Presidente da Câmara quer votar o fim da escala 6×1 no Plenário na próxima semana

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O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que quer votar na próxima semana em Plenário a PEC que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1. De acordo com o presidente, a comissão especial deve votar o texto na semana que vem e a proposta deve seguir direto para o Plenário. Hugo Motta ainda vai se reunir com o relator da PEC na comissão, deputado [[Léo Prates]], até o fim da semana para detalhar os pontos do parecer.

“Alguns pontos estão sendo discutidos, vamos receber representares do setor produtivo, e vamos conduzir essa pauta com equilíbrio sem abrir mão de entregar para a sociedade a redução da jornada, sem redução salarial e dois dias de descanso. Temos a plena convicção que isso não atrapalhará a produtividade do País.”

Hugo Motta detalhou ainda a pauta da semana de votações no Plenário. Segundo o presidente, os líderes partidários definiram votar nesta e na próxima semana projetos ligados ao agronegócio. O deputado destacou que os temas possuem divergências de mérito, mas vai manter o diálogo entre a Frente Agropecuária e o governo.

Segundo ele, a Câmara vai avançar primeiro em requerimentos de urgência e depois na discussão dos textos. Entre eles, citou o Profert, que incentiva a produção de fertilizantes no Brasil, o seguro rural e a proposta sobre combustíveis. Em relação ao Profert, Hugo Motta explicou que a proposta busca diminuir a dependência externa e proteger o setor agropecuário das oscilações do mercado internacional.

“Hoje o Brasil tem na sua balança comercial uma grande importância do setor do agro e não é bom ficar vulneráveis aos preços dos fertilizantes de outros países. A estratégia de buscar a produção nacional veio nesse sentido.”

Já em relação à proposta que cria o seguro rural, com garantias para os produtores , Hugo Motta afirmou que o texto está sendo negociado com o governo para construir um consenso na votação. Além dessa proposta, está na pauta um Projeto de Lei Complementar (PLP 114/26) que vincula o aumento extraordinário de receita federal obtido com arrecadação pela subida do barril de petróleo exportado a medidas para estabilizar os preços dos combustíveis no país. O presidente ressaltou que a medida é pontual enquanto durarem os efeitos econômicos da guerra entre Irã e Estados Unidos no preço do petróleo.

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