Páscoa deve atrair mais de 106 milhões de consumidores no Brasil, aponta pesquisa

Segundo o levantamento, os ovos de chocolate industrializados continuam no topo da preferência (56%), seguidos por bombons (50%) e barras (39%)
/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Neste ano, a Páscoa de 2026 deve atrair cerca de 106,8 milhões de consumidores às compras em todo o Brasil, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas. Segundo a pesquisa, 65% dos brasileiros pretendem realizar as compras para a data, um crescimento de 4,2 milhões de pessoas em comparação a 2025.

Os dados do levantamento confirmam essa alta na procura pelos produtos. Os ovos de chocolate industrializados continuam no topo da preferência (56%), seguidos por bombons (50%) e barras (39%).

O gasto médio previsto é de R$ 253. O consumidor deve adquirir, em média, cinco produtos, para o período. Ainda de acordo com a pesquisa, 78% dos brasileiros pretendem consumir pratos tradicionais da época. O bacalhau, o salmão e o atum são a preferência absoluta de 49% dos consumidores, sobretudo entre os Baby Boomers e as Classes A/B.

Comportamento do consumidor

Em relação ao comportamento, embora 62% dos consumidores utilizem a internet para pesquisar preços, 95% ainda realizam suas compras em lojas físicas, com destaque para supermercados (62%) e lojas especializadas (44%). A qualidade dos produtos aparece como principal fator de decisão (45%), superando ligeiramente o preço (44%), enquanto promoções (38%) e variedade (27%) também influenciam a escolha.

Apesar do potencial de consumo, a decisão de compra segue concentrada na última hora: 45% dos consumidores devem comprar seus produtos apenas na semana da Páscoa.

Segundo o CEO da Higge Emerson Larizza, esse comportamento reforça a importância da organização de ações nos estabelecimentos. “O varejo precisa entender que a batalha da Páscoa é decidida, em grande parte, dentro da loja. Com o consumidor pesquisando preços, mas deixando para comprar no final, o trade marketing se torna essencial para converter intenção em venda”, afirma.

Endividamento

O levantamento ainda revela que o consumidor está mais cauteloso. O gasto médio previsto é de R$ 253, porém 82% desejam pesquisar preços antes de comprar, e 51% dos que não irão às compras apontam o endividamento como principal motivo. Entre os que pretendem consumir, 38% já possuem contas em atraso.

“O cenário para a Páscoa de 2026 apresenta um paradoxo: embora haja um desejo latente de celebrar e presentear, o componente de restrição financeira está mais forte do que nunca. Para quem vai às compras, a cautela deve ser a palavra de ordem, é fundamental que o consumidor faça um planejamento rigoroso e utilize a pesquisa de preços para evitar que a celebração de hoje se torne uma inadimplência prolongada amanhã”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Para Larizza, esse cenário exige sensibilidade do varejo. “É um consumidor que quer celebrar, mas está mais racional. O trade marketing precisa equilibrar desejo e percepção de valor, oferecendo opções para diferentes perfis de consumo”, pontua.

Governo antecipa 13º a aposentados e pensionistas do INSS

Pagamento antecipado do 13º de aposentados e pensionistas do INSS ocorrerá neste ano, excepcionalmente, em duas parcelas.

A medida vale para aqueles que, durante este ano, tenham recebido auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão, como antecipou O Globo. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

O pagamento antecipado ocorrerá neste ano, excepcionalmente, em duas parcelas. A primeira, será correspondente a 50% sobre o valor do benefício devido em abril, juntamente com os benefícios do mês.

A segunda parcela corresponderá à diferença entre o valor total do abono anual e o valor da parcela antecipada e será paga da mesma forma em maio.

De acordo com o Ministério da Previdência Social (MPS), o objetivo dessa medida é antecipar a renda dos beneficiários que têm direito ao abono, por meio da antecipação da injeção de R$ 78,2 bilhões na economia do país, consideradas as duas parcelas.

O decreto ainda destaca que, na hipótese de interrupção programada do benefício antes de 31 de dezembro de 2026, o valor do abono anual será calculado proporcionalmente ao período utilizado.

Prazo para contestar descontos indevidos do INSS termina nesta sexta-feira (20)

Aposentados e pensionistas vítimas de fraudes do INSS têm até esta sexta-feira (20) para identificar cobranças de entidades ou serviços não autorizados no benefício previdenciário. Até o fim do prazo para contestação, essas pessoas devem consultar o extrato de pagamento no aplicativo ou site Meu INSS e verificar se aparecem informações como:

• mensalidades associativas que não foram autorizadas

• empréstimos consignados que não foram contratados

• descontos vinculados a entidades desconhecidas

As fraudes estavam relacionadas ao cadastramento indevido de aposentados e pensionistas do INSS em associações, o que permitia a realização de descontos na folha de pagamento sem a autorização dos beneficiários.

Segundo a advogada Nathália Dantas, especialista em Direito Previdenciário e sócia do escritório Dantas Advocacia, o problema ganhou visibilidade após o aumento no número de reclamações de beneficiários que passaram a perceber reduções inesperadas na renda mensal.

“Em muitos casos, os descontos eram pequenos e passavam despercebidos por meses ou até anos. Quando o aposentado percebe, muitas vezes já houve um prejuízo significativo acumulado ao longo do tempo”, explica.

Para maior agilidade no processo de devolução dos valores, foi estruturado um procedimento administrativo simplificado para contestação dos descontos.

O processo funciona da seguinte forma:

• o segurado contesta o desconto identificado no extrato

• a entidade responsável precisa comprovar que houve autorização do beneficiário

• Caso não consiga comprovar, os valores devem ser devolvidos.

Caso o segurado identifique qualquer débito que não reconheça, é possível abrir uma contestação.

Golpes

Com a repercussão do caso, existe, ainda, um risco para o aumento de tentativas de golpe envolvendo falsas promessas de devolução de valores.

“O INSS não liga pedindo senha, não envia links para confirmação de dados bancários e não solicita códigos de verificação por telefone. Todo procedimento deve ser feito apenas pelos canais oficiais”, alerta Nathália.

Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

O tema ganha urgência diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros/Tânia Rêgo/Agência Brasil

A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18).

Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

Impacto fiscal

Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade arcada pela União.

Pressão externa

A iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.

Segundo Durigan, o preço do diesel importado tem se descolado do valor praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento.

Negociação

A decisão final depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realiza reunião presencial em São Paulo. A proposta surge após resistência inicial de estados a cortes de ICMS sem compensação financeira.

O governo federal afirmou que não pretende impor a medida, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para o atual governo compensar, em 2023, os prejuízos dos estados. O número dois da Fazenda destacou a importância do diálogo federativo.

“A nossa orientação é fazer isso, caso os estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, declarou o secretário-executivo da Fazenda.

“Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória.”

Outras medidas

A proposta complementa ações já anunciadas pelo governo, como a redução de tributos federais, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel e subsídios à produção interna.

Além disso, foi aprovado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis, com o objetivo de reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços.

Segundo Durigan, seis estados – Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – pediram mais tempo para avaliar o acordo com a ANP.

Risco de greve de caminhoneiros

O tema ganha urgência diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros, em meio à alta do diesel. O governo tenta evitar impactos no abastecimento e na inflação, cenário semelhante ao observado na greve de 2018.

A equipe econômica afirma que as medidas buscam equilibrar responsabilidade fiscal com a necessidade de proteger consumidores e garantir oferta de combustível no país.

Governo zera alíquota de PIS e Cofins do diesel importado para conter alta de preços

Haddad e Lula

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta quinta-feira, 12, um pacote de medidas para controlar o preço do óleo diesel no País. A principal delas é um decreto que zera as alíquotas de impostos federais na importação e comercialização do diesel.

Haverá isenção no pagamento do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Essa análise estava sendo feita desde a semana passada, com o acirramento do conflito no Oriente Médio.

Lula também assinou um decreto com “medidas de transparência e fiscalização para o combate à especulação e preços abusivos no Brasil”, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, e uma medida provisória que institui subvenção ao óleo diesel para produtores e importadores, a ser operada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) condicionada à comprovação de repasse ao consumidor.

O presidente participou do anúncio junto dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Casa Civil, Rui Costa, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Lula foi o primeiro a falar e anunciou a redução dos impostos como um “sacrifício enorme”. Segundo ele, essa “medida que vai fazer com que nós cortemos impostos sob a importação para evitarmos o aumento de preços”.

“Estamos fazendo um sacrifício enorme, uma engenharia econômica, para evitar que o efeito da irresponsabilidade das guerras, chegue ao povo brasileiro”, afirmou o presidente da República.

Lula ainda pediu que governadores estudem a redução de ICMS sobre combustíveis para evitar o aumento do preço. “Vamos fazer tudo o que for possível e esperar da boa vontade dos governadores, que podem reduzir o ICMS, naquilo que for possível cada Estado fazer, para que isso não chegue no bolso do motorista e do caminhoneiro, e para que isso não chegue nos alimentos”, declarou.

‘Irresponsabilidade das guerras’
O presidente da República culpou a “irresponsabilidade das guerras que estamos vivendo” pelas medidas anunciadas nesta quinta-feira. Afirmou que “o preço do petróleo está fugindo do controle em quase todos os países do mundo”.

“Isso significa aumento do combustível em todos os países do mundo. há informações de que nos EUA a gasolina já subiu 20%”, declarou Lula. “Esse gesto de achar que tudo se resolve com as guerras traz prejuízo a todo mundo, mas são as camadas mais pobres que sofrem as maiores consequências dessas guerras”, afirmou.

Participação dos tributos
De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os tributos federais representam cerca de 10,5% do valor do diesel comercializado, enquanto os estaduais acrescentam, em média, 38,4% ao preço final do combustível.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), até o momento, é “limitada” a exposição direta do Brasil ao conflito no Oriente Médio.

Monitoramento
Nesta semana, a Pasta informou que houve “intensificação” das ações de monitoramento das cadeias de suprimentos globais de derivados de petróleo e da logística do abastecimento de combustíveis, além dos preços desses itens da pauta comercial.

O Brasil é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo o diesel.

IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale a partir deste mês

IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale a partir deste mês

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.

As alterações começaram a valem para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro.

Um deles é o pedreiro do Distrito Federal, Genival Gil, de 49 anos, que ficou sabendo da medida pelo telejornal. Há três meses, ele está fichado (com a carteira de trabalho assinada) com salário de pouco mais de R$ 2,7 mil.

Agora, Genival aguarda o contracheque para conferir o valor – que antes ia para os cofres da União e que agora vai ficar na conta. A sobra terá destino certo.

“Vai ajudar a pagar umas contas a mais da casa”, programa o pedreiro que mora de aluguel no Paranoá, a 20 quilômetros do centro de Brasília.

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:

– trabalhadores com carteira assinada;

– servidores públicos;

– aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.

A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.

Os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%).

O jardineiro de um shopping de Brasília, Arnaldo Manuel Nunes, de 55 anos, também sabe que a partir deste mês uma fatia considerável do seu trabalho que ficava retida na fonte, agora não vai ser mais descontada de sua remuneração. Ganhando o salário do piso da categoria, R$ 2.574, Arnaldo considera a medida boa para o orçamento doméstico. “Mal dá para o cara se manter. Mas vou gastar com [as contas de] água e luz, que estão um absurdo.”

A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem:

– renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%;

– renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.

Com o do novo imposto voltado à alta renda, o contador Adriano Marrocos acredita que o impacto na arrecadação federal de tributos deve ser mínimo.

“Já havia benefício de isenção para quem recebia até dois salários-mínimos (R$ 3.036). Então, a renúncia só tem a margem de R$ 3.036,01 a R$ 5 mil. De outro lado, o governo federal sancionou a cobrança de imposto de renda de parcelas que eram isentas, como a distribuição de lucros.”

Para o gerente de loja de roupas Pedro Henrique Mendonça Marques, de 23 anos, a medida federal faz justiça tributária do Brasil.

“É legal porque, nesses casos, vai taxar os que recebem mais. Eles pagam mais, E quem recebe menos, paga menos. Essa é a lógica.”

Ele recebe cerca de R$2,3 mil por mês e pretende contribuir mais nas despesas da casa que divide com a mãe, na cidade de São Sebastião. Nesta matemática financeira, ele até pensa no futuro. “Eu acho que vou sair da casa da minha mãe, por exemplo.”

Na hora de declarar o IR

De acordo com o Ministério da Fazenda, a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) vai se refletir apenas na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026.

O conselheiro Adriano Marrocos explica que para a Declaração do Imposto Renda Pessoa Física anual, a ser entregue em maio deste ano, nada muda. “Esses trabalhadores ainda terão que entregá-la normalmente. O benefício teve início apenas em janeiro de 2026, ou seja, qualquer reflexo da redução do IR deverá ser percebido somente em maio de 2027.”

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras

Fachada da Petrobras — Foto: Reprodução

Petrobras vai reduzir o preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Essa será a primeira redução do combustível promovida pela petroleira neste ano.

  • Com isso, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.

A última alteração no preço da gasolina havia ocorrido em outubro de 2025.

“Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, diz a empresa em nota.

A companhia também informou que deve manter inalterados, neste momento, os preços de venda do diesel para as distribuidoras. Nesse caso, segundo a Petrobras, a redução acumulada nos preços do diesel é de 36,3% desde 2022.

Sistema do INSS ficará indisponível a partir de 27 de janeiro

Fachada do prédio administração central INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou que as agências físicas e os sistemas digitais do órgão passarão por uma paralisação temporária em janeiro. A medida tem como objetivo a modernização do atendimento prestado à população.

De acordo com o comunicado emitido pelo INSS, as agências estarão fechadas nos dias 28, 29 e 30 de janeiro. Já os serviços digitais ficarão indisponíveis a partir das 19h do dia 27 até o dia 31.

Para reduzir os impactos aos cidadãos, o INSS confirmou que realizará atendimentos extras nos finais de semana. O objetivo é antecipar as demandas agendadas para o período de suspensão e compensar a falta do serviço. O plantão irá ocorrer nos dias 17,18, 24 e 25 de janeiro.Historicamente, o INSS utiliza o primeiro mês do ano para realizar ajustes estruturais em seus servidores. As manutenções são fundamentais para suportar o aumento de acessos que ocorre após o reajuste anual do salário mínimo, diminuindo o risco do sistema apresentar lentidão ou ficar fora do ar durante a liberação dos novos extratos de pagamento.

Lula sanciona lei que proíbe descontos associativos em benefícios do INSS

23.12.2025 - Cerimônia de transmissão de cargo e posse do Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano 23.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de transmissão de cargo e posse do Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. Palácio do Planalto. Brasília (DF) - Brasil Foto: Ricardo Stuckert / PR

presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que proíbe descontos de mensalidades de associações nos benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova legislação determina ainda busca ativa a beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos e prevê o seu ressarcimento.

A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) e também disciplina o sequestro de bens de pessoas investigadas ou acusadas pelos crimes relativos ao descontos indevidos nos benefícios do INSS.

O debate que resultou com a mudança na legislação teve início após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a Operação Sem Desconto, em abril de 2025.

De acordo com o último balanço do INSS, até o dia 5 de janeiro já foram ressarcidos R$ 2.835.784.151,87 às vítimas de descontos irregulares de mensalidades cobradas por associações, sindicatos, entidades de classe e organizações em benefícios previdenciários. O valor corresponde a 4.160.369 solicitações de contestação apresentadas por aposentados e pensionistas que questionaram os descontos irregulares.Mais de 72,5 milhões de consultas sobre descontos indevidos foram registradas no aplicativo Meu INSS, das quais 38,7 milhões constataram a inexistência do desconto. Ainda há mais de 6,3 milhões de pedidos de contestações em aberto. Já foram reconhecidos 131.715 casos de descontos indevidos.

Justiça paga R$ 2,3 bi em atrasados do INSS; veja quem tem direito

INSS afirma já ter devolvido R$ 2,3 bilhões

Um total de 152,3 mil segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que venceram ações na Justiça contra o órgão iniciarão 2026 com mais dinheiro no bolso. O Conselho da Justiça Federal (CJF) autorizou a liberação de R$ 2,3 bilhões em atrasados a aposentados, pensionistas e outros beneficiários da Previdência Social.

O pagamento contempla 183 mil processos já encerrados, sem possibilidade de recurso. A liberação faz parte de um lote maior, de R$ 2,8 bilhões, que também inclui ações alimentares que envolvem servidores públicos federais. Ao todo, 236.603 beneficiários em 187.472 processos serão pagos neste lote.

Quem tem direito a receber?
Tem direito aos atrasados quem ganhou ação judicial contra o INSS relacionada à concessão ou revisão de benefícios, como:

Aposentadorias (por idade, tempo de contribuição, invalidez ou da pessoa com deficiência);
Pensão por morte;
Benefício por Incapacidade Temporária (antigo auxílio-doença);
Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Para receber neste pagamento, é necessário que:

O processo esteja totalmente encerrado (transitado em julgado);
O valor seja de até 60 salários mínimos (R$ 91.080 em 2025);
A ordem de pagamento do juiz tenha sido emitida em novembro de 2025.
Os pagamentos são feitos por meio de requisições de pequeno valor (RPV), mecanismo usado para quitar dívidas judiciais de menor valor em prazo mais curto que os tradicionais precatórios.

Quando o dinheiro cai na conta?
As RPVs devem ser pagas em até 60 dias após a ordem de pagamento do juiz. O depósito é feito em conta aberta no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, em nome do beneficiário ou de seu advogado.

Antes do pagamento, o processo passa por uma fase de processamento, quando as contas são abertas. Após o depósito, o sistema do tribunal passa a indicar o status “Pago total ao juízo”.

Como saber se você vai receber?
A consulta deve ser feita no site do Tribunal Regional Federal (TRF) responsável pelo processo. É possível pesquisar usando:

Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do beneficiário;
Número do processo;
Dados do advogado, como o número da inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
No campo “Valor inscrito na proposta”, aparece o valor a ser pago. As siglas indicam a modalidade: requisição de pequeno valor (RPF) ou precatório (PRF).