
Meninos que recebem a vacina contra o HPV podem reduzir em quase metade o risco de desenvolver câncer, sugere um novo estudo importante, publicado na revista científica JAMA Oncology. Pesquisadores descobriram que homens que receberam a versão mais recente da vacina, que protege contra nove subtipos, apresentaram uma probabilidade significativamente menor de desenvolver tumores associados ao vírus, incluindo câncer de cabeça, pescoço e pênis.
O papilomavírus humano, ou HPV, é um vírus extremamente comum transmitido pelo contato pele a pele. Embora muitas vezes inofensivo, ele pode levar a doenças graves e é conhecido por causar diversos tipos de câncer, incluindo aqueles que afetam a cabeça e o pescoço, o ânus e o pênis, além do câncer do colo do útero em mulheres.
Até agora, a maior parte das evidências que demonstram a prevenção do câncer pela vacina se concentrava em mulheres, particularmente em relação ao câncer do colo do útero. Em homens, a maior parte das pesquisas anteriores analisava se a vacina reduzia as taxas de infecção, e não se prevenia o câncer em si.
O novo estudo analisou registros de saúde de mais de três milhões de jovens e comparou diretamente homens vacinados e não vacinados, tornando as descobertas mais robustas e oferecendo algumas das evidências mais claras até o momento de que a vacina pode proteger os homens do câncer.
Os resultados mostraram que homens que entre os homens de 9 a 26 anos, aqueles que receberam a vacina HPV nonavalente apresentaram menor risco de um conjunto de cânceres relacionados ao HPV, incluindo câncer de cabeça e pescoço, pênis, esôfago e ânus, em comparação com aqueles que não foram vacinados.
Em geral, a redução no risco de cânceres relacionados ao HPV foi de 46%. O efeito protetor foi observado tanto em adolescentes quanto em adultos jovens.