de transmissão de 1.614 km

Concessionária: Rialma Administraçāo e Participações

Investimento: R$ 347,8 mi

3 – BA/MG/ES

Linha de transmissão de 1.006 km

Concessionária: Consórcio Engie Brasil

Investimento: R$ 249,3 mi

4 – SE/BA

Linha de transmissão de 714 km

Concessionária: Celeo Redes Brasil

Investimento: R$ 99,870 mi

5 – PE

Linha de transmissão de 38 km

Concessionária: Rialma Administraçāo e Participações

Investimento: R$ 19,5 mi

Fonte: Folha PE