Teste do olhinho deve ser repetido três vezes ao ano até os 3 anos

A maioria das mães sente alívio quando o bebê, ainda na maternidade, recebe resultado normal após passar pelo teste do olhinho. O que nem todo mundo sabe é que o exame, rápido e indolor, ainda precisa ser repetido pelo menos mais três vezes todos os anos até que a criança complete 3 anos.

“Não acabou ali na maternidade. Pelo contrário, só começou ali. Ao longo do primeiro ano, são pelo menos três novos testes, além desse da maternidade. Isso até a criança completar 3 anos”, reforçou a presidente do 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, Luisa Hopker.

Em entrevista à Agência Brasil, a médica explicou que o teste do olhinho funciona como uma espécie de rastreio para doenças como catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblastoma, mas não detecta erros de refração como miopia, hipermetropia e astigmatismo.

“Ele só vai identificar se aquela criança precisa ou não ir com urgência para o oftalmologista.”

Exame completo

Luisa lembrou que uma diretriz da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica recomenda, além do teste do olhinho feito pelo pediatra, um exame oftalmológico completo, feito por um especialista, entre 6 e 12 meses de idade e, novamente, aos 3 anos.

“Esse é o principal exame oftalmológico que deve ser realizado durante a infância porque ele consegue detectar vários problemas que ainda estão a tempo de serem tratados.”

“Nesse exame completo, aos 3 anos de idade, você consegue medir a visão por meio do exame de acuidade visual. Você consegue ver se essa criança tem estrabismo ou não, consegue fazer avaliação do grau com a pupila dilatada e consegue fazer o exame do fundo do olho pra ver se está tudo bem com a retina”, completou.

A médica alertou que a maioria dos problemas oftalmológicos na infância não apresenta sinais e sintomas. Por esse motivo, manter a rotina de consultas da criança é a melhor estratégia para pais e cuidadores.

“Olho preguiçoso não dá nenhum sintoma. Grau alto de hipermetropia, na maioria das vezes, não dá nenhum sintoma. Grau alto de miopia, muitas vezes, não dá nenhum sintoma. É algo que faz com que a gente fique preocupado porque, se não dá sintoma,  não tem como você detectar a não ser examinando.”

“Muita gente ainda tem aquele conceito: ‘Meu filho não está batendo na porta na hora que anda, não está tropeçando’. Mas esses são sinais que, quando aparecem, por causa de uma doença oftalmológica, já está tudo muito grave. A gente não espera esse tipo de sintoma pra ir ao oftalmologista”, concluiu.

PREVINA-SE: Infarto dá 8 sinais 1 mês antes de acontecer; saiba quais

Nem sempre o sinal vem do coração. Há uma série de incômodos que podem surgir dias, ou até um mês antes de um infarto.

 

Sabendo que as doenças cardiovasculares são a maior causa de óbito no mundo todo, é preciso manter seu coração protegido entendendo os sinais que seu corpo está tentando mostrar.

Mas afinal, quais são eles? Você sabia que os sintomas de infarto que ocorrem nas mulheres são diferentes dos sintomas que ocorrem nos homens? Sim, há muitos sinais e curiosidades acerca do tema. Para entender melhor sobre todos esses sinais, é só continuar acompanhando a leitura.

Dor no peito não é o único sinal de infarto

Talvez seja o mais comum, mas não, ele não é o único. Mas, já que estamos falando sobre essa dor, vale lembrar que a dor na região torácica pode também irradiar para outros locais do corpo como ombros, costas, braço e o pescoço, por exemplo, que ocorrem independente de estar movimentando o corpo ou não.

Diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, colesterol alto, histórico familiar de infartos e idade também são fatores que contribuem – e muito – para que as chances de infarto se tornem ainda maiores.

Assim, além de todos esses fatores, há outros sinais bastante comuns que, muitas vezes, são considerados apenas como um desconforto, mas que também podem indicar infarto. Confira aqui alguns deles:

Desmaio

Este pode ser um dos primeiros sinais de problemas cardíacos. Junto da falta de ar e do suor repentino, ocorre a falta oxigenação no cérebro e, consequentemente, o desmaio, sendo um dos sintomas pouco conhecidos do infarto que merece atenção.

Falta de ar

Uma das sensações é o aperto no peito, que ocorre pelo mau funcionamento dos pulmões, levando o indivíduo a ter falta de ar. É um sinal que pode aparecer sozinho ou acompanhado de outros sintomas.

Náusea, indigestão ou dor abdominal

Muitas vezes, a náusea, a indigestão e a dor abdominal são vistas como um simples desconforto digestivo, mas é preciso estar atento. Se esse incômodo for constante, a melhor forma de entender é com o diagnóstico fornecido pelo Médico Cardiologista.

Tontura

A baixa oxigenação no cérebro ocasiona o batimento irregular do coração, provocando assim a tontura. Semanas antes do infarto, o corpo também pode começar a apresentar esse sinal.

Suor frio (sudorese)

Junto da tontura e da pressão no peito, também pode ocorrer sudorese. Sendo assim, o suor repentino e demasiado também pode ser um sinal de alerta.

Tosse seca

Nem sempre é uma simples tosse. Saiba que, além de comprometer o funcionamento do coração, o infarto também compromete o pulmão, podendo provocar uma tosse seca e bastante incômoda.

Palpitações

Junto das crises de tosse ocorrem as palpitações. A arritmia provoca a sensação de que o coração está batendo rápido demais. Se as palpitações estiverem sendo constantes, é muito importante, antes de tudo, consultar um Médico Cardiologista para verificar se pode ser um sinal ou se está relacionado a outros problemas de saúde.

Fraqueza

Geralmente, dias antes de um infarto, o indivíduo pode sentir uma imensa sensação de fraqueza. Ela, muitas vezes, passa despercebida, como um profundo cansaço.

Nas mulheres, os sintomas são diferentes

É comum que as mulheres apresentem sintomas diferentes e não tão tradicionais em casos de ataques cardíacos. Dores no estômago e sensação de cansaço sem causa aparente são dois deles. Além disso, há também o infarto silencioso, sem os sintomas clássicos como a dor no peito e outros já citados aqui.

E por que são diferentes?

As mulheres possuem o coração ligeiramente menor que o dos homens, ou seja, com fisiologia diferente. Com frequência cardíaca média mais acelerada e artérias coronárias mais finas, possuem uma tendência maior a sofrer de bloqueios, tanto nas artérias maiores como nas menores. Assim, podem sentir a sensação de pressão ou aperto, diferente dos homens que costumam sentir pontadas e dores mais intensas.

De acordo com Felipe Gavranic dos Reis, especialista em Cardiologia e Médico Cardiologista da CCRmed, o paciente normalmente apresenta sinais entre uma e até duas semanas antes do infarto e costuma recorrer ao pronto-socorro para ser medicado. “É necessário ficar atento a qualquer sintoma diferente do habitual para saber como está o funcionamento do coração, já que alguns desses sintomas podem indicar que o músculo cardíaco não está recebendo sangue de forma adequada.”

Aqui, vale lembrar que não é preciso sentir dor para procurar um Médico Cardiologista. O check-up, por exemplo, é um dos métodos mais eficazes para verificar como anda o funcionamento do seu coração. Todo cuidado com o corpo é mais que bem-vindo para mantê-lo bem protegido.

Hipertensão atinge 30% dos brasileiros e pode causar infarto, AVC e falência renal

Imagem de pressão arterial sendo aferida

hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns e perigosas da atualidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela está relacionada a mais de 10 milhões de mortes por ano em todo o mundo. No Brasil, cerca de 30% da população adulta convive com a condição, muitas vezes sem saber, de acordo com o Ministério da Saúde.

A cardiologista Larissa Rengel, dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, explica que o principal risco está justamente na ausência de sintomas.

“Muitas pessoas não acreditam que estão doentes porque não sentem nada. Mas os sinais só aparecem quando já houve prejuízo ao organismo, o que reforça a importância do diagnóstico precoce”, alerta.

Principais fatores de risco para hipertensão

O aumento da pressão arterial pode ocorrer por diversos fatores. Entre os mais comuns estão:

  • Envelhecimento
  • Histórico familiar da doença
  • Consumo excessivo de sal e alimentos ultraprocessados
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Diabetes e colesterol elevado

“A hipertensão está diretamente ligada ao avanço da idade. Mas também está fortemente associada a hábitos de vida. Perder peso, por exemplo, pode até eliminar a necessidade de medicamentos em alguns casos”, diz a médica.

Complicações vão além de infarto e AVC

Apesar de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) estarem entre os efeitos mais conhecidos da hipertensão descontrolada, há outras complicações graves.

A pressão alta é a principal causa de perda de função renal no Brasil, levando muitos pacientes à diálise. A visão também pode ser afetada, com risco de cegueira parcial ou total.

Fonte: JC

Mais de 70% dos pacientes de fibromialgia são mulheres; conheça os sintomas

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira convive com a fibromialgia. Entre os pacientes diagnosticados, uma proporção alarmante de 70% a 90% são mulheres.

Embora mais comum entre o sexo feminino, a condição pode afetar homens, idosos, adolescentes e até crianças. A fibromialgia é muitas vezes cercada por preconceitos, sendo confundida com questões puramente psicológicas, devido à sua dor difusa e difícil de descrever.

Porém, especialistas alertam para a importância do reconhecimento da doença como uma condição real e que requer cuidados médicos.

Sintomas da fibromialgia

A fibromialgia se manifesta principalmente através de dores nos músculos e tendões, mas suas causas exatas ainda são desconhecidas. Entre os principais sintomas estão:

  • Dores e rigidez no corpo: a dor muscular constante pode piorar com a fadiga ou esforço físico;
  • Distúrbios cognitivos: dificuldade de concentração e uma sensação geral de confusão mental são comuns em quem sofre com a doença;
  • Alterações gastrointestinais: problemas como refluxo, intolerância à lactose e síndrome do intestino irritável são sintomas recorrentes em quem sofre com a doença;
  • Enxaquecas e dores de cabeça tensional;
    Sensação de formigamento e dormência;

Segundo o ortopedista Lucas Sales de Melo, da Clifor Olinda, “os sintomas podem aumentar por estresse ambiental ou emocional, transtorno do sono, trauma, exposição à umidade ou ao frio. Experiências traumáticas, como acidentes ou estresse emocional grave também podem estar ligadas ao aparecimento das dores”.

Tratamento

O tratamento da fibromialgia visa o alívio dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida, já que a doença não tem cura. Entre as principais recomendações estão:

  • Exercícios físicos;
  • Dieta adequada;
  • Fisioterapia;
  • Medicamentos para controle pontual da dor;
  • Regulação do sono;
  • Psicoterapia.

Sem um tratamento adequado, a doença pode evoluir para incapacidade física e limitações funcionais. “É essencial adotar um acompanhamento médico especializado, que ajude a controlar os sintomas e permitir que o paciente tenha uma rotina mais equilibrada e saudável”, explica o ortopedista.

Fonte: JC

 

Ansiedade e depressão podem impactar diretamente na saúde do coração

Ansiedade e depressão podem impactar diretamente na saúde do coração

Segundo o Relatório Mundial de Saúde Mental da OMS (2022), uma em cada oito pessoas no mundo vive com algum transtorno mental, sendo a ansiedade e a depressão os mais comuns, representando 60% dos casos.1 No Brasil, cerca de 9,3% da população convive com ansiedade, enquanto a depressão afeta 5,8%.2,3 Esses transtornos não apenas comprometem o bem-estar mental, mas também podem impactar gravemente a saúde do coração.

A médica Patrícia Oliveira, do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, área liderada pelo médico cardiologista Roberto Kalil Filho, explica que, para além de uma questão comportamental, o coração e o estado de espírito estão intimamente relacionados. “Transtornos mentais desencadeiam alterações biológicas importantes, mudando as vias de sinalização entre o sistema nervoso central e os órgãos. Além disso, podem levar à elevação de citocinas inflamatórias, agravando condições como aterosclerose e isquemia miocárdica”, afirma.

A especialista explica ainda que quadros de depressão e ansiedade se caracterizam pela hiperativação do sistema simpático (que prepara o organismo para reagir em situações de medo, estresse e excitação) e liberação de cortisol. “Como resultado, os indivíduos podem sofrer com vasoconstrição e aumento da pressão arterial e frequência cardíaca”, conta.

Um dos maiores exemplos do impacto das doenças mentais na saúde do coração tem nome conhecido: a ‘síndrome do coração partido’ é uma cardiopatia induzida por estresse, que se manifesta de maneira similar ao infarto agudo do miocárdio, mas sem lesões ateroscleróticas obstrutivas, caracterizadas pelo estreitamento e enrijecimento das artérias causado pelo acúmulo de gordura em suas paredes. Neste caso, segundo a especialista, o estresse e a depressão ativam o sistema neuro-hormonal, levando a liberação de substâncias que reduzem o fluxo sanguíneo no músculo cardíaco (vasoconstrição) e possível lesão celular.

Cuidados multidisciplinares

A abordagem multidisciplinar é essencial para prevenir os efeitos negativos da ansiedade e depressão no coração. “O acompanhamento por uma equipe que inclui cardiologistas, psicólogos e psiquiatras é fundamental, especialmente em pacientes que já passaram por eventos cardíacos”, explica Patrícia.

Entre as abordagens estão:

  • Terapias psicológicas e psiquiátricas: ajudam a tratar os transtornos mentais, reduzindo o risco cardiovascular.
  • Exercícios físicos regulares: promovem bem-estar emocional e melhoram a saúde cardiovascular.
  • Medicação apropriada: quando indicada, pode controlar sintomas emocionais e prevenir complicações cardíacas.

Além disso, protocolos clínicos específicos permitem o rastreio precoce de transtornos mentais em pacientes cardíacos, melhorando tanto a qualidade de vida quanto a sobrevida. “O equilíbrio emocional é tão importante quanto o controle de fatores tradicionais, como colesterol e pressão arterial. Ao cuidar da saúde mental, estamos cuidando também do coração”, conclui a cardiologista.

Fonte: Notícias ao Minuto  

Câncer de pele: usar protetor solar é a melhor forma de prevenção

A aplicação do protetor solar deve ser feita no rosto e áreas expostas diariamente, com reaplicação ao longo do dia

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, com estimativas de mais de 177 mil novos casos por ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A principal causa do desenvolvimento desse câncer é a exposição excessiva e inadequada aos raios solares.

Mesmo com alertas constantes sobre os riscos da radiação ultravioleta (UV), muitas pessoas ainda subestimam os efeitos nocivos do sol, associando a necessidade de protetor solar apenas a dias de forte calor ou à praia.

Esse erro pode ser fatal, já que a falta de proteção solar pode resultar não só em envelhecimento precoce, mas também no desenvolvimento de tumores malignos.

Câncer de pele

O Ministério da Saúde destaca que, entre os tumores malignos, o câncer de pele é o mais frequente no país, representando cerca de 30% de todos os diagnósticos. No entanto, é importante fazer uma distinção entre os tipos de câncer de pele: o melanoma e os tipos não melanoma, sendo este último o mais comum.

O melanoma, embora represente apenas 3% dos casos de câncer de pele, é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de disseminação para outros órgãos, conhecida como metástase.

“Se detectado em fase inicial, o prognóstico do melanoma pode ser bastante favorável”, explica Mayla Carbone, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Já o câncer de pele não melanoma, que é o mais comum no Brasil, tem uma taxa de cura elevada, especialmente quando diagnosticado e tratado precocemente. Em 2022, ocorreram mais de 5 mil mortes decorrentes dos dois tipos de câncer de peleconforme dados do Atlas da Mortalidade por Câncer.

Protetor solar é defesa mais eficaz contra o câncer de pele

Apesar dos diferentes tipos de câncer de pele, a prevenção é sempre a mesma: o uso diário do protetor solar. Como Mayla Carbone, dermatologista, explica, a proteção solar não deve ser vista como uma opção, mas como uma necessidade básica.

O uso diário do protetor solar é fundamental para a prevenção tanto do melanoma quanto dos tipos não melanoma. “O sol não precisa estar visível para causar danos.

Os raios ultravioletas atravessam nuvens, janelas e afetam a pele todos os dias, o ano inteiro”, alerta Carbone, destacando que a radiação UVA, responsável pelo envelhecimento precoce e pelo aumento do risco de câncer, permanece ativa mesmo no inverno.

Fonte: JC

Mulheres cuidam mais da saúde bucal do que os homens, revela pesquisa

A frequência das visitas ao dentista varia conforme o histórico de saúde bucal de cada paciente

Um levantamento realizado entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024, identificou que as mulheres se mostraram mais assíduas nas consultas odontológicas do que os homens. Entre os entrevistados, 71% das mulheres informaram que compareceram ao dentista no último ano, contra 65% dos homens.

O estudo foi realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) em parceria com o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e conduzido pela consultoria Key-Stone.

Segundo a dentista Ieli Lima, especializada em cirurgia bucal e endodontia, a frequência das visitas ao dentista varia conforme o histórico de saúde bucal de cada paciente. Para pessoas saudáveis, a recomendação é que as consultas sejam feitas a cada seis meses, para manutenção da saúde bucal.

O acompanhamento deve ser mais frequente para determinados grupos de risco:

  • Crianças;
  • Fumantes;
  • Alcoólatras;
  • Pacientes com problemas bucais.

Saúde bucal além da estética

Os pesquisadores do estudo que a reportagem cita inicialmente verificaram que a maior porcentagem de ida ao dentista entre as mulheres acontece por questões estéticas.

A falta de visitas regulares ao dentista pode ter sérias consequências para a saúde, tanto local quanto sistêmica. Entre os problemas mais comuns estão:

  • Cáries: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cárie dentária é uma das doenças mais prevalentes do mundo;
  • Gengivite: inflamação da gengiva que pode causar sangramento, dor e inchaço;
  • Câncer de boca: tumor maligno que afeta os lábios e toda a cavidade oral;
  • Periodontite:  uma doença inflamatória crónica que afeta os tecidos e ossos que sustentam os dentes.

Fonte: JC

Casos de dengue em 2024 passam de 6,4 milhões; mortes somam 5,9 mil

Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde mostram que o país registrou, ao longo de todo o ano de 2024, um total de 6.484.890 casos prováveis de dengue e 5.972 mortes provocadas pela doença. Há ainda 908 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência da dengue, até o dia 28 de dezembro, era de 3.193,5 casos para cada 100 mil habitantes.

A maioria dos casos prováveis de dengue (55%) em 2024 foi identificada entre mulheres. No recorte raça/cor, 42% dos casos prováveis foram registrados entre brancos; 34,4% entre pardos; 5,1% entre pretos; 0,9% entre amarelos; e 0,2% entre indígenas, sendo que, em 17,3% dos casos, a informação não foi registrada. A faixa etária dos 20 aos 29 anos concentrou a maior parte dos casos prováveis, seguida pela de 30 a 39 anos e pela de 40 a 49 anos.

No ranking dos estados, São Paulo aparece com o maior número de casos prováveis (2.182.875). Em seguida estão Minas Gerais (1.695.024) e Paraná (656.286). Na lista de estados com maior coeficiente de incidência, o Distrito Federal (DF) figura em primeiro lugar, com 9.907,5 casos para cada 100 mil habitantes, seguido por Minas Gerais (8.252,8 casos por 100 mil habitantes) e Paraná (5.735,2 casos por 100 mil habitantes).

Distrito Federal

Com o maior coeficiente de incidência do país, o DF registrou um aumento de 584% nos casos prováveis de dengue em 2024 em relação ao ano anterior – foram 279.102 casos no ano passado contra 40.784 em 2023. No mesmo período, as mortes pela doença saltaram de 14 em 2023 para 440 em 2024. Ainda de acordo com o Painel de Monitoramento de Arboviroses, cinco óbitos seguem em investigação.

Por Agência Brasil

Doenças da próstata: urologista chama a atenção para a prevenção e tratamento

O mês de novembro é mundialmente dedicado à conscientização da saúde do homem,  com foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata, um dos principais problemas de saúde masculina que, embora seja considerada uma condição grave, pode ser tratado com boas chances de cura quando detectado precocemente.

Por isso, de acordo com o urologista Renato Leal, do Hospital Jayme da Fonte, localizado no bairro das Graças, o ideal é que homens com mais de 50 anos, ou que apresentem fatores de risco, a partir dos 45, realizem os exames preventivos periodicamente. 

Câncer de próstata
Segundo o especialista, o câncer de próstata é uma doença maligna que acomete o órgão que produz a célula reprodutiva masculina (sêmen) e que, nos estágios iniciais, não apresenta sintomas. Já nos casos avançados da doença, o paciente pode apresentar sangramento, dores ósseas e dificuldade para urinar. Por isso, o urologista reforça que “é importantíssimo fazer os exames de rotina” para identificar a doença antes que os sintomas apareçam.

Prevenção e tratamento
Com relação à prevenção, o médico afirma que manter bons hábitos e uma alimentação saudável pode ajudar a prevenir essa e outras doenças da próstata. 

“O ideal é diminuir significativamente o excesso de enlatados, embutidos, conservantes, frituras e também o que conhecemos por fast foods. Pois, esses alimentos podem causar o aumento do tecido prostático e, em alguns casos, também o câncer de próstata”, orienta Renato.

Para o tratamento do câncer de próstata, de acordo com Renato Leal, a medicina avançou em opções como hormonioterapia e imunoterapia, além da cirurgia robótica. Leal explica que essas novas  tecnologias possibilitam “um melhor controle da doença, diminuindo significativamente as taxas de incontinência urinária e impotência sexual”.

Para o urologista, é importante destacar ainda outra condição bastante comum que também acomete a próstata, principalmente entre os homens mais idosos, a hiperplasia prostática. Um aumento volumétrico da próstata que causa, principalmente, dificuldade para urinar.

Fonte: Folha de PE

Câncer de pulmão: tabagistas têm 20 vezes mais chances de desenvolver a doença

Embora seja a terceira doença mais comum entre os homens e a quarta em mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse tipo de neoplasia no pulmão é silencioso. Em 2020, o mundo inteiro apontou a incidência de 2,2 milhões de novos casos. Naquele mesmo ano, somente no Brasil, 28.618 pessoas morreram com a enfermidade.

Contudo, ainda de acordo com o Inca, a taxa de incidência dos casos vem sofrendo queda, desde 1980, entre os homens, e desde 2000, entre as mulheres. O que diferencia os dois dados são as formas de adesão e cessação do tabagismo, que consiste no uso de cigarros, narguilés e cigarros eletrônicos.

https://youtu.be/OoLLFxFZ760

O cirurgião torácico do Hospital Jayme da Fonte, Diego Simões, aponta que essa prática é a causa mais prevalente entre os pacientes portadores da patologia. Pessoas que têm esse hábito, ainda de acordo com o especialista, têm 20 vezes mais chances de contrair o câncer de pulmão do que qualquer outra pessoa.

“O que muda no contexto e no cotidiano do paciente são as relações entre as pessoas. Um paciente com câncer no pulmão precisa ter suporte maior dentro de casa. Geralmente, muitos deles têm rotina de trabalho intensa e, com a neoplasia, terão que quebrar um pouco alguns costumes. Mas sempre apoiados com nutrição e psicologia, nós [médicos] conseguimos dar uma excelente qualidade de vida às pessoas. Inclusive, durante o tratamento”, comentou.

Descoberta precoce pode ajudar
Para Simões, o rastreio do câncer de pulmão pode ser fundamental para que o tumor seja encontrado numa fase inicial. Sendo assim, haverá maior possibilidade de tratamento bem sucedido. Derrame pleural, sangramento na hora da tosse e falta de ar são alguns dos sintomas da doença.

“A pessoa não deve esperar a chegada desses sintomas para procurar um médico. O rastreio câncer de pulmão é a busca do tumor, antes dos estágios mais avançados e do aparecimento dos sintomas. O tratamento da doença sofreu uma verdadeira revolução nas últimas décadas. Seja com a cirurgia robótica, com os imunoterápicos ou com a quimioterapia, que vem evoluindo a cada dia mais”, complementou.

Os exames que ajudam o médico a detectar o câncer são a radiografia de tórax e tomografia computadorizada. As opções servem para avaliar um nódulo ou massa pulmonar. Caso seja confirmada a neoplasia, o especialista vai solicitar exames como PET-SCAN e ressonância do crânio para avaliar a extensão da doença.

Existe tratamento específico?
O especialista no assunto indica que as formas de prevenção contra o câncer de pulmão são as mesmas do combate aos outros tumores que possam se desenvolver no corpo humano, com destaque para o abandono da prática de tabagismo, que é a principal causa da doença quando ela atinge o pulmão.

É preciso seguir uma alimentação saudável, a prática regular de exercícios físicos e sempre procurar o seu clínico para fazer o rastreio. Por mais que seja óbvio, é preciso parar com o tabagismo. A cessação do tabagismo é ainda um divisor de águas para os pacientes que buscam uma boa qualidade de saúde, em relação à prevenção do câncer de pulmão. Evitar os cigarros eletrônicos, que viraram uma febre e que têm também um peso importante. Se você seguir essas dicas, com certeza vai ter uma boa saúde pulmonar”, finaliza o especialista.

Fonte: Folha de PE