Rins de recém-nascidos que morrem no parto podem ser transplantados

O Congresso da Sociedade Europeia de Transplantes de Órgãos ocorreu na última semana, na Grécia. Os médicos e pesquisadores discutiram a escassez de órgãos e o número de pessoas que aguardam por um um transplante. Uma das soluções para amenizar o problema é a possibilidade de transplantar rins de bebês que morrem no parto, mas que possuem órgãos saudáveis.

Procedimentos como esse ocorrem poucas vezes por ano em países como Reino Unido e Estados Unidos. Órgãos de recém-nascidos são obviamente menores comparados aos de adultos ou crianças – mas os rins, em específico, têm a capacidade de aumentar de tamanho quando transplantados. 

Por serem muito pequenos, dois rins infantis servem como um: ambos são retirados do doador e colocados lado a lado no lugar de um dos rins do paciente. (Em doadores adultos, um rim já é suficiente par suprir outro). Três meses após o transplante, o par de rins recém-nascidos já cresceu e funciona bem como um órgão adulto.

Bebês que morrem por asfixia durante o parto se enquadram nesse rol, assim como fetos diagnosticados com malformação severa, que não sobreviverão por muito tempo após o nascimento. Apesar da tragédia prematura, a vida da criança ainda pode ser usada para salvar outra.

Mas esse é um tema delicado e difícil de ser abordado. As equipes de hospitais geralmente não trazem essa opção aos pais que acabaram de perder o filho. Segundo Dai Nghiem, do Allegheny General

Hospital de Pittsburgh (EUA), decidir pela doação pode ser especialmente difícil para pessoas que estão em luto.

Outra preocupação é que os rins de recém-nascidos sejam mais frágeis para o transplante em comparação a doadores adultos. Eles, de fato, estão mais vulneráveis a coágulos sanguíneos, o que pode levar à remoção do rim. 

Fonte: Super Interessante

Compartilhe:

Deixe um comentário