O arroz e feijão com ovo que o governo precisou pagar como se fosse filé mignon

Você conhece o tamanho de um homem pelas batalhas que ele precisa travar. Baseado nessa frase, podemos dizer que o governo Lula, até agora, é medíocre. Não precisa continuar sendo assim, é importante que melhore, mas por hoje é o diagnóstico.

Porque se a “grande batalha” cuja vitória está sendo comemorada pelos aliados mais próximos é a votação de uma Medida Provisória de organização dos ministérios, o governo está perdido e muito debilitado. Mais debilitado do que se imaginava.

Explico: se você estiver completamente saudável e no topo de sua mobilidade física, acordar, levantar e sair andando é apenas rotina. O ato de levantar e sair andando só pode ser considerado uma “grande vitória” se o sujeito em questão estiver debilitado, tentando voltar a andar com as próprias pernas outra vez.

Importante explicar também do que se trata a MP que o governo está comemorando aprovação. É a estrutura do governo, os nomes e o número das pastas, que haviam sido definidos no dia 1º de janeiro e a espetacular incompetência da articulação política do Planalto foi “deixando para resolver depois”.

Fazer da simples definição das atribuições dos ministérios uma grande batalha, com quase seis meses de governo, é o retrato de um país perdido, tentando morder o próprio rabo e girando em círculos.

A grande vitória do governo foi numa matéria mais trivial do que arroz, feijão e ovo. Sem falar que foi uma vitória bem questionável. O ministério do Meio Ambiente foi desidratado, o dos Povos Indígenas inutilizado e o contribuinte gastou, pelos cofres da União, quase R$ 2 bilhões, “convencendo” os deputados. Foi um prato de arroz, feijão e ovo com preço de filé mignon.

Para piorar, e isso é o mais grave, o próprio Lula precisou pegar em “armas” e ir à linha de frente na articulação. Estamos com menos de seis meses de governo e o Planalto precisou do presidente para resolver uma votação trivial.

Quando a votação for mais difícil e o presidente não resolver, vai se apelar para quem?

Fonte: JC

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