
Um levantamento realizado entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024, identificou que as mulheres se mostraram mais assíduas nas consultas odontológicas do que os homens. Entre os entrevistados, 71% das mulheres informaram que compareceram ao dentista no último ano, contra 65% dos homens.
O estudo foi realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) em parceria com o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e conduzido pela consultoria Key-Stone.
Segundo a dentista Ieli Lima, especializada em cirurgia bucal e endodontia, a frequência das visitas ao dentista varia conforme o histórico de saúde bucal de cada paciente. Para pessoas saudáveis, a recomendação é que as consultas sejam feitas a cada seis meses, para manutenção da saúde bucal.
O acompanhamento deve ser mais frequente para determinados grupos de risco:
- Crianças;
- Fumantes;
- Alcoólatras;
- Pacientes com problemas bucais.
Saúde bucal além da estética
Os pesquisadores do estudo que a reportagem cita inicialmente verificaram que a maior porcentagem de ida ao dentista entre as mulheres acontece por questões estéticas.
A falta de visitas regulares ao dentista pode ter sérias consequências para a saúde, tanto local quanto sistêmica. Entre os problemas mais comuns estão:
- Cáries: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cárie dentária é uma das doenças mais prevalentes do mundo;
- Gengivite: inflamação da gengiva que pode causar sangramento, dor e inchaço;
- Câncer de boca: tumor maligno que afeta os lábios e toda a cavidade oral;
- Periodontite: uma doença inflamatória crónica que afeta os tecidos e ossos que sustentam os dentes.
Fonte: JC