Beneficiários do INSS já podem consultar valor de “13º salário”: Veja calendário de pagamentos

Os beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) já conseguem consultar o valor da primeira parcela do 13º salário. Segundo o instituto, apesar de a data oficial para início das consultas ser no domingo (21), algumas pessoas já podem ver os extratos.

  • A consulta pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou pelo site.

A primeira parcela do 13º começa a ser paga na próxima quinta-feira (25) para os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1 que recebem até um salário mínimo. Já a segunda parcela começa a ser paga apenas no mês seguinte. São dois calendários, para quem recebe 1 salário mínimo e outro para quem recebe mais.

13º do INSS – para quem recebe 1 salário mínimo

Final do NIS1ª parcela2ª parcela
125 de maio26 de junho
226 de maio27 de junho
329 de maio28 de junho
430 de maio29 de junho
531 de maio30 de junho
61 de junho3 de julho
72 de junho4 de julho
85 de junho5 de julho
96 de junho6 de julho
07 de junho7 de julho

Fonte: INSS

13º do INSS – para quem recebe acima de 1 salário mínimo

Final do NIS1ª parcela2ª parcela
1 e 61 de junho3 de julho
2 e 72 de junho4 de julho
3 e 85 de junho5 de julho
4 e 96 de junho6 de julho
5 e 07 de junho7 de julho

Fonte: INSS

O governo federal já havia anunciado, no início desse mês, que anteciparia o pagamento do abono anual, informalmente conhecido como 13º, para beneficiários do INSS para os meses de maio e junho. Ao todo, serão pagos R$ 62,6 bilhões.

O benefício normalmente é pago apenas no segundo semestre, mas desde 2020 os pagamentos foram antecipados para os primeiros seis meses do ano.

Têm direito ao abono os segurados do INSS que durante este ano tenham recebido auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão.

Reajuste

O piso previdenciário, valor mínimo dos benefícios do INSS, passou a ser de R$ 1.320 em 1º de maio – acompanhando o novo valor do salário mínimo nacional. Até abril, o piso era R$ 1.302.

Segundo o Ministério da Previdência Social, ao longo de 2023, o novo valor do piso previdenciário corresponderá a um aumento de R$ 3,29 bilhões na renda dos beneficiários do INSS que recebem benefícios iguais ao salário-mínimo.

O aumento, contudo, não alterou os valores dos benefícios do INSS acima do salário-mínimo, já que esses benefícios são reajustados conforme a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Fonte: G1.

Valor médio do Bolsa Família bate recorde e chega a R$ 672

O valor médio pago pelo Bolsa Família bateu recorde, chegando a R$ 672,45 no mês de maio. Além disso, 1 milhão de pessoas foram incluídas no programa, totalizando 21,2 milhões de famílias beneficiadas. Segundo o governo federal, o auxílio atingiu um “patamar inédito de investimento” de R$ 14,1 bilhões.

“É o mais alto de todos os tempos”, comemorou o Planalto, em nota, ao lembrar que os pagamentos começam nesta quinta-feira (18) para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1; e vai até o dia 31, data em que o pagamento será feito aos beneficiários com NIS de final zero.

Confira o calendário:

Recorte regional

O programa de transferência de renda chega aos 5.570 municípios do país. Por meio dele, as famílias beneficiárias recebem um mínimo de R$ 600. Aquelas com criança na faixa etária até seis anos recebem um adicional de R$ 150 por criança. Em maio, esse benefício adicional chegou a mais de 9 milhões de crianças.

Há a previsão de outro adicional, de R$ 50, a ser pago a partir de junho para cada integrante da família, com idade de 7 a 18 anos incompletos, bem como para gestantes.

Segundo o Planalto, a região com maior número de integrantes do programa é o Nordeste, com mais de 9,7 milhões de famílias nos nove estados, o que corresponde a um total de R$ 6,3 bilhões em investimentos federais.

Em segundo lugar está a Região Sudeste, com 6,33 milhões de famílias beneficiárias e um total de repasses superior a R$ 4,25 bilhões.

Na Região Norte, 2,59 milhões de famílias dos sete estados recebem o benefício; e no Sul são 1,43 milhão de famílias. Nas quatro unidades federativas do Centro-Oeste, são beneficiadas 1,13 milhão de famílias.

Em um recorte estadual, São Paulo lidera a lista de beneficiários, com mais de 2,579 milhões de famílias recebendo benefício médio de R$ 678 – o que corresponde a R$ 1,74 bilhão em investimentos federais.

Na sequência vêm sete estados com mais de um milhão de famílias contempladas: Bahia (2,5 milhões), Rio de Janeiro (1,82 milhão), Pernambuco (1,67 milhão), Minas Gerais (1,62 milhão), Ceará (1,49 milhão), Pará (1,35 milhão) e Maranhão (1,23 milhão)”, informou o Planalto.

Fonte: Portal Toca News

Auxílio Brasil: governo Lula cancela mais de 1,1 milhão de benefícios

O governo Lula cancelou mais de 1,1 milhão de benefícios do Auxílio Brasil desde fevereiro deste ano. Os dados são da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania.

Outras 145 mil famílias foram retiradas do programa por não atualizarem o cadastro. Há, ainda, casos sob análise da Caixa Econômica Federal. O pente-fino continua.

Fonte: Terra Brasil

Bolsa Família: confira data em que bônus de R$ 50 começará a ser pago e quem tem direito

Com a aprovação do relatório da Medida Provisória (MP n° 1164, de 2023), o programa Bolsa Família vai pagar um bônus de R$ 50 a mulheres que estão amamentando, para dependentes de 7 a 18 anos e gestantes.

O benefício vai começar a ser pago a partir do dia 19 de junho.

Bolsa Família em maio

O Bolsa Família 2023 em maio começa a ser pago no dia 18. Assim como no mês passado, os beneficiários do programa recebem um adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos.

NIS final 1: 18 de maio
NIS final 2: 19 de maio
NIS final 3: 22 de maio
NIS final 4: 23 de maio
NIS final 5: 24 de maio
NIS final 6: 25 de maio
NIS final 7: 26 de maio
NIS final 8: 29 de maio
NIS final 9: 30 de maio
NIS final 0: 31 de maio

Quem tem direito ao Bolsa Família?

Para poder receber o Bolsa Família, a principal regra é que a renda de cada pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês.

Ou seja, se um integrante da família recebe um salário mínimo (R$ 1.302), e nessa família há seis pessoas, a renda de cada um é de R$ 217. Como está abaixo do limite de R$ 218 por pessoa, essa família tem o direito de receber o benefício.

O primeiro passo para é estar inscrito no Cadastro Único, com os dados corretos e atualizados. Esse cadastramento é feito em postos de atendimento da assistência social dos municípios, como os CRAS. É preciso apresentar o CPF ou o título de eleitor.

Bom lembrar que, mesmo inscrita no Cadastro Único, a família não passa a receber o Bolsa Família de imediato. Todos os meses, o programa identifica, de forma automatizada, as famílias que serão incluídas e que começarão a receber o benefício. Em abril, por exemplo, 113 mil famílias foram incluídas no programa.

Fonte: Afogados FM

Relator do Bolsa Família inclui bônus de R$ 50 para lactantes

Foi adiada para esta quarta-feira (10) a votação da Medida Provisória do Bolsa Família na Comissão Mista no Congresso Nacional. A medida prevê o pagamento de R$ 600 para famílias de baixa renda. A votação está marcada para 14h30.

O adiamento ocorreu após pedido de vista coletivo dos parlamentares.

Lactantes

O relator, deputado Dr. Francisco (PT-PI) aceitou mudanças no parecer, e incluiu 43 das 257 emendas apresentadas. Uma delas garante pagamento de R$ 50 a mulheres que estão amamentando, o que significará impacto de R$ 229,67 milhões ao ano. Segundo o relator, o montante foi alinhado com o governo federal.

A proposta, encaminhada pelo governo federal, previa o valor adicional para dependentes de 7 a 18 anos e gestantes.

Empréstimo com BPC

Já o relator descartou emendas que solicitavam a volta da contratação de empréstimos com desconto em folha para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) “Não julgamos acertada essa permissão, considerando o potencial endividamento dessas famílias devido ao estado de vulnerabilidade em que se encontram”, afirmou o deputado.

Porém, acatou alteração para que o BPC seja usado em empréstimo consignado na margem de 35%, sendo 30% para financiamentos e 5% pagamento de despesas com carão de crédito. Os descontos serão autorizados com período mínimo de cinco dias úteis. “Dando prazo necessário para reflexão antes da tomada final da decisão que pode comprometer parcela elevada da renda do indivíduo atendido pelo BPC”, explica.

O parecer traz ainda concessão do Bolsa Família para famílias que recebem seguro defeso, desde que não acumulem os auxílios.TSE multa Flávio Bolsonaro em R$ 5 mil por fake news contra Lula

Fonte: Portal Toca News

O que muda com o novo salário mínimo de R$ 1.320, da aposentadoria ao seguro-desemprego

O aumento do salário mínimo, que passou de R$ 1.302 para R$ 1.320 a partir deste mês, vai alterar não apenas a renda de quem ganha o piso nacional, mas também levar ao reajuste de uma série de pagamentos.

A mudança no valor, acima da inflação, foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na véspera do Dia do Trabalhador. E, nesta sexta-feira (28), Lula enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei com a nova fórmula do salário mínimo que, se aprovada, vai valer a partir de 2024.

A nova fórmula de correção que passará a valer será a que prevalecia até 2019, última vez que o piso teve reajuste real, ou seja, acima da inflação: inflação do ano anterior e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

O aumento do salário mínimo impacta a aposentadoria e vários benefícios, como seguro-desemprego e abono do PIS/Pasep. Veja abaixo o que muda.

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Aposentadorias e pensões do INSS
A correção do piso também aumenta aposentadorias e pensões de segurados do INSS que recebem o salário mínimo. Quem ganha acima do piso teve o benefício reajustado em janeiro, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi divulgado pelo IBGE. O percentual fechou 2022 acumulado em 5,93%.

Com o aumento aplicado pelo INSS para os que recebem mais do que o piso, o teto pago aos beneficiários subiu de R$ 7.087,22 para R$ 7.507,49 (aumento de R$ 420)

Contribuição previdenciária
A correção do piso nacional também muda as alíquotas previdenciárias ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas apenas para quem contribui pelo salário mínimo. A alteração deve passar a valer nas Guias de Previdência Social quitadas em junho, referentes ao mês de maio.

Dessa forma, quem contribui como facultativo ou autônomo com alíquota de 11% e 20% passa a pagar R$ 145,20 e R$ 264, respectivamente.

Já os microempreendedores individuais (MEIs), que recolhem 5% sobre o valor do salário mínimo, passam a pagar R$ 66. Com isso, esses profissionais têm direito a aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-maternidade, pensão por morte para os dependentes e auxílio-reclusão.

Esses contribuintes ainda recolhem valores ínfimos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — se a atividade é ligada a comércio ou indústria — e de Imposto sobre Serviços (ISS) — se a empresa é do ramo de serviços. No caso de comércio e serviços, recolhem-se os dois.

Abono do PIS/Pasep
O abono salarial do PIS/Pasep é um benefício concedido a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos, respectivamente, e também terá reajuste. Tem direito ao benefício quem trabalhou ao menos um mês com registro formal e recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais no ano-base de referência.

É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). As parcelas variam conforme os meses trabalhados, ou seja, só recebe o valor integral – de um salário mínimo – quem trabalhou por 12 meses.

O calendário de pagamentos do abono de 2023, com ano-base 2021, começou em fevereiro e segue até julho. O cronograma respeita o mês de aniversário, no caso do PIS, ou o número final da inscrição no programa, no caso do Pasep.

Procurado pelo GLOBO, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não respondeu se o reajuste já passa a valer para os beneficiários que ainda não receberam o abono.

BPC/Loas
O Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) é pago pelo INSS a idosos acima de 65 anos carentes e pessoas com deficiência que impeça o trabalho de baixa renda.

Para ter direito ao benefício, a renda per capita familiar (por pessoa da casa) deve ser inferior ou igual a 25% do salário mínimo, ou seja, R$ 330. O benefício é depositado mensalmente e equivale ao piso nacional (R$ 1.320).

Seguro-desemprego
A primeira faixa do seguro-desemprego — que garante assistência temporária ao trabalhador dispensado sem justa causa — também segue o salário mínimo. Por isso, o menor valor desse benefício também será de R$ 1.320. Ninguém pode receber menos do que o piso nacional.

Para calcular o valor das parcelas a receber, é considerada a média dos salários dos últimos três meses anteriores à dispensa. Portanto, muitas pessoas podem receber acima do mínimo. Mas há também um limite máximo.

Assim como o teto do INSS, as faixas intermediárias e o teto do seguro-desemprego (R$ 2.230,97) foram corrigidas no início do ano, quando o IBGE divulgou o INPC de 2022.

CadÚnico
O Cadastro Único (CadÚnico) é a porta de entrada de programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família.

Na concessão dos benefícios, o sistema considera como de baixa renda as famílias que possuem renda mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 660), ou renda familiar total de até três salários mínimos, montante que será reajustado de R$ 3.906 para R$ 3.960.

Indenizações judiciais
A correção do salário mínimo reajustará também o teto das indenizações pagas aos que ganham ações ajuizadas nos Juizados Especiais Cíveis e Federais.

No primeiro caso, o valor máximo é de 40 salários mínimos. Com isso, o limite vai subir de R$ 52.080 para R$ 52.800. Os Juizados Especiais Cíveis recebem ações contra bancos e empresas privadas, por exemplo.

Já os Juizados Especiais Federais são procurados por pessoas que querem mover processos contra a União. Nesse caso, o teto das indenizações é de 60 salários mínimos. O valor máximo, portanto, deve ir para R$ 79.200.

Fonte: Folha PE

Em TODOS ESTADOS DO NORDESTE, existem mais beneficiários do BOLSA FAMÍLIA do que pessoas com CARTEIRA ASSINADA; confira números

De acordo com dados do Caged e Ministério do Desenvolvimento Social, nove estados do Nordeste está entre os 13 da federação que o número de beneficiários do Bolsa Família é maior que o de trabalhadores com carteira assinada (o que exclui o setor público).

Maranhão, Piauí, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, são os Estados do Nordeste que aparecem na lista.

O Maranhão é o Estado onde essa relação de dependência do benefício é mais forte. Há 2 famílias maranhenses recebendo Bolsa Família para cada trabalhador com carteira assinada no Estado.

Pernambuco ficou entre os 5 estados que apresentam menor renda média mensal do Brasil. O Leão do Norte aparece com R$ 1.010 de renda entre sua população.

Fonte: Blog do J. Campos

Copom mantém novamente juros básicos da economia em 13,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão divulgada após reunião nesta quarta-feira (3) foi unânime.

“O ambiente externo se mantém adverso. Os episódios envolvendo bancos no exterior têm elevado a incerteza, mas com contágio limitado sobre as condições financeiras até o momento, requerendo contínuo monitoramento. Em paralelo, os bancos centrais das principais economias seguem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas, em um ambiente em que a inflação se mostra resiliente”, destaca o comunicado divulgado pelo Banco Central (BC).

O documento também afirma que, em relação ao cenário doméstico, “o conjunto dos indicadores mais recentes de atividade econômica segue corroborando o cenário de desaceleração esperado pelo Copom, ainda que exibindo maior resiliência no mercado de trabalho”.

“A inflação ao consumidor, assim como suas diversas medidas de inflação subjacente, segue acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação. As expectativas de inflação para 2023 e 2024 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se marginalmente e encontram-se em torno de 6,1% e 4,2%, respectivamente”, acrescenta o comunicado.

A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a sexta vez seguida em que o BC não mexeu na taxa, que permanece nesse nível desde agosto do ano passado. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica, iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Fonte: Portal Toca News

No aniversário de 80 anos da CLT, informalidade chega a 40% e carteira não é mais sonho;

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que criou as bases para direitos e proteção social dos trabalhadores no Brasil, completa amanhã 80 anos. Foi no 1º de maio de 1943 que o presidente Getulio Vargas sancionou a CLT, dando início ao que na época era uma modernização das relações trabalhistas. Mas, hoje, para muitos brasileiros, este marco é apenas um verbete na História.

Quase 40% dos empregos e ocupações no país são informais. E ter uma carteira de trabalho assinada já está fora das expectativas e aspirações da maioria destes trabalhadores. Desde 2015 (para quando há dados completos disponíveis), a informalidade segue estacionada neste patamar. Assim como se mantém estagnada a renda dos trabalhadores.

Por isso, para muitos, ter um emprego formal não é nem um sonho nem uma opção. Caio Santos de Oliveira, de 26 anos, trabalha na praia de domingo a domingo e tem como meta tirar carteira, mas de motorista, para obter uma renda maior como mototáxi.

Felipe Vieira, de 31 anos, é motorista de aplicativo e procura emprego formal, mas sabe que, mesmo se tiver a carteira assinada, vai precisar continuar nas corridas para complementar sua renda, já que os salários no mercado estão muito baixos.

Especialistas afirmam que, ainda que o Brasil tenha feito uma reforma trabalhista em 2017, a legislação atual não dá conta de novos desafios, como o da tecnologia. Por outro lado, o baixo dinamismo da economia brasileira dificulta a geração de empregos com proteção social.

Desde o quarto trimestre de 2015, o número de trabalhadores informais do país gira em torno de 35 milhões. No primeiro trimestre deste ano, este patamar alcançou 38,1 milhões. Os dados são da Pnad Contínua, a pesquisa de emprego do IBGE, e fazem parte de um levantamento do economista Fernando de Holanda Barbosa, pesquisador do FGV Ibre, a pedido do GLOBO.

Dia do Trabalhador: Empregado que trabalha no 1º de maio tem direito a receber mais que o dobro. Entenda,

Fonte; O Globo

Ministério da Fazenda anuncia pacote para facilitar crédito e reduzir juros

O Ministério da Fazenda anunciou ontem um pacote de medidas com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para empresas e pessoas físicas e reduzir as taxas de juros. No total, foram apresentadas 13 medidas, incluindo algumas previstas em três projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, para os quais o governo vai pedir urgência. De acordo com a pasta, a intenção é reduzir ineficiências do mercado de crédito e estimular a atividade econômica.

“É uma bateria de medidas para fomentar crédito e investimento, dando mais segurança jurídica e financeira, de forma a criar condições para um país com mais investimento, geração de emprego e renda”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. O pacote não terá efeito imediato. Seis medidas serão viabilizadas com novos projetos de lei e quatro dependem de alterações de decretos ou portarias, ou seja, não precisarão do aval dos parlamentares.

Entre as novidades está o aumento para R$ 600 do “mínimo existencial” de pessoas superendividadas — fatia mínima da renda do cidadão que não pode ser comprometida com dívidas, debitada no consignado ou bloqueada pelo banco, por exemplo. Atualmente, quem está em situação de superendividamento pode renegociar garantindo que apenas 25% do salário mínimo (R$ 303) permaneça livre mensalmente.

Estima-se que 6 milhões de pessoas sejam beneficiadas e que a negociação de R$ 30 bilhões em dívidas será garantida. “Quem está superendividado poderá pleitear renegociação da dívida, garantindo a manutenção de uma renda de R$ 600 mensais”, explicou o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto.

O pacote prevê também um novo projeto de lei que autorize a utilização de recursos de planos de previdência, seguros pessoais e títulos de capitalização como garantia em operações de crédito. De acordo com o Ministério da Fazenda, essa garantia pode permitir aos consumidores ter acesso a crédito com juros menores.

Entre outros pontos anunciados, estão a simplificação do compartilhamento de informações de natureza fiscal entre clientes e instituições financeiras. Segundo Barbosa Pinto, a assimetria de informações é um dos principais problemas do mercado de crédito no país. A ideia é criar formas de compartilhamento de dados que o governo já tem, para checar se as informações prestadas aos bancos estão corretas. “Obviamente, isso nunca será feito sem o consentimento do titular desses dados, que é o cidadão”, ressaltou.

Outro projeto permite a investidores lesados propor ações civis coletivas contra administradores e acionistas majoritários de uma empresa que cometeu algum ilícito, como acontece nos Estados Unidos. O secretário lembrou o caso da varejista Americanas e disse que pedirá urgência na tramitação do projeto de lei em andamento.

Entraves

A Fazenda argumentou que o conjunto de mudanças tem caráter estruturante, não sendo possível projetar os efeitos a curto prazo. “Algumas dessas ações, estão paradas no Congresso e tiveram início na gestão anterior, outras são aprimoramentos do que já existe e algumas são inovadoras. Haverá melhoras no mercado de crédito, desde que realmente avancem”, avaliou o economista Ecio Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O economista da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques ponderou que apostar todas as fichas no pacote para recuperar a atividade econômica pode ser um problema. “As medidas dependem primeiro de que o sistema financeiro aceite as garantias do próprio governo.”

Fonte: Diário de Pernambuco